Painel informativo.

- TRÊS VEZES ADMIRÁVEL pela grandeza de sua posição junto à Trindade, como filha predileta do Pai, Mãe do Filho e Esposa do Espírito Santo. Também por ser Mãe de Deus, Mãe do Redentor e Mãe dos Remidos.'

MISTERIOS DE

O Santo Rosário compreende a meditação dos vinte mistérios da Fé Católica, divididos em quatro grupos de cinco mistérios - denominados Terço - e nos leva diariamente ao estudo e meditação profunda da Palavra Sagrada da Bíblia e das passagens mais importantes do Evangelho. Aos mistérios originais, recentemente o Papa João Paulo II instituiu novas meditações, sendo que os mistérios do Santo Rosário são:
Mistérios Gozosos - Natalidade e crescimento de Jesus
Mistérios Dolorosos - Agonia, sofrimento e morte: Amor aos pecadores
Mistérios Gloriosos - Vitória, Salvação, Proteção
Mistérios Luminosos - A humildade, os milagres e o eterno Amor

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ORAÇÃO OFICIAL DO TERÇO DOS HOMENS MÃE RAINHA





HOJE SÁBADO MEDITAMOS OS MISTÉRIOS G0Z0S0S


1º MISTÉRIO: ANUNCIAÇÃO – O ANJO ANUNCIA A MARIA QUE ELA SERÁ MÃE DO FILHO DE DEUS – O SIM..
2º MISTÉRIO: MARIA VISITA SUA PRIMA IZABEL IDOSA QUE ESTAVA GRÁVIDA DE JOÃO BATISTA – ANUNCIANDO A BOA-NOVA...
3º MISTÉRIO: JESUS NASCE EM UMA GRUTA, EM BELÉM.
4º MISTÉRIO: APRESENTAÇÃO DE JESUS AO TEMPLO
5º MISTÉRIO: A PERDA E O REENCONTRO DE JESUS EM JERUSALÉM

Liturgia Diária,

 
Primeira Leitura (1Rs 3,4-13)
Responsório (Sl 118)
Evangelho (Mc 6,30-34)

Evangelho (Mc 6,30-34)




— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 30os apóstolos reuniram-se com Jesus e contaram tudo o que haviam feito e ensinado. 31Ele lhes disse: “Vinde sozinhos para um lugar deserto e descansai um pouco”. Havia, de fato, tanta gente chegando e saindo que não tinham tempo nem para comer. 32Então foram sozinhos, de barco, para um lugar deserto e afastado.33Muitos os viram partir e reconheceram que eram eles. Saindo de todas as cidades, correram a pé, e chegaram lá antes deles. 34Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

A compaixão não se confunde com dó



Trata-se da volta dos Doze da missão para a qual foram enviados (cf. Mc 6,6b-12). A indeterminação do período de duração da missão parece querer fazer parecer ao leitor que a missão se estende para além de qualquer circunscrição histórica. Depois da partilha (v. 30), os discípulos são convidados por Jesus a ir a um lugar distante para descansar. O “descanso” permite ver que, em todo o bem feito, é Deus quem está na origem. O descanso é dado para recordar o quanto o Senhor fez por seu povo. A proposta não pôde ser levada a termo em razão do grande número de pessoas que procuram Jesus (cf. tb. Mc 3,20) e do sentimento que move Jesus na realização de sua missão: a “compaixão” (v. 34). A compaixão é um sentimento divino que faz agir em favor das pessoas, socorrendo-as em suas necessidades; não se confunde com simples pena ou dó, mas abre o coração para que a pessoa ofereça o melhor de si mesma em favor dos demais. O abandono do povo por aqueles que deviam cuidar dele, qual pastor cuida do seu rebanho, é a causa da compaixão de Jesus (cf. v. 34; ver: Nm 27,17; 1Rs 22,17). O seu ensinamento orienta e congrega. Nosso texto serve de introdução ao relato da “multiplicação dos pães” (vv. 35-44).

Carlos Alberto Contieri.

08 de Fevereiro - São Jerônimo Emiliano


São Jerônimo Emiliano
1486-1537
Fundou a Sociedade
dos Clérigos Regulares

Jerônimo Emiliani, de nobre família, nasceu em Veneza, Itália, em 1486. Sua juventude foi bastante tumultuada, com comportamentos mundanos e desregrados. Desde os quinze anos serviu como soldado e durante muito tempo foi mantido como prisioneiro pelo exército imperial de Treviso. Neste período, ele foi envolvido numa forte experiência de conversão. Atormentado pela memória de seus pecados, reconheceu em Cristo Crucificado o amor misericordioso do Pai. 

Quando saiu em liberdade, se desfez de toda a fortuna e se consagrou a uma missão muito especial, baseada na revelação da paternidade divina: compartilhar e viver em comunidade com os órfãos, os pobres e os doentes. Assim, em 1531 fundou um instituto de religiosos na cidade de Somasca, Itália. Logo foram chamados de "padres Somascos". Jerônimo Emiliani permaneceu leigo e dedicou sua existência a Deus e à caridade. Seus trabalhos solidários se estendiam aos doentes e miseráveis como também as crianças órfãs e às prostitutas. 

A motivação da sua vida espiritual foi o desejo de devolver a Igreja ao estado de santidade das primeiras comunidades cristãs. Este mesmo ideal determinou o modo de organizar a vida das casas que acolhiam os órfãos. O grupo religioso se destacou por proporcionar educação gratuita aos menores abandonados e órfãos. Dos muitos colaboradores que se aproximaram dele, alguns tomaram a decisão de seguir o seu estilo de vida. Assim nascia a Companhia dos Servos dos Pobres.

Prestes a morrer, Jerônimo Emiliani transmitiu a seus discípulos um testamento que sintetizava sua experiência espiritual e representava, ao mesmo tempo, um itinerário de vida cristã: "Segui o caminho do Crucificado, desprezai a iniqüidade, amai-vos uns aos outros e servi aos pobres". 

Jerônimo Emiliani faleceu na cidade de Somasca, Itália, no dia 8 de fevereiro de 1537, vitimado pela peste que contraiu servindo aos doentes durante uma epidemia que se alastrou na cidade. Apesar disso cuidou dos enfermos até os últimos momentos de sua vida. 

O papa Santo Pio V, em 1568 oficializou a Ordem dos Religiosos de Somasca. Jerônimo Emiliani foi canonizado em 1767 e o dia 8 de Fevereiro escolhido para a sua homenagem. Em 1928, o Papa Pio XI o declarou Padroeiro dos órfãos e das crianças abandonadas.

Outros santos e beatos:
São Cutimano — eremita do século IX, em Sussex.
Santos Dionísio, Emiliano e Sebastião — monges armênios (data incerta).
Santa Elfrida (†714) — abadessa beneditina, filha dos reis da Nortúmbria.
Santo Estêvão de Grandmont (1046 - 1124) — francês de Auvergne. Após uma peregrinação a Bari, quando retornava à França caiu doente em Benevento e esteve sob os cuidados do bispo Milone. Voltando a sua terra natal, fundou em Muret um mosteiro beneditino inspirado no modelo dos que conhecera na Itália.
Santo Honorato de Milão (†570) — bispo durante a época das invasões bárbaras; foi desterrado e morreu no exílio.
Beato Isaías Boner (†1471) — sacerdote agostiniano de Cracóvia.
São João da Mata (1160-1213) — nascido na Provença, fundou a Ordem da Santíssima Trindade, consagrada a obter a liberdade, por meio de resgate, dos prisioneiros que os muçulmanos deportavam para a Tunísia.
São Juvêncio — bispo de Pavia. Enviado a esta cidade pelo bispo de Aquiléia, era discípulo do evangelista são Marcos.
São Meingoldo — viveu no século X, em Huy, na Bélgica.
São Nicécio (†611) — bispo de Besançon.
Santo Onchu (†600) — peregrino e poeta irlandês, grande colecionador de relíquias de santos irlandeses.
São Paulo de Verdum (†649) — foi sagrado bispo após uma experiência de vida eremítica na montanha do Voge, próximo a Tréveris.
São Pedro Ígneo (†1086) — cardeal e bispo valumbrosano, da família dos Aldobrandini, monge juntamente com são João Gualberto. É cognominado “ígneo” por haver passado ileso entre as chamas.
Santa Quinta — matrona egípcia, martirizada em 249; foi arrastada pelas ruas de Alexandria com os pés amarrados a um cavalo.

HOJE SEXTA-FEIRA MEDITAMOS OS MISTÉRIOS DOLOROSOS


1º MISTÉRIO: A AGONIA DE JESUS (Gêtsemani: vigilância, intercessão, oração)
2º MISTÉRIO: A FLAGELAÇÃO DE JESUS ATADO A UMA COLUNA
3º MISTÉRIO: A COROAÇÃO DE ESPINHOS
4º MISTÉRIO: JESUS CARREGA A CRUZ ATÉ O CALVÁRIO
5º MISTÉRIO: JESUS MORRE NA CRUZ

Liturgia Diária

 
Primeira Leitura (Eclo 47,2-13)
Responsório (Sl 17)
Evangelho (Mc 6,14-29)

Evangelho (Mc 6,14-29)




— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 14o rei Herodes ouviu falar de Jesus, cujo nome se tinha tornado muito conhecido. Alguns diziam: “João Batista ressuscitou dos mortos. Por isso os poderes agem nesse homem”. 15Outros diziam: “É Elias”. Outros ainda diziam: “É um profeta como um dos profetas”. 16Ouvindo isto, Herodes disse: “Ele é João Batista. Eu mandei cortar a cabeça dele, mas ele ressuscitou!” 17Herodes tinha mandado prender João, e colocá-lo acorrentado na prisão. Fez isso por causa de Herodíades, mulher do seu irmão Filipe, com quem se tinha casado.
18João dizia a Herodes: “Não te é permitido ficar com a mulher do teu irmão”. 19Por isso Herodíades o odiava e queria matá-lo, mas não podia. 20Com efeito, Herodes tinha medo de João, pois sabia que ele era justo e santo, e por isso o protegia. Gostava de ouvi-lo, embora ficasse embaraçado quando o escutava.
21Finalmente, chegou o dia oportuno. Era o aniversário de Herodes, e ele fez um grande banquete para os grandes da corte, os oficiais e os cidadãos importantes da Galileia. 22A filha de Herodíades entrou e dançou, agradando a Herodes e seus convidados. Então o rei disse à moça: “Pede-me o que quiseres e eu te darei”. 23E lhe jurou dizendo: “Eu te darei qualquer coisa que me pedires, ainda que seja a metade do meu reino”. 24Ela saiu e perguntou à mãe: “Que vou pedir?” A mãe respondeu: “A cabeça de João Batista”. 25E, voltando depressa para junto do rei, pediu: “Quero que me dês agora, num prato, a cabeça de João Batista”. 26O rei ficou muito triste, mas não pôde recusar. Ele tinha feito o juramento diante dos convidados. 27Imediatamente, o rei mandou que um soldado fosse buscar a cabeça de João. O soldado saiu, degolou-o na prisão, 28trouxe a cabeça num prato e a deu à moça. Ela a entregou à sua mãe. 29Ao saberem disso, os discípulos de João foram lá, levaram o cadáver e o sepultaram.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Primeiro mártir da moral



Quem não tinha ouvido falar de Jesus? Até Herodes o tinha! A fama de Jesus se espalhara (Mc 1,28). Se todo mundo falava e ouvia falar de Jesus, não havia unanimidade no que concerne a sua verdadeira identidade. O “fantasma” da morte de João perturbava Herodes, que era, no dizer de Lucas, um criminoso (Lc 3,19). João Batista, podemos dizer, é o primeiro mártir da moral. Por causa da denúncia de adultério de Herodes com Herodíades que ele foi encarcerado e brutalmente assassinado. 

Carlos Alberto Contieri.

07 de Fevereiro - Pio IX


Pio IX
Bem-aventurado
Papa
1792-1878

O Papa Pio IX nasceu na Itália aos 13 de maio de 1792. Seus pais pertenciam à nobreza local e o batizaram com o nome de Giovanni (João) Maria Mastai Ferretti. Em 1809, transferiu-se para Roma a fim de continuar os estudos, sem ter se definido pelo sacerdócio. Sua saúde era muito débil, tanto que, devido a uma enfermidade, teve de abandonar os estudos em 1812, sendo também dispensado do serviço militar obrigatório.

O jovem Mastai teve um encontro com São Vicente Pallotti em 1815, que lhe profetizou o pontificado. Nessa época, João fazia parte da Guarda nobre pontifícia, mas teve que deixá-la por motivo de saúde. A partir daí, a Virgem de Loreto o curou, gradual e definitivamente, da enfermidade.

Mastai resolveu optar pelo estudo eclesiástico em 1816, sendo ordenado sacerdote em 1819. Celebrou sua primeira Missa na igreja de Santa Ana dos Carpinteiros, do Instituto Tata Giovanni, para o qual fora nomeado reitor, permanecendo na função até 1823. Acompanhou o núncio apostólico ao Chile, onde ficou por dois anos. 

Aos trinta e seis anos de idade, o sacerdote Giovanni Maria Mastai foi nomeado Bispo e destinado à arquidiocese da cidade de Espoleto, Itália. Durante os anos 1831 e 1832, ocorreram revoluções nas cidades de Espoleto e Ìmola. O então bispo Mastai não quis derramamento de sangue e reparou, os destruidores efeitos da violência, com a paz, concedendo o perdão para todos os envolvidos.

Foi nomeado Cardeal em 1840. Na tarde do dia 16 de junho de 1946, o cardeal Mastai, que fugia de todas as honrarias, foi eleito Papa escolhendo o nome Pio IX. Começou seu governo com um ato de generosidade: concedeu uma anistia para delitos políticos e, já em 1847, promulgou um decreto de ampla e surpreendente liberdade de imprensa.

Entre as realizações do seu pontificado, podemos destacar o restabelecimento da hierarquia católica na Inglaterra, Holanda e Escócia; a condenação das doutrinas galicanas; a definição solene, a 08 de dezembro de 1854, do dogma da Imaculada Conceição; o envio de missionários ao Pólo Norte, Índia, Birmânia, China e Japão; a criação de um Dicastério para as questões relativas aos orientais; a promulgação do "Syllabus errorum", no qual condenou os erros do Modernismo; a celebração, com particular solenidade, do 18.o centenário do martírio dos Apóstolos Pedro e Paulo; a celebração do Concílio Ecumênico Vaticano I , ápice do seu pontificado, iniciado em 1869 e concluído em 1870.

Com a queda de Roma, em 20 de setembro de 1870, e o fim do poder temporal, Pio IX encerrou-se no Vaticano, por se considerar prisioneiro. No dia 07 de fevereiro de 1878, com a sua piedosa morte, chegou ao fim o pontificado mais longo, e um dos mais difíceis da História da Igreja. Pio IX foi um grande Papa, certamente um dos maiores, cumpriu sua missão de "Vigário de Cristo", responsável dos direitos de Deus e da Igreja, foi sempre claro e direto: soube unir firmeza e compreensão, fidelidade e abertura. Com a comprovação de inúmeras graças por intercessão do Papa Pio IX, Giovanni Maria Mastai Ferretti, foi beatificado no ano 2000 pelo Papa João Paulo II, em Roma.

Outros santos e beatos:
Santo Amolvino (†750) — abade e bispo beneditino de Lobbes.
Santo Anatólio — bispo de Cahors, em época incerta.
Santo Áugulo ou Augúrio — bispo martirizado nas ilhas britânicas, em 303.
São Crisólio — bispo martirizado no século IV. Procedente da Armênia, foi enviado à Gália como missionário, ao tempo de Diocleciano.
Santo Egídio Maria de São José (1729-1812) — nasceu em Tarento; ingressou na Ordem dos Frades Menores franciscanos e viveu a maior parte de sua vida em Nápoles, onde veio a falecer a 7 de fevereiro. Exerceu com serena alegria as humildes funções de porteiro, cozinheiro e mendicante pelas ruas de Nápoles. Foi canonizado a 2 de junho de 1996.
São Fidélis (†570) — bispo de Mérida, na Espanha.
Santa Juliana de Bolonha (†435) — por acordo mútuo, viveu afastada do marido, que se tornou padre. Ela se consagrou aos quatro filhos e às obras de caridade; santo Ambrósio a exaltou como exemplo de vida cristã.
São Lourenço de Siponto (†546) — bispo. A ele se atribui a construção do santuário de São Miguel do Monte Gargano.
São Lucas, o Jovem (†946) — eremita nas cercanias 
de Corinto. Operou muitos milagres, o que lhe valeu o título de taumaturgo.
Beata Maria da Providência (1825-1871) — fundou, por sugestão do cura de Ars, uma congregação feminina em sufrágio das almas do purgatório. Exemplo de paciência nos grandes sofrimentos, foi beatificada em 1957.
São Melânio ou Mellan — bispo irlandês do século VI, eremita na França.
São Moisés (†372) — bispo dos nômades do Sinai.
São Ricardo (†720) — príncipe do Wessex, verdadeiramente rei; segundo antiga lenda, morto em Luca, durante uma peregrinação a Roma. Também seus três filhos são venerados como santos.
São Teodoro, o General — martirizado sob o império de Licínio, de cujo exército era general (= stratelates). Foi torturado e crucificado em Heracléia.
Beato Tomás Sherwood (1551-1578) — londrino; encarcerado e torturado na Torre de Londres. A seguir, executado em Tyburn, sob a acusação de ser fiel à Igreja de Roma e de negar a supremacia da rainha Isabel I.

HOJE QUINTA-FEIRA MEDITAMOS OS MISTÉRIOS LUMINOSOS


  A humildade, os milagres e o eterno Amor


1º MISTÉRIO: O BATISMO DE JESUS
2º MISTÉRIO: A AUTO-REVELAÇÃO DE JESUS NAS BODAS DE CANÁ
3º MISTÉRIO: O ANÚNCIO DO REINO DE DEUS
4º MISTÉRIO: A TRANSFIGURAÇÃO
5º MISTÉRIO: A INSTITUIÇÃO DA ESUCARISTIA

Liturgia Diária

 
Primeira Leitura (1Rs 2,1-4.10-12)
Responsório (1Cr 29,10-12)
Evangelho (Mc 6,7-13)

Evangelho (Mc 6,7-13)




— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 7Jesus chamou os doze e começou a enviá-los dois a dois, dando-lhes poder sobre os espíritos impuros. 8Recomendou-lhes que não levassem nada para o caminho, a não ser um cajado; nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura.
9Mandou que andassem de sandálias e que não levassem duas túnicas. 10E Jesus disse ainda: “Quando entrardes numa casa, ficai ali até vossa partida. 11Se em algum lugar não vos receberem, nem quiserem vos escutar, quando sairdes, sacudi a poeira dos pés, como testemunho contra eles!”
12Então os doze partiram e pregaram que todos se convertessem. 13Expulsavam muitos demônios e curavam numerosos doentes, ungindo-os com óleo.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Escolhidos e enviados



Quando do chamado dos Doze sobre o monte (Mc 3,13-19), o autor do evangelho já informou ao ouvinte e/ou leitor que a vocação dos discípulos tem um duplo aspecto: acompanhar Jesus e disponibilidade para serem enviados em missão. O texto do evangelho de hoje é o relato do envio em missão dos Doze. A pregação deles, como a de Jesus (cf. Mc 1,15) e a de João Batista (cf. Mc 1,4), é um apelo à conversão. Há uma longa tradição bíblica perpassando, de algum modo, todos os textos da Escritura, que interpela o povo a uma profunda e verdadeira conversão, condição para viver fielmente a Aliança e para reconhecer o tempo da visita salvífica de Deus em Jesus Cristo. O poder que eles detêm é o poder do Senhor (cf. Mc 1,21-28). Nas recomendações para a missão estão as exigências que associam os discípulos a Jesus e os identificam com ele: para a missão, só o necessário para a mobilidade e a disponibilidade (cf. Ex 12,11); é necessário desapego, pois a confiança não pode estar nos meios, mas no próprio Senhor que os envia, e também é preciso contar com a rejeição. Dito de outra maneira, as pessoas devem ver realizado nos discípulos o que eles anunciam. O relato tem um forte apelo eclesial: a missão da Igreja está fundamentada num mandato do Senhor.

Carlos Alberto Contieri.

06 de Fevereiro - São Paulo Miki e companheiros


São Paulo Miki
e companheiros Mártires
1564-1597
Nagasaki - Japão

Foi através do trabalho evangelizador de São Francisco Xavier, que o Japão tomou conhecimento do cristianismo, entre 1549 e 1551. A semente frutificou e, apenas algumas décadas depois, já havia pelo menos trezentos mil cristãos no Império do sol nascente. Mas se a catequese obteve êxito não foi somente pelo árduo, sério e respeitoso trabalho dos jesuítas em solo japonês. Foi também graças à coragem dos catequistas locais, como Paulo Miki e seus jovens companheiros.

Miki nasceu em 1564, era filho de pais ricos e foi educado no colégio jesuíta em Anziquiama, no Japão. A convivência do colégio logo despertou em Paulo o desejo de se juntar à Companhia de Jesus e assim o fez, tornando-se um eloqüente pregador. Ele porém, não pôde ser ordenado sacerdote no tempo correto porque não havia um bispo na região de Fusai. Mas isso não impediu que Paulo Miki continuasse sua pregação. Posteriormente tornou-se o primeiro sacerdote jesuíta em sua pátria, conquistando inúmeras conversões com humildade e paciência. 

Paciência, essa que não era virtude do imperador Toyotomi Hideyoshi. Ele era simpatizante do catolicismo mas, de uma hora para outra, se tornou seu feroz opositor. Por causa da conquista da Coréia, o Japão rompeu com a Espanha em particular e com o Ocidente em geral, motivando uma perseguição contra todos os cristãos. Inclusive alguns missionários franciscanos espanhóis que tinham chegado ao Japão através das Filipinas e sido bem recebidos pelo Imperador.

Os católicos foram expulsos do país, mas muitos resistiram e ficaram. Só que a repressão não demorou. Primeiro foram presos seis franciscanos, logo depois Paulo Miki com outros dois jesuítas e dezessete leigos terciários.

Os vinte e seis cristãos sofreram terríveis humilhações e torturas públicas. Levados em cortejo de Meaco a Nagasaki foram alvo de violência e zombaria pelas ruas e estradas, enquanto seguiam para o local onde seria executada a pena de morte por crucificação. Alguns dos companheiros de Paulo Miki eram muito jovens, adolescentes ainda, mas enfrentaram a pena de morte com a mesma coragem do líder. Tomás Cozaki tinha, por exemplo, catorze anos; Antônio, treze anos e Luis Ibaraki tinha só onze anos de idade.

A elevação sobre a qual os vinte e seis heróis de Jesus Cristo receberam o martírio pela crucificação em fevereiro de 1597 ficou conhecida como Monte dos Mártires. Paulo Miki e seus companheiros foram canonizados pelo Papa Pio IX, em 1862. 

Os crentes se dispersaram para escapar dos massacres e um bom número deles se estabeleceu ao longo do rio Urakami, nas proximidades de Nagasaki. Lá eles continuaram a viver sua fé, apesar da ausência de padres. A partir do momento em que o Japão se abriu novamente aos europeus, os missionários voltaram e as igrejas voltaram a ser construídas, inclusive em Nagasaki, a poucos quilômetros da comunidade cristã clandestina. Ela havia perdido todo contato com a Igreja Católica, mas guardava preciosamente três critérios de reconhecimento recebidos dos ancestrais: "Quando a Igreja voltar ao Japão, vocês a reconhecerão por três sinais: os padres não são casados, haverá uma imagem de Maria e esta Igreja obedecerá ao papa-sama, isto é, ao Bispo de Roma". E foi assim que aconteceu dois séculos e meio depois, quando os cristãos do Império do sol nascente puderam se reencontrar com sua Santa Mãe, a Igreja.

Outros santos e beatos:
Santo Amando de Elnone (†675) — nascido em Nantes, viveu como eremita em Bourges. Depois, como bispo missionário, foi pregador em Flandres, Caríntia e Navarra. Fundou muitos mosteiros, entre os quais o de Elnone, perto de Tournai, onde morreu quase centenário.
Santo Antoliano — martirizado em Auvergne, em 265.
Santo Antônio Denyan — trigésimo membro da Ordem Terceira franciscana, crucificado com Paulo Miki em Nagasáqui, em 1597.
São Bartolomeu Laurel — irmão leigo franciscano, nascido no México e queimado vivo em Nagasáqui, em 1622.
Santos Francisco Blanco, espanhol; Francisco de São Miguel, espanhol; Francisco de Nagasáqui, médico japonês — mártires crucificados em Nagasáqui, juntamente com Paulo Miki e o catequista Tiago Kisai, Joaquim Saccakibara, Gabriel de Duisco, João Kisaka, João Soan de Goto, Pedro Sukejiro, o adolescente Tomás, de 15 anos, e Miguel Cozaki, Tomás Xico, japoneses; Gonsalvo Garcia, irmão leigo franciscano português, companheiro de missão, no Japão, de Pedro Batista Blasquez, juntamente com o qual foi crucificado em Nagasáqui — ao mesmo tempo que o franciscano espanhol Martim Loynaz da Ascensão, missionário no México, em Manila, e por fim no Japão; Caio Francisco, soldado japonês, irmão terceiro franciscano; Cosme Takeya, terceiro franciscano.
São Geraldo (†1077) — bispo de Óstia, prior beneditino de Cluny, núncio apostólico, venerado como padroeiro de Velletri.
São Guarino (†1159) — bolonhês, cônego regular agostiniano, cardeal e bispo de Palestrina.
Santa Hildegundes (†1183) — esposa do conde Lotário; ao se tornar viúva, tornou-se religiosa com a filha, em Meer, localidade próxima a Colônia.
São Mel (†490) — primeiro bispo-abade de Armagh, na Irlanda, sobrinho de são Patrício, juntamente com o bispo são Mun, cuja festividade também se comemora neste dia.
Santa Reinilda (†750) — abadessa beneditina do convento de Maaseyk.
Santos Silvano, Lucas e Mócio — martirizados em Emesa, na Fenícia, em 312.
São Tanco (†808) — monge beneditino irlandês, bispo e mártir.
São Teófilo, o Escolástico — martirizado em Cesaréia da Capadócia no ano 300.
São Vedasto (também conhecido pelos nomes de Vaast, Foster e Gastão) (†539) — ativo missionário entre os francos do rei Clóvis e secretário de são Remígio.

HOJE QUARTA-FEIRA MEDITAMOS OS MISTÉRIO GLORIOSOS


 ( Vitória, Salvação, Proteção )

1º MISTÉRIO: A RESSURREIÇÃO DE JESUS
2º MISTÉRIO: A ASCENÇÃO DO SENHOR
3º MISTÉRIO: A DESCIDA DO ESPÍRITO SANTO SOBRE OS APÓSTOLOS
4º MISTÉRIO: A ASSUNÇÃO DE MARIA AO CÉU
5º MISTÉRIO: A COROAÇÃO DE MARIA POR JESUS E OS ANJOS (A serva fiel de Deus tornou-se Rainha)

Liturgia Diária

 
Primeira Leitura (2Sm 24,2.9-17)
Responsório (Sl 31)
Evangelho (Mc 6,1-6)

Evangelho (Mc 6,1-6)




— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, 1Jesus foi a Nazaré, sua terra, e seus discípulos o acompanharam.2Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos que o escutavam ficavam admirados e diziam: “De onde recebeu ele tudo isto? Como conseguiu tanta sabedoria? E esses grandes milagres que são realizados por suas mãos? 3Este homem não é o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, de Joset, de Judas e de Simão? Suas irmãs não moram aqui conosco?” E ficaram escandalizados por causa dele.
4Jesus lhes dizia: “Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares”. 5E ali não pôde fazer milagre algum. Apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos. 6E admirou-se com a falta de fé deles. Jesus percorria os povoados das redondezas, ensinando.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Jesus presente entre os pobres e pequeninos



O texto não o diz explicitamente, mas, certamente, é para Nazaré que Jesus foi. Jesus é um judeu praticante, piedoso. É o que o evangelho nos dá a entender, quando diz que num dia de sábado ele foi à sinagoga para escutar a Palavra de Deus, meditá-la, ouvir comentários sobre os textos e, por vezes, ele mesmo, comentá-la. O que propriamente Jesus ensinava, Marcos não nos diz. O certo é que o seu ensinamento causava admiração, porque certamente fazia sentido e porque ele ensinava como quem tem autoridade (cf. Mc 1,21-22.27). Não obstante a admiração, vêm a resistência, a dúvida, a incredulidade. De onde vem a falta de fé? Em primeiro lugar, da estreiteza de visão de que alguém do convívio deles, como eles, pudesse ter tal sabedoria e realizar tais atos de poder, como Jesus o fazia. Em segundo lugar, do fechamento à surpresa de Deus, o qual impede ultrapassar fronteiras e reconhecer nas palavras e gestos de Jesus os sinais que remetem à vida de Deus que o habita. É por essa incredulidade que Jesus não pode fazer nada ali. Se os concidadãos de Jesus se perguntam sobre a identidade dele, eles nada respondem. A falta de humildade cega. Apesar da incredulidade dos de sua própria pátria, Jesus leva adiante a sua missão.

Carlos Alberto Contieri.

05 de Fevereiro - Santa Águeda (Ágata)

Santa Águeda (Ágata)
230-251

Pouco se sabe sobre a vida de Santa Águeda ou Ágata como também era chamada. Ela era italiana, nasceu por volta do ano 230 na Catânia, pertencia à uma família nobre e rica.


Muito bela, ainda na infância prometeu se manter casta para servir a Deus, na pobreza e humildade. Não quebrar essa promessa lhe custou a vida, porque o governador da Sicília se interessou pela casta jovem e a pediu em casamento. Águeda, recusou o convite, expondo seus motivos religiosos. Enraivecido, o político a enviou ao tribunal que a entregou a uma mulher de má conduta para desviá-la de Deus. Como isso não aconteceu, ela foi entregue aos carrascos para que fosse morta, por ser cristã. 

As torturas narradas pelas quais passou a virgem são de arrepiar e estarrecer. Depois de esbofeteada e chicoteada, Águeda foi colocada sobre chapas de cobre em brasa e posteriormente mandada de volta à prisão. 

Neste retorno, ela teve a graça de "ver" o Apóstolo São Pedro, o que a revitalizou na fé. Seus carrascos que esperavam vê-la fraquejar em suas convicções se surpreenderam com sua firmeza na fé, por isso a submeteram à outras cruéis torturas, desta vez com o desconjuntamento dos ossos e o dilaceramento dos seios. Foi arrastada por sobre cacos de vidros e carvões em brasa. 

Depois de passar por esses tormentos, foi conduzida ao cárcere e ali morreu, enquanto rezava pedindo à Deus para parar a erupção do vulcão Etna, que iniciara bem na hora do seu martírio. Assim que ela expirou o vulcão se aquietou e as lavas cessaram. Até hoje o povo costuma pedir a sua intercessão para protegê-lo contra a lava do vulcão Etna, sempre que este começa a ameaça-los. Santa Águeda é invocada contra os perigos do incêndio.

O martírio de Águeda aconteceu durante o império de Décio, no seu terceiro consulado, no ano de 251. Santa Águeda é uma das santas mais populares da Itália, e uma das mais conhecidas mártires do cristianismo dos primeiros séculos. Apenas Roma chegou a ter doze igrejas dedicadas à ela.

Outros santos e beatos:
Santo Abraão (†348) — bispo de Arbel, na Assíria, e mártir.
Santa Ágata Hildegarda (†1024) — esposa do duque da Caríntia; suportou pacientemente os maus-tratos do marido, até o momento em que conseguiu que ele se convertesse.
Santo Agrícola (†420) — bispo de Tongres.
Santos Albino e Genuíno — dois bispos do século VII, respectivamente de Bressanone e de Sabion.
Santo Avito de Vienne (†250) — bispo sucessor do pai, são Esíquio. Na família há outro santo, seu irmão Apolinário, bispo de Valença.
São Bertolfo (†705) — pagão húngaro, emigrou para Flandres. Converteu-se ao cristianismo, ordenou-se sacerdote e tornou-se abade em Renty.
São Filipe de Jesus (1597) — mártir franciscano, crucificado junto com outros cristãos em Nagasáqui. Nasceu na Cidade de México, de pais espanhóis.
Santo Indracht (†710) — irlandês martirizado ao regressar de uma peregrinação a Roma em companhia da irmã, santa Domingas.
São Leão Carasumo — martirizado em Nagasáqui, em 1597. Convertido ao cristianismo, foi o primeiro japonês a fazer parte da Ordem Terceira franciscana.
São Luís Ibarchi (1585-1597) — décimo segundo japonês a ser admitido nos franciscanos; crucificado com 25 companheiros em Nagasáqui.
São Modesto (†722) — bispo beneditino da Caríntia.
São Vódalo ou Vodo (†725) — monge irlandês, missionário na Gália.

HOJE TERÇA-FEIRA MEDITAMOS OS MISTÉRIOS DOLOROSOS



1º MISTÉRIO: A AGONIA DE JESUS (Gêtsemani: vigilância, intercessão, oração)
2º MISTÉRIO: A FLAGELAÇÃO DE JESUS ATADO A UMA COLUNA
3º MISTÉRIO: A COROAÇÃO DE ESPINHOS
4º MISTÉRIO: JESUS CARREGA A CRUZ ATÉ O CALVÁRIO
5º MISTÉRIO: JESUS MORRE NA CRUZ

Liturgia Diária

 
Primeira Leitura (2Sm 18,9-10.14b.24-25a.30-19,3)
Responsório (Sl 85)
Evangelho (Mc 5,21-43)

Evangelho (Mc 5,21-43)




— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 21Jesus atravessou de novo, numa barca, para outra margem. Uma numerosa multidão se reuniu junto dele, e Jesus ficou na praia. 22Aproximou-se, então, um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo. Quando viu Jesus, caiu a seus pés, 23e pediu com insistência: “Minha filhinha está nas últimas. Vem e põe as mãos sobre ela, para que ela sare e viva!”
24Jesus então o acompanhou. Numerosa multidão o seguia e comprimia. 25Ora, achava-se ali uma mulher que, há doze anos, estava com hemorragia; 26tinha sofrido nas mãos de muitos médicos, gastou tudo o que possuía, e, em vez de melhorar, piorava cada vez mais.
27Tendo ouvido falar de Jesus, aproximou-se dele por detrás, no meio da multidão, e tocou na sua roupa. 28Ela pensava: “Se eu ao menos tocar na roupa dele, ficarei curada”. 29A hemorragia parou imediatamente, e a mulher sentiu dentro de si que estava curada da doença. 30Jesus logo percebeu que uma força tinha saído dele. E, voltando-se no meio da multidão, perguntou: “Quem tocou na minha roupa?” 31Os discípulos disseram: “Estás vendo a multidão que te comprime e ainda perguntas: ‘Quem me tocou’?”
32Ele, porém, olhava ao redor para ver quem havia feito aquilo. 33A mulher, cheia de medo e tremendo, percebendo o que lhe havia acontecido, veio e caiu aos pés de Jesus, e contou-lhe toda a verdade. 34Ele lhe disse: “Filha, a tua fé te curou. Vai em paz e fica curada dessa doença”.
35Ele estava ainda falando, quando chegaram alguns da casa do chefe da sinagoga, e disseram: “Tua filha morreu. Por que ainda incomodar o mestre?” 36Jesus ouviu a notícia e disse ao chefe da sinagoga: “Não tenhas medo. Basta ter fé!” 37E não deixou que ninguém o acompanhasse, a não ser Pedro, Tiago e seu irmão João. 38Quando chegaram à casa do chefe da sinagoga, Jesus viu a confusão e como estavam chorando e gritando.
39Então, ele entrou e disse: “Por que essa confusão e esse choro? A criança não morreu, mas está dormindo”. 40Começaram então a caçoar dele. Mas, ele mandou que todos saíssem, menos o pai e a mãe da menina, e os três discípulos que o acompanhavam. Depois entraram no quarto onde estava a criança. 41Jesus pegou na mão da menina e disse: “Talitá cum” — que quer dizer: “Menina, levanta-te!” 42Ela levantou-se imediatamente e começou a andar, pois tinha doze anos. E todos ficaram admirados. 43Ele recomendou com insistência que ninguém ficasse sabendo daquilo. E mandou dar de comer à menina.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Jesus vem comunicar vida



Jesus é um Messias itinerante, sempre a caminho. Não há quem Jesus não acolha, a todos dá ouvidos e os socorre em suas aflições. Jesus atende à súplica de Jairo e, no caminho até a casa do chefe da sinagoga, acompanhado de uma multidão que o comprimia, encontra-se com aquela mulher anônima, impura, pois sofria de um fluxo de sangue; sua vida se esvaía no sangue que ela, desde há muito tempo, perdia. A prontidão de atender Jairo não o impede de procurar a mulher que o toca. Dele saiu uma “força”, um modo do dizer do Espírito Santo (cf. At 1,8), que a tirou de sua longa enfermidade. O tema que perpassa toda a nossa perícope é o da fé: à mulher, Jesus diz: “Filha, a tua fé te salvou”; a Jairo Jesus recomenda: “Crê!” (v. 36). A fé é a condição para receber a vida como dom de Deus, e necessária para reconhecer Jesus como o Senhor da vida. Arautos da desgraça, os encontraremos sempre. É preciso, porém, não deixar que suas vozes insistentes penetrem em nós e nos impeçam de ouvir a voz de nossa salvação: “Não temas, crê somente!”.

Carlos Alberto Contieri.

04 de Fevereiro - Santo André Corsini


Santo André Corsini
1301-1372

Um sonho anunciou o inicio da vida religiosa de Santo André Corsini, outro sonho anunciou seu fim. O primeiro quem o teve foi sua mãe. O outro, que lhe indicou a data da morte, sonhou ele próprio. André nasceu em Florença, na Itália, em 1301, filho de família nobre e famosa. Antes de o dar à luz, sua mãe sonhou que seu filho nascia lobo, mas se transformava em cordeiro ao entrar numa igreja carmelita. 

Até os dezessete anos André viveu sem preocupações morais ou espirituais, cercado de vícios e dando seguidos desgostos aos pais. Com essa idade, ao encontrar a mãe chorando por tudo que ele aprontava, André percebeu que estava no caminho errado. Ela lhe contou sobre o sonho e o rapaz, caindo em si, chorou com ela e prometeu se corrigir. 

Prometeu e cumpriu, procurou uma igreja carmelita, iniciou-se na Ordem e começou nova vida. Concluiu os estudos religiosos em Paris, ordenou-se sacerdote e, ainda em vida, operou vários prodígios, portador que era do dom da cura e da profecia. Curou um tumor maligno que ameaçava levar um primo para a morte e previu o destino de um menino, que batizou. 

Seus feitos o levaram a ser nomeado bispo de Fiesoli, em Florença, Itália. No entanto, ele recusou o cargo e se escondeu para não ter de assumi-lo. Mas, uma criança de apenas seis anos revelou seu esconderijo, dizendo ser a vontade de Deus que ele encabeçasse a diocese e, assim, o convenceu a aceitar essa tarefa apostólica.

Durante os anos em que ali atuou, foi amado pelo povo e respeitado pelas autoridades. André conseguiu apaziguar divergências mortais entre inimigos e até aproximar a aristocracia e o povo, missão que recebeu do Papa Urbano V e desempenhou com louvor.

Na noite de Natal de 1372 teve um desmaio e recebeu, em sonho, a notícia de que morreria em 6 de janeiro. A partir daí foi dominado por uma febre que não mais o deixou até que a profecia se cumpriu. 

Foi sepultado na igreja dos Carmelitas de Florença, onde suas relíquias podem ser veneradas, ainda hoje. Santo André Corsini é o padroeiro da cidade de Florença e a Igreja designou o dia 04 de fevereiro para a sua festa litúrgica.

Outros santos e beatos:
Santos Aquilino, Gemínio, Gelásio, Magno e Donato — martirizados no século III, no Forum Sempronii.
Santo Aventino de Chartres (†520) — bispo, irmão de são Solênio.
Santo Aventino de Troyes (†538) — eremita francês. 
Santo Eldado (ou Aldate) — bispo de Gloucester, no século VI; muitas igrejas foram edificadas na Inglaterra, em sua honra.
Santo Eutíquio — martirizado no século IV, sob o governo de Diocleciano.
São Filéias e companheiros — martirizados em 307. Foi bispo de Têmuis, no baixo Egito; decapitado com outros fiéis de sua diocese, entre os quais são Filoromo, cuja festa se comemora neste dia.
Santo Isidoro de Pelúsio (†450) — abade egípcio.
São José de Leonissa (1556-1612) — missionário capuchinho na Turquia, onde padeceu encarceramento e torturas.
São Liephard — bispo inglês martirizado em 640.
São Modan — abade irlandês do século VI.
São Nicolau Estudita (†863) — abade no mosteiro de Estúdio, em Constantinopla; foi perseguido pelos hereges.
São Nitardo — mártir beneditino, monge em Corbie, Saxônia; foi companheiro de santo Oscar.
santo Obício de Niardo (†1204) — cavaleiro de Bréscia; ao se converter, tornou-se monge penitente. 
Beato Rabano Mauro (776-856) — bispo beneditino, abade na famosa abadia de Fulda e arcebispo de Mogúncia. Sábio eminente, escritor erudito, mas sobretudo generoso para com os pobres. 
São Remberto (†888) — monge em Flandres; missionário na Escandinávia, foi companheiro de santo Oscar e depois bispo de Hamburgo. 
São Teófilo, o Penitente (†538) — arcediago na Cilícia.
São Vicente de Troyes (†546) — bispo em 536.
São Vulgis (†760) — abade beneditino francês e bispo.

I CAMINHADA MISSIONÁRIA DO THMR JANDUÍS/RN

HOJE SEGUNDA-FEIRA MEDITAMOS OS MISTÉRIOS G0Z0S0S


   ( Natalidade e crescimento de Jesus )

1º MISTÉRIO: ANUNCIAÇÃO – O ANJO ANUNCIA A MARIA QUE ELA SERÁ MÃE DO FILHO DE DEUS – O SIM..
2º MISTÉRIO: MARIA VISITA SUA PRIMA IZABEL IDOSA QUE ESTAVA GRÁVIDA DE JOÃO BATISTA – ANUNCIANDO A BOA-NOVA...
3º MISTÉRIO: JESUS NASCE EM UMA GRUTA, EM BELÉM.
4º MISTÉRIO: APRESENTAÇÃO DE JESUS AO TEMPLO
5º MISTÉRIO: A PERDA E O REENCONTRO DE JESUS EM JERUSALÉM

Liturgia Diária

 
Primeira Leitura (2Sm 15,13-14.30;16,5-13a)
Responsório (Sl 3)
Evangelho (Mc 5,1-20)

Evangelho (Mc 5,1-20)





— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.



Naquele tempo, 1Jesus e seus discípulos chegaram à outra margem do mar, na região dos ge­rasenos. 2Logo que saiu da barca, um homem possuído por um espírito impuro, saindo de um cemitério, foi a seu encontro.
3Esse homem morava no meio dos túmulos e ninguém conseguia amarrá-lo, nem mesmo com correntes. 4Muitas vezes tinha sido amarrado com algemas e correntes, mas ele arrebentava as correntes e quebrava as algemas. E ninguém era capaz de dominá-lo.
5Dia e noite ele vagava entre os túmulos e pelos montes, gritando e ferindo-se com pedras. 6Vendo Jesus de longe, o endemoninhado correu, caiu de joelhos diante dele7e gritou bem alto: “Que tens a ver comigo, Jesus, Filho do Deus altís­simo? Eu te conjuro por Deus, não me atormentes!” 8Com efeito, Jesus lhe dizia: “Espírito impuro, sai desse homem!” 9Então Jesus perguntou: “Qual é o teu nome?” O homem respondeu: “Meu nome é ‘Legião’, porque somos muitos”. 10E pedia com insistência para que Jesus não o expulsasse da região.
11Havia aí perto uma grande manada de porcos, pastando na montanha. 12O espírito impuro suplicou, então: “Manda-nos para os porcos, para que entremos neles”. 13Jesus permitiu. Os espíritos impuros saíram do homem e entraram nos porcos. E toda manada — mais ou menos uns dois mil porcos — atirou-se monte abaixo para dentro do mar, onde se afogou. 14Os homens que guardavam os porcos saíram correndo e espalharam a notícia na cidade e nos campos. E as pessoas foram ver o que havia acontecido. 15Elas foram até Jesus e viram o endemoninhado sentado, vestido e no seu perfeito juízo, aquele mesmo que antes estava possuído por Legião. E ficaram com medo.
16Os que tinham presenciado o fato explicaram-lhes o que havia acontecido com o endemoninhado e com os porcos. 17Então começaram a pedir que Jesus fosse embora da região deles. 18Enquanto Jesus entrava de novo na barca, o homem que tinha sido en­de­mo­ninhado pediu-lhe que o deixasse ficar com ele. 19Jesus, porém, não permitiu. Entretanto, lhe disse: “Vai para casa, para junto dos teus e anuncia-lhes tudo o que o Senhor, em sua misericórdia, fez por ti”. 20E o homem foi embora e começou a pregar na Decápole tudo o que Jesus tinha feito por ele. E todos ficavam admirados.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.