Painel informativo.

- TRÊS VEZES ADMIRÁVEL pela grandeza de sua posição junto à Trindade, como filha predileta do Pai, Mãe do Filho e Esposa do Espírito Santo. Também por ser Mãe de Deus, Mãe do Redentor e Mãe dos Remidos.'

MISTERIOS DE

O Santo Rosário compreende a meditação dos vinte mistérios da Fé Católica, divididos em quatro grupos de cinco mistérios - denominados Terço - e nos leva diariamente ao estudo e meditação profunda da Palavra Sagrada da Bíblia e das passagens mais importantes do Evangelho. Aos mistérios originais, recentemente o Papa João Paulo II instituiu novas meditações, sendo que os mistérios do Santo Rosário são:
Mistérios Gozosos - Natalidade e crescimento de Jesus
Mistérios Dolorosos - Agonia, sofrimento e morte: Amor aos pecadores
Mistérios Gloriosos - Vitória, Salvação, Proteção
Mistérios Luminosos - A humildade, os milagres e o eterno Amor

VOCÊ É ESPECIAL!

Pesquisar neste blog

ORAÇÃO OFICIAL DO TERÇO DOS HOMENS MÃE RAINHA





HOJE SÁBADO MEDITAMOS OS MISTÉRIOS G0Z0S0S


1º MISTÉRIO: ANUNCIAÇÃO – O ANJO ANUNCIA A MARIA QUE ELA SERÁ MÃE DO FILHO DE DEUS – O SIM..
2º MISTÉRIO: MARIA VISITA SUA PRIMA IZABEL IDOSA QUE ESTAVA GRÁVIDA DE JOÃO BATISTA – ANUNCIANDO A BOA-NOVA...
3º MISTÉRIO: JESUS NASCE EM UMA GRUTA, EM BELÉM.
4º MISTÉRIO: APRESENTAÇÃO DE JESUS AO TEMPLO
5º MISTÉRIO: A PERDA E O REENCONTRO DE JESUS EM JERUSALÉM

Liturgia Diária

 
Primeira Leitura (Is 8,23b - 9,3)
Responsório (Sl 26)
Segunda Leitura (1Cor 1,10-13.17)

Evangelho (Mc 16,15-18)




— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, Jesus se manifestou aos onze discípulos, 15e disse-lhes: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura! 16Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado. 17Os sinais que acompanharão aqueles que crerem serão estes: expulsarão demônios em meu nome, falarão novas línguas; 18se pegarem em serpentes ou beberem algum veneno mortal não lhes fará mal algum; quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Paulo, apóstolo dos gentios



Saulo era um fariseu fervoroso (Fl 3,5-6; Gl 1,14) e, segundo Lucas, filho de fariseus (cf. At 23,6). “Pego” pelo Senhor, Paulo se transformou no apóstolo dos gentios (cf. At 9,15). Pelo seu ministério, o evangelho de Jesus Cristo ultrapassou as fronteiras da terra de Israel para ganhar “os confins da terra” (At 1,8). O evangelho que ele recebeu, segundo seu próprio dizer, ele o recebeu por revelação (cf. Gl 1,12). De perseguidor do Caminho (cf. At 9,2; 22,4) tornou-se apóstolo de Jesus Cristo (cf. Gl 1,23). Os Atos dos Apóstolos, cujo autor é Lucas, apresenta dois textos da conversão de Paulo: um narrado em terceira pessoa (At 9,1-22) e outro em primeira pessoa (At 22,3-16). Paulo não utiliza para o acontecido com ele no caminho de Damasco o termo conversão, mas revelação (cf. Gl 1,16). A Luz que o envolveu de intensa claridade e ofuscou, por um tempo, sua visão é a luz do Cristo ressuscitado, perseguido por Paulo nos membros do Caminho (ver: Lc 10,16). Se a luz de Cristo ofuscou sua visão foi para que ele pudesse ver todas as coisas em Cristo, e ver a luz da nova criação. O que ele cria, o que ele esperava, ele, agora, o encontra realizado em Cristo, o Senhor.

Carlos Alberto Contieri.

25 de Janeiro - Conversão de São Paulo


Conversão de São Paulo
Século I

Michelangelo
Capela Paulina Vaticano

O martírio de São Paulo é celebrado junto com o de São Pedro, em 29 de junho, mas sua conversão tem tanta importância para a história da Igreja que merece uma data à parte. Neste dia, no ano 1554, deu-se também a fundação da que seria a maior cidade do Brasil, São Paulo, que ganhou seu nome em homenagem a tão importante acontecimento.

Saulo, seu nome original, nasceu no ano 10 na cidade de Tarso, na Cilícia, atual Turquia. À época era um pólo de desenvolvimento financeiro e comercial, um populoso centro de cultura e diversões mundanas, pouco comum nas províncias romanas do Oriente. Seu pai Eliasar era fariseu e judeu descendente da tribo de Benjamim, e, também, um homem forte, instruído, tecelão, comerciante e legionário do imperador Augusto. Pelo mérito de seus serviços recebeu o título de Cidadão Romano, que por tradição era legado aos filhos. Sua mãe uma dona de casa muito ocupada com a formação e educação do filho.

Portanto, Saulo era um cidadão romano, fariseu de linhagem nobre, bem situado financeiramente, religioso, inteligente, estudioso e culto. Aos quinze anos foi para Jerusalém dar continuidade aos estudos de latim, grego e hebraico, na conhecida Escola de Gamaliel, onde recebia séria educação religiosa fundamentada na doutrina dos fariseus, pois seus pais o queriam um grande Rabi, no futuro.

Parece que era mesmo esse o anseio daquele jovem baixo, magro, de nariz aquilino, feições morenas de olhos negros, vivos e expressivos. Saulo já nessa idade se destacava pela oratória fluente e cativante marcada pela voz forte e agradável, ganhando as atenções dos colegas e não passando despercebido ao exigente professor Gamaliel.

Saulo era totalmente contrário ao cristianismo, combatia-o ferozmente, por isso tinha muitos adversários. Foi com ele que Estêvão travou acirrado debate no templo judeu, chamado Sinédrio. Ele tanto clamou contra Estevão que este acabou apedrejado e morto, iniciando-se então uma incansável perseguição aos cristãos, com Saulo à frente com total apoio dos sacerdotes do Sinédrio.

Um dia, às portas da cidade de Damasco, uma luz, descrita nas Sagradas Escrituras como "mais forte e mais brilhante que a luz do Sol", desceu dos céus, assustando o cavalo e lançando ao chão Saulo , ao mesmo tempo em que ouviu a voz de Jesus pedindo para que parasse de persegui-Lo e aos seus e, ao contrário, se juntasse aos apóstolos que pregavam as revelações de Sua vinda à Terra. Os acompanhantes que também tudo ouviram, mas não viram quem falava, quando a luz desapareceu ajudaram Saulo a levantar pois não conseguia mais enxergar. Saulo foi levado pela mão até a cidade de Damasco, onde recebeu outra "visita" de Jesus que lhe disse que nessa cidade deveria ficar alguns dias pois receberia uma revelação importante. A experiência o transformou profundamente e ele permaneceu em Damasco por três dias sem enxergar, e à seu pedido também sem comer e sem beber.

Depois Saulo teve uma visão com Ananias, um velho e respeitado cristão da cidade, na qual ele o curava. Enquanto no mesmo instante Ananias tinha a mesma visão em sua casa. Compreendendo sua missão, o velho cristão foi ao seu encontro colocando as mãos sobre sua cabeça fez Saulo voltar a enxergar, curando-o. A conversão se deu no mesmo instante pois ele pediu para ser Batizado por Ananias. De Damasco saiu a pregar a palavra de Deus, já com o nome de Paulo, como lhe ordenara Jesus, tornando-se Seu grande apóstolo.

Sua conversão chamou a atenção de vários círculos de cidadãos importantes e Paulo passou a viajar pelo mundo, evangelizando e realizando centenas de conversões. Perseguido incansavelmente, foi preso várias vezes e sofreu muito, sendo martirizado no ano 67, em Roma. Suas relíquias se encontram na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, na Itália, festejada no dia de sua consagração em 18 de novembro.

O Senhor fez de Paulo seu grande apóstolo, o apóstolo dos gentios, isto é, o evangelizador dos pagãos. Ele escreveu 14 cartas, expondo a mensagem de Jesus, que se transformaram numa verdadeira "Teologia do Novo Testamento". Também é o patrono das Congregações Paulinas que continuam a sua obra de apóstolo, levando a mensagem do Cristianismo a todas as partes do mundo, através dos meios de comunicação.

Outros santos e beatos:
Santo Amarino ou Martinho (†676) — abade e mártir beneditino. Atuou na Alsácia com são Projeto, bispo de Clermont.
Santo Ananias — martirizado no século I, evangelizador de Damasco. Foi a ele que Jesus enviou Saulo para ser batizado.
Santo Apolo de Bawit (316-395) — eremita egípcio, depois abade numa localidade próxima a Hermópolis.
São Bretanião (†380) — bispo de Tomi, no mar Negro. Exilado pelo imperador Valente, é recordado em razão da grande simpatia popular que desfrutava.
Santos Donato, Sabino e Ágape — martirizados em data imprecisa.
Santa Dwynwen — virgem galesa muito popular. As pessoas que têm problemas sentimentais costumam ir em peregrinação à igreja edificada em sua honra. Atribui-se-lhe um célebre provérbio: “Não há nada que conquiste tanto os corações como o bom humor”.
Santo Eucádio (†597) — um dos 12 companheiros de são Columbano, missionário na Inglaterra.
São Joel (†1185) — abade beneditino, terceiro geral da Congregação Beneditina de Pulsano, fundada por são João de Matera.
Santos Juventino e Maximino ou Máximo — martirizados em 363, oficiais do exército de Juliano, o Apóstata.
Santos Mauro e Plácido — dois dentre os primeiros discípulos de são Bento. Muitas lendas floresceram sobre seus nomes.
São Pedro Tomás (1305-1366) — bispo carmelita, primeiramente em Patos e Lipari, depois em Coron, na Moréia, e em Cândia. Mais tarde (em 1364), patriarca latino de Constantinopla. Morreu durante uma cruzada contra os turcos.
São Popônio (Popão ou Popo) (978-1048) — abade beneditino, converteu-se após uma vida desregrada, durante breve carreira militar. É uma das maiores figuras monásticas do século XI, quando se deu o renascimento do monaquismo que, a partir da abadia de Stavelot-Malmédy, irradiou-se para os territórios limítrofes, de Flandres à França oriental.
São Projeto (†676) — bispo martirizado em Clermont, Auvergne.
São Raco (†660) — primeiro bispo franco de Autun.
A Igreja ortodoxa da Rússia comemora dois mártires do século XX, canonizados em 1992: o metropolita de Kiev, Vladimir Bogojavlenskij, e o patriarca Tícon, ambos vítimas da revolução bolchevique, respectivamente em 1918 e em 1925.

HOJE SEGUNDA-FEIRA MEDITAMOS OS MISTÉRIOS G0Z0S0S


   ( Natalidade e crescimento de Jesus )

1º MISTÉRIO: ANUNCIAÇÃO – O ANJO ANUNCIA A MARIA QUE ELA SERÁ MÃE DO FILHO DE DEUS – O SIM..
2º MISTÉRIO: MARIA VISITA SUA PRIMA IZABEL IDOSA QUE ESTAVA GRÁVIDA DE JOÃO BATISTA – ANUNCIANDO A BOA-NOVA...
3º MISTÉRIO: JESUS NASCE EM UMA GRUTA, EM BELÉM.
4º MISTÉRIO: APRESENTAÇÃO DE JESUS AO TEMPLO
5º MISTÉRIO: A PERDA E O REENCONTRO DE JESUS EM JERUSALÉM

Liturgia Diária

 
Primeira Leitura (1Sm 24,3-21)
Responsório (Sl 56)
Evangelho (Mc 3,13-19)

Evangelho (Mc 3,13-19)


— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 13Jesus subiu ao monte e chamou os que ele quis. E foram até ele.14Então Jesus designou Doze, para que ficassem com ele e para enviá-los a pregar,15com autoridade para expulsar os demônios. 16Designou, pois, os Doze: Simão, a quem deu o nome de Pedro; 17Tiago e João, filhos de Zebedeu, aos quais deu o nome de Boanerges, que quer dizer “Filhos do trovão”; 18André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o cananeu, 19e Judas Iscariotes, aquele que depois o traiu.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Discipulos são enviados



É o terceiro relato de vocação no evangelho segundo Marcos (1,16-20; 2,13-14). Todos eles têm em comum o fato de que o chamado dos Doze é iniciativa de Jesus; são chamados, em primeiro lugar, para acompanharem (seguirem) Jesus e, em seguida, serem enviados por ele. A montanha, sem localização precisa, é, aqui, a “montanha de Deus” (cf. Ex 19,1ss), lugar da revelação de Deus e de seus desígnios. “Doze” evoca as doze tribos de Israel. Com isso Jesus, constituindo os Doze como apóstolos, visa todo o povo escolhido por Deus; a missão dos apóstolos está relacionada com a vocação do povo eleito de Deus. Ao mesmo tempo, a eleição dos Doze aponta para a perspectiva do novo povo de Deus, constituído não pela descendência do sangue, mas pela adesão à pessoa de Jesus. Os Doze partilham da vida do seu Mestre e, para a sua missão, recebem dele o poder de expulsar demônios. Essa expressão “expulsar demônios” equivale a “farei de vós pescadores de homens” (Mc 1,17). Efetivamente, é o mal que desfigura no ser humano a imagem de Deus e impede de acolher o Reino de Deus, já presente em Jesus, como dom; é o mal que impede o ser humano de ceder à atração de Deus. É ainda o mal que, enigmaticamente, habita o coração do homem feito à imagem e semelhança de Deus, escraviza o ser humano e o faz prisioneiro de suas próprias afeições desordenadas.

Carlos Alberto Contieri.

24 de Janeiro - São Francisco de Sales


São Francisco de Sales
1567-1622
Fundou a Ordem da Visitação

Francisco de Sales, primogênito dos treze filhos dos Barões de Boisy, nasceu no castelo de Sales, na Sabóia, em 21 de agosto de 1567. A família devota de São Francisco de Assis, escolheu esse para ele, que posteriormente o assumiu como exemplo de vida. A mãe se ocupava pessoalmente da educação de seus filhos. Para cada um escolheu um preceptor. O de Francisco era o padre Deage, que o acompanhou até sua morte, inclusive em Paris, onde o jovem barão fez os estudos universitários no Colégio dos jesuítas. 

Francisco estudou retórica, filosofia e teologia que lhe permitiu ser depois o grande teólogo, pregador, polemista e diretor espiritual que caracterizaram seu trabalho apostólico. Por ser o herdeiro direto do nome e da tradição de sua família, recebeu também lições de esgrima, dança e equitação, para complementar sua já apurada formação. Mas se sentia chamado para servir inteiramente a Deus, por isso fez voto de castidade e se colocou sob a proteção da Virgem Maria. 

Aos 24 anos, Francisco, doutor em leis, voltou para junto da família, que já lhe havia escolhido uma jovem nobre e rica herdeira para noiva e conseguido um cargo de membro do Senado saboiano. Ao vê-lo recusar tudo, seu pai soube do seu desejo de ser sacerdote, através do tio, cônego da catedral de Genebra, com quem Francisco havia conversado antes. Nessa mesma ocasião faleceu o capelão da catedral de Chamberi, e, o cônego seu tio, imediatamente obteve do Papa a nomeação de seu sobrinho para esse posto. 
Só então seu pai, o Barão de Boisy, consentiu que seu primogênito se dedicasse inteiramente ao serviço de Deus. Sem poder prever que ele estava destinado a ser elevado à honra dos altares; e, muito mais, como Doutor da Igreja!

Durante os cinco primeiros anos de sua ordenação, o então padre Francisco, se ocupou com a evangelização do Chablais, cidade situada às margens do lago de Genebra, convertendo, com o risco da própria vida, os calvinistas. Para isso, divulgava folhetos nos quais refutava suas heresias, mediante as verdades católicas. Conseguindo reconduzir ao seio da verdadeira Igreja milhares de almas que seguiam o herege Calvino. O nome do padre Francisco começava a emergir como grande confessor e diretor espiritual. 

Em 1599, foi nomeado Bispo auxiliar de Genebra; e, três anos depois, assumiu a titularidade da diocese. Seu campo de ação aumentou muito. Assim, Dom Francisco de Sales fundou escolas, ensinou catecismo às crianças e adultos, dirigiu e conduziu à santidade grandes almas da nobreza, que desempenharam papel preponderante na reforma religiosa empreendida na época com madre Joana de Chantal, depois Santa, que se tornou sua co-fundadora da Ordem da Visitação, em 1610.

Todos queriam ouvir a palavra do Bispo, que era convidado a pregar em toda parte. Até a família real da Sabóia não resistia ao Bispo-Príncipe de Genebra, que era sempre convidado para pregar também na Corte. 

Publicou o livro que se tornaria imortal: "Introdução à vida devota". Francisco de Sales também escreveu para suas filhas da Visitação, o célebre "Tratado do Amor de Deus", onde desenvolveu o lema : "a medida de amar a Deus é amá-lo sem medida". Os contemporâneos do Bispo-Príncipe de Genebra não tinham dúvidas a respeito de sua santidade, dentre eles Santa Joana de Chantal e São Vicente de Paulo, dos quais foi diretor espiritual. 

Francisco de Sales faleceu no dia 28 de dezembro de 1622, em Lion, França. O culto ao Santo começou no próprio momento de sua morte. Ele é celebrado no dia 24 de janeiro porque neste dia, do ano de 1623, as suas relíquias mortais foram trasladadas para a sepultura definitiva em Anneci. Sua beatificação, em 1661, foi a primeira a ocorrer na basílica de São Pedro em Roma. Foi canonizado quatro anos depois. Pio IX declarou-o Doutor da Igreja e Pio XI proclamou-o o Padroeiro dos jornalistas e dos escritores católicos. Dom Bosco admirava tanto São Francisco de Sales que deu o nome de Congregação Salesiana à Obra que fundou para a educação dos jovens.

Outros santos e beatos:
Santo Artêmio (†396) — bispo de Sens, na França.
Santos Bábilas, Urbano, Predidiano e Epolônio — martirizados em 250. Bábilas, bispo, sucedeu a Santo Inácio na igreja de Antioquia; os outros três eram seus discípulos.
São Bertrando — abade beneditino do século VII, evangelizou o norte da França e a região de Flandres.
São Cadoc (ou Docus) — bispo martirizado em 580. Fundou o grande mosteiro de Llancarfan. Atuou em Gales, ajudando seus conterrâneos durante a invasão dos saxões.
Santo Exuperâncio — bispo de Cingoli (Ancona), no século V.
São Feliciano — bispo martirizado em 251. Foi bispo de Foligno durante 50 anos. Evangelizou toda a Úmbria; preso e conduzido a Roma para ser decapitado, morreu durante o trajeto.
São Guasacht — bispo de Granard, no século IV. Convertido por são Patrício, quando este era escravo de seu pai; ajudou o santo a evangelizar a Irlanda.
São Macedônio (†430) — eremita sírio, viveu alimentando-se exclusivamente de carne de urso; por isso foi denominado Kritophagos, isto é, “comedor de urso” .
Santos Mardônio, Musônio, Eugênio e Metelo — martirizados na Ásia Menor em época imprecisa.
São Surano (†580) — abade num mosteiro de Sora (Caserta). Prestou socorro aos que fugiam das invasões dos lombardos, que depois o mataram.
São Zama (†268) — bispo de Bolonha; seu diretor espiritual era o papa são Dionísio.

DIA DA ALIANÇA DE AMOR

O “dia 18” é conhecido na Família de Schoenstatt como o “Dia da Aliança”. Assim, nos dias 18 de cada mês, no mundo inteiro, os devotos da Mãe e Rainha de Schoenstatt reúnem-se nos seus  Santuários, física ou espiritualmente.

Porquê o “dia 18”?

Por que foi no dia 18 de Outubro de 1914 que, em Schoenstatt - um pequeno lugar da Alemanha - o  Padre José Kentenich e um grupo de jovens selaram a 1ª Aliança de Amor com Nossa Senhora. Este dia 18 de Outubro de 1914 foi muito importante, um verdadeiro momento de graças. Sem ele não existiria o Santuário de Schoenstatt nem o Movimento que dele nasceu, e não existiria também a Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt. O dia 18 de Outubro é muito especial para todos os filhos de Schoenstatt. Agora que nos aproximamos do ano de 2014, no qual celebraremos o centenário da Aliança de Amor, vale a pena reflectirmos sobre o significado desta Aliança.

O Dia da Aliança

Em 1948, dias após a inauguração da primeira réplica do Santuário de Schoenstatt no Brasil, o Padre Kentenich explicou que o dia da Aliança é um dia de peregrinação ao Santuário. Ele disse: “Podeis imaginar que em toda a parte onde estão os filhos de Schoenstatt, no mundo inteiro, hoje se faz uma peregrinação ao Santuário da Mãe Três Vezes Admirável de Schoenstatt.” Ele ensinou-nos assim o sentido da celebração do Dia da Aliança: renovar a Aliança de Amor com a Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt em união com o Santuário. Santuário e Aliança de Amor permanecem estreitamente unidos.

Como celebrar o Dia da Aliança?

O Padre Kentenich também ensinou como celebrar o Dia da Aliança. Podemos peregrinar ao Santuário de duas formas: física ou espiritualmente. Peregrinamos espiritualmente ao Santuário quando saudamos a Mãe Três Vezes Admirável, num quadro ou na sua imagem peregrina, conscientes de que Ela vem até nós, trazendo as graças do Santuário. E ainda acrescentou ele: “ Cada acto de fé na presença e actuação especial de Nossa Senhora aqui no Santuário, pode ser considerado uma peregrinação deste tipo.”  Nós peregrinamos ao Santuário, não só para pedir mas também para oferecer. O P. Kentenich disse: “Devem gravar profundamente na vossa memória a originalidade deste lugar de peregrinação: aqui, Nossa Senhora não quer apenas dar mas também quer receber algo;trata-se de um mútuo dar e receber. Isto implica sempre uma mútua Aliança de Amor:ambas as partes trazem algo e ambas recebem algo.”

O QUE DAMOS A NOSSA SENHORA?

Algumas pessoas costumam levar flores e velas para ornamentar o altar de Nossa Senhora. Isto está certo e Maria aceita; mas o que Nossa Senhora deseja é que lhe ofereçamos, como contribuição para o Capital de Graças, como presente de amor, o nosso esforço constante para vivermos no dia-a-dia a nossa aliança baptismal. O P. Kentenich disse também: “Tenho certeza de que Nossa Senhora exige também sacrifícios de autoeducação.” Celebremos com alegria o Dia da Aliança. E, seguindo o ensinamento do P. Kentenich, façamos uma visita física ou espiritual ao Santuário, renovando a nossa Aliança de Amor com Maria, colocando todos os meses nas suas mãos maternais o esforço sincero de vivermos como verdadeiros filhos de Deus. Como Família de Schoenstatt de todo o mundo, caminhamos em direcção ao jubileu da Aliança de Amor em 2014. Não queremos caminhar de mãos vazias, mas levar o nosso capital de graças e assim colaborar pela fecundidade deste grande jubileu. Unidos aos filhos de Schoenstatt do mundo inteiro rezamos:
“Querida Mãe de Jesus e nossa Mãe! Com alegria, partimos rumo ao teu Santuário. A fé do Padre Kentenich te moveu a estabelecer em Schoenstatt a tua morada. À sombra do teu Santuário, surgiu uma Família, um novo caminho espiritual na Igreja, um carisma para este tempo. Trazemos as nossas dádivas, com as quais queremos encher as talhas: gratidão e arrependimento, entrega e anseios. A cada passo da nossa peregrinação, nós te pedimos: acende em nós o fogo do amor a Ti, ao Pai e à Família. Concede-nos as forças para edificarmos neste mundo uma Cultura de Aliança! Educa-nos como teus missionários, neste século! “

Tua Aliança, nossa Missão!
1. O que quero agradecer neste dia?
2. O que vou colocar, hoje, na talha?
3. Qual é o meu “passo missionário” hoje?

Fonte: www.schoenstatt.pt

Pe. Alexandre fala sobre o Centenário da Aliança de Amor

video

HOJE QUINTA-FEIRA MEDITAMOS OS MISTÉRIOS LUMINOSOS


  A humildade, os milagres e o eterno Amor


1º MISTÉRIO: O BATISMO DE JESUS
2º MISTÉRIO: A AUTO-REVELAÇÃO DE JESUS NAS BODAS DE CANÁ
3º MISTÉRIO: O ANÚNCIO DO REINO DE DEUS
4º MISTÉRIO: A TRANSFIGURAÇÃO
5º MISTÉRIO: A INSTITUIÇÃO DA ESUCARISTIA

Liturgia Diária

 
Primeira Leitura (1Sm 18,6-9.19,1-7)
Responsório (Sl 55)
Evangelho (Mc 3,7-12)

Evangelho (Mc 3,7-12)




— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 7Jesus se retirou para a beira do mar, junto com seus discípulos. Muita gente da Galileia o seguia. 8E também muito gente da Judeia, de Jerusalém, da Idumeia, do outro lado do Jordão, dos territórios de Tiro e Sidônia, foi até Jesus, porque tinham ouvido falar de tudo o que ele fazia. 9Então Jesus pediu aos discípulos que lhe providenciassem uma barca, por causa da multidão, para que não o comprimisse.10Com efeito, Jesus tinha curado muitas pessoas, e todos os que sofriam de algum mal jogavam-se sobre ele para tocá-lo. 11Vendo Jesus, os espíritos maus caíam a seus pés, gritando: “Tu és o Filho de Deus!” 12Mas Jesus ordenava severamente para não dizerem quem ele era.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Perspectiva universal da missão de Jesus



Trata-se de um sumário que, ao mesmo tempo, sintetiza e amplia a atividade de Jesus. Jerusalém não é o centro das atenções, mas a Galileia e, mais especificamente, a região do Lago de Genesaré. De todas as partes as pessoas acorrem a Jesus: da Judeia e de Jerusalém, da Idumeia e de além do Jordão, e até de Tiro e Sidônia (v. 8), além de uma grande multidão da Galileia (v. 7). Há, aqui, uma perspectiva universal da missão de Jesus: não somente os judeus, mas também os pagãos são atraídos pela fama de Jesus. Mas o que atraía essa numerosa multidão? O nosso texto genericamente responde: "quanta coisa ele fazia" (v. 8). Nessa expressão deve-se compreender o conjunto dos gestos e do ensinamento de Jesus. O sumário é, ainda, a ocasião de apresentar a agitação dos "espíritos imundos" que reconhecem o poder divino de Jesus pelo qual são e serão vencidos: "ele os repreendeu" (v. 12). Aparece ainda o tema marcano do segredo messiânico (v. 12: "proibindo que manifestassem quem ele era"), que já comentamos antes. 

Carlos Alberto Contieri.

23 de Janeiro - Santo Ildefonso

Santo Ildefonso
607-667

Segundo os escritos foi por intercessão de Nossa Senhora, a pedido de seus pais, que Ildefonso nasceu. Assim, o culto mariano tomou grande parte de sua vida religiosa, ponteada por aparições e outras experiências de religiosidade.



Ildefonso veio ao mundo no dia 08 de dezembro de 607, em Toledo, na Espanha. De família real, que resistiu aos romanos, mas, que se renderam politicamente aos visigodos, foi preparado muito bem para o futuro. Estudou com Santo Isidoro em Sevilha. Depois de fugir para o mosteiro de São Damião nos arredores de Toledo, Ildefonso conseguiu dos pais aprovação para se tornar monge, o que aconteceu no mosteiro próximo de sua cidade natal.

Pouco depois de tornar-se diácono, herdou enorme fortuna devido à morte dos pais. 
Empregou todas as posses em favor dos pobres e fundou um mosteiro para religiosas. Seu trabalho era tão reconhecido que após a morte do abade de seu mosteiro, foi eleito por unanimidade para sucedê-lo. Em 636 dirigiu o IV Sínodo de Toledo, sendo o responsável pela unificação da liturgia espanhola.

Mais tarde, quando da morte de seu tio e bispo de Toledo, Eugênio II, contra sua vontade foi eleito para o cargo. Chegou a se esconder para não ter que aceitá-lo, sendo convencido pelo rei dos visigodos que o procurou pessoalmente. Depois disso, Ildefonso desempenhou a função com reconhecida e admirada disciplina nos preceitos do cristianismo, a mesma que exigia e obtinha de seus comandados.

Nessa época Ildefonso escreveu uma obra famosa contra os hereges que negavam a virgindade de Maria Santíssima, sustentando que a Mãe de Deus foi Virgem antes, durante e depois do Parto. Exerceu importante influência na Idade Média com seus livros exegéticos, dogmáticos, monásticos e litúrgicos. 

Entre suas experiências de religiosidade constam várias aparições. Além de ter visto Nossa Senhora rodeada de virgens, entoando hinos religiosos, recebeu também a "visita" de Santa Leocádia, no dia de sua festa, 09 de dezembro. Ildefonso tentava localizar as relíquias da Santa e esta lhe indicou exatamente o lugar onde seu corpo fora sepultado.

O sábio bispo morreu em 23 de janeiro de 667, sendo enterrado na igreja de Santa Leocádia. Mas, anos depois, com receio da influência que a presença de seus restos mortais representava, os mouros pagãos os transferiram para Zamora, onde ficaram até 888. Somente em 1400 seus despojos foram encontrados sob as ruínas do local e expostos à veneração novamente.

Santo Ildefonso recebeu o título de doutor da Igreja e é tido pela Igreja como o último Padre do Ocidente. Dessa maneira são chamados os grandes homens da Igreja que entre os séculos dois e sete eram considerados como "Pais" tanto no Oriente como no Ocidente, porque foram eles que firmaram os conceitos da nossa fé, enfrentando as heresias com o seu saber, carisma e iluminação. São aos responsáveis pela fixação das Tradições e Ritos da Igreja.

Outros santos e beatos:
Santo Agatângelo — martirizado em 309. Convertido e batizado por são Clemente, com este partilhou cárcere, exílio e martírio, em Ancira, no Oriente.
Santo Amásio (†356) — bispo grego, perseguido pelos arianos, tornou-se segundo bispo de Teano. Ainda hoje é venerado na Itália central.
Santa Ascla — martirizada em 287, lançada ao Nilo.
Santo Auremunde — abade em 587, na abadia de Saint Mairé.
São Bernardo (777-841) — abade beneditino, educado na corte de Carlos Magno; mais tarde, bispo de Vienne. Fundou a abadia de Romans.
São Clemente — bispo de Ancira, na Galácia, martirizado em 309.
Santa Emerenciana — virgem, martirizada entre os séculos III e IV. Um autor desconhecido do século V, num capítulo acrescentado à Paixão de santa Inês, relata que, durante os funerais da jovem mártir, alguns pagãos irromperam no local onde se celebravam as exéquias e dispersaram o grupo de cristãos. Só Emerenciana, amiga de Inês, desafiou os intrusos, mas pagou esse gesto de coragem com a lapidação. Os pais de Inês recolheram o corpo dilacerado da moça e o sepultaram ao lado do túmulo da filha, no cemitério situado na via Nomentana. No século IX, as relíquias das duas mártires foram depositadas na basílica que leva o nome de santa Inês. Algumas dessas ­relíquias foram trasladadas a igrejas de países distantes (Espanha, Alemanha, Bélgica), atestando a amplitude do culto dirigido à jovem mártir, objeto da perseguição de Diocleciano.

Santo Eusébio — eremita sírio do século IV, no monte Corife.
Santa Luftilde (também conhecida como Lufetilde, Leuctelde, Liutilde, Luftolde) (†850) — eremita nas proximidades de Colônia.
São Parmênio — um dos sete diáconos ordenados pelos apóstolos. Pregou na Ásia Menor e foi martirizado nas imediações de Filipos (Macedônia), sob o governo de Trajano.
Santos Severino e Áquila — marido e mulher martirizados em data imprecisa, em Júlia Cesaréia, na Mauritânia.

HOJE QUARTA-FEIRA MEDITAMOS OS MISTÉRIO GLORIOSOS


 ( Vitória, Salvação, Proteção )

1º MISTÉRIO: A RESSURREIÇÃO DE JESUS
2º MISTÉRIO: A ASCENÇÃO DO SENHOR
3º MISTÉRIO: A DESCIDA DO ESPÍRITO SANTO SOBRE OS APÓSTOLOS
4º MISTÉRIO: A ASSUNÇÃO DE MARIA AO CÉU
5º MISTÉRIO: A COROAÇÃO DE MARIA POR JESUS E OS ANJOS (A serva fiel de Deus tornou-se Rainha)

Liturgia Diária

 
Primeira Leitura (1Sm 17,32-33.37.40-51)
Responsório (Sl 143)
Evangelho (Mc 3,1-6)

Evangelho (Mc 3,1-6)




— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo,1Jesus entrou de novo na sinagoga. Havia ali um homem com a mão seca. 2Alguns o observavam para ver se haveria de curar em dia de sábado, para poderem acusá-lo. 3Jesus disse ao homem da mão seca: “Levanta-te e fica aqui no meio!” 4E perguntou-lhes: “É permitido no sábado fazer o bem ou fazer o mal? Salvar uma vida ou deixá-la morrer?” Mas eles nada disseram. 5Jesus, então, olhou ao seu redor, cheio de ira e tristeza, porque eram duros de coração. E disse ao homem: “Estende a mão”. Ele a estendeu e a mão ficou curada. 6Ao saírem, os fariseus com os partidários de Herodes, imediatamente tramaram, contra Jesus, a maneira como haveriam de matá-lo.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Jesus revela a face de Deus



Trata-se da última disputa nessa seção denominada de “controvérsias galileanas”. Uma vez mais, o objeto da controvérsia é o descanso sabático. Os opositores de Jesus estão sempre à espreita com intuito de pegá-lo e eliminá-lo (cf. 3,1.6). Efetivamente, a compreensão e a prática da Lei por parte de Jesus são tão desconcertantes que, para uma mentalidade da estrita observância da Lei, só há a certeza de que o outro está “fora da lei” e blasfema. Para um homem de fé, instruído na Lei, a alternativa vida ou morte não é sequer razoável (cf. Mc 3,4); ela contradiz a Lei cuja finalidade última é preservar o dom da vida e da liberdade. O silêncio dos opositores de Jesus diante da pergunta leva o narrador do evangelho a concluir que a resistência deles se devia à esclerocardia (= “dureza de coração” – v. 5). Esse fechamento extremo impede de reconhecer o tempo messiânico (cf. Is 35,3ss). O autor do evangelho antecipa o motivo da condenação e morte de Jesus (cf. Mc 3,6). Essa antecipação fez com que muitos comentaristas considerassem o evangelho de Marcos como um grande relato da paixão e morte do Senhor.

Carlos Alberto Contieri.

22 de Janeiro - São Vicente Pallotti


São Vicente Pollotti
1795-1850
Fundou a Congregação
dos Padres Palotinos
e das Irmãs Palotinas

Vicente Pallotti nasceu em Roma , dia 21 de abril de 1795, numa família de classe média. Com sua mãe aprendeu a amar os irmãos mais pobres, crescendo generoso e bondoso. Enquanto nos estudos mostrava grande esforço e dedicação, nas orações mostrava devoção extremada ao Espírito Santo. Passava as férias no campo, na casa do tio, onde distribuía aos empregados os doces que recebia, gesto que o pai lhe ensinara: nenhum pobre saía de sua mercearia de mãos vazias.

Às vezes sua generosidade preocupava, pois geralmente no inverno, voltava para casa sem os sapatos e o casaco. Pallotti admirava Francisco de Assis, pensou em ser capuchinho, mas não foi possível devido sua frágil saúde. Em 1818, se consagrou sacerdote pela diocese de Roma,onde ocupou cargos importantes na hierarquia da Igreja. Muito culto obteve o doutorado em Filosofia e Teologia.

Mas foi a sua atuação em obras sociais e religiosas que lhe trouxe a santidade. Teve uma vida de profunda espiritualidade, jamais se afastando das atividades apostólicas. É fruto do seu trabalho, a importância que o Concílio Vaticano II, cento e trinta anos após sua morte, decretou para o apostolado dos leigos, dando espaço para o trabalho deles junto às comunidades cristãs. Necessidade primeira deste novo milênio, onde a proliferação dos pobres e da miséria, infelizmente se faz cada vez mais presente.

Vicente defendia que todo cristão leigo, através do sacramento do batismo, tem o legítimo direito assim como a obrigação de trabalhar pela pregação da fé católica, da mesma forma que os sacerdotes. Esta ação de apostolado que os novos tempos exigiria de todos os católicos, foi sem dúvida seu carisma de inspiração visionária . Fundou, em 1835, a Obra do Apostolado Católico, que envolvia e preparava os leigos para promoverem as suas associações evangelizadoras e de caridade, orientados pelos religiosos das duas Congregações criadas por ele para esta finalidade, a dos Padres Palotinos e das Irmãs Palotinas.

Vicente Pallotti morreu em Roma, no dia 22 de janeiro 1850, aos cinqüenta e cinco anos de idade. De saúde frágil, doou naquele inverno seu casaco a um pobre, adquirindo a doença que o vitimou. Assim sendo não pôde ver as duas famílias religiosas serem aprovadas pelo Vaticano, que devolvia as Regras indicando sempre algum erro. Com certeza um engano abençoado, pois a continuidade e a persistência destas Obras trouxeram o novo ânimo que a Igreja necessitava. Em 1904, foram reconhecidas pela Santa Sé, motivando o pedido de sua canonização. 

O papa Pio XI o beatificou reconhecendo sua atuação de inspirado e "verdadeiro operário das missões". Em 1963, as suas idéias e carisma espiritual foi plenamente reconhecido pelo papa João XXIII que proclamou Vicente Pallotti, Santo.

Outros santos e beatos:
Santo Anastácio, o Persa (†628) — mártir; passou de soldado do exército de Cosroe a monge, estabelecendo-se próximo a Jerusalém. Torturado por ser cristão, a seguir decapitado. Sua cabeça foi levada a Roma e conservada na igreja construída em seu louvor e também em honra do mártir espanhol são Vicente.
Santa Blesila (363-383) — viúva, filha de santa Paula, discípula de são Jerônimo.
São Britvaldo (†1045) — monge e bispo de Ramsburry.
São Domingos de Sora (†1031) — abade beneditino em Sora. Fundou diversos mosteiros.
São Francisco Gil de Federich (1702-1745) — mártir dominicano espanhol, missionário nas Filipinas, depois em Tonquim. Foi canonizado em 1988.
São Gaudêncio de Novara (337-418) — bispo. Nasceu em Ivrea; discípulo de Eusébio de Verceli, foi sagrado bispo por são Simpliciano. A ele se deve a construção da catedral de Novara, dedicada à Virgem.
São Mateus Afonso Leziniana — dominicano espanhol martirizado em Tonquim, em 1745. Canonizado em 1988.
São Vicente de Digne (†380) — africano, missionário na Savóia, bispo de Digne, venerado como padroeiro dessa cidade.

HOJE TERÇA-FEIRA MEDITAMOS OS MISTÉRIOS DOLOROSOS



1º MISTÉRIO: A AGONIA DE JESUS (Gêtsemani: vigilância, intercessão, oração)
2º MISTÉRIO: A FLAGELAÇÃO DE JESUS ATADO A UMA COLUNA
3º MISTÉRIO: A COROAÇÃO DE ESPINHOS
4º MISTÉRIO: JESUS CARREGA A CRUZ ATÉ O CALVÁRIO
5º MISTÉRIO: JESUS MORRE NA CRUZ

Liturgia Diária

 
Primeira Leitura (1Sm 16,1-13)
Responsório (Sl 88)
Evangelho (Mc 2,23-28)

Evangelho (Mc 2,23-28)




— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

23Jesus estava passando por uns campos de trigo, em dia de sábado. Seus discípulos começaram a arrancar espigas, enquanto caminhavam. 24Então os fariseus disseram a Jesus: “Olha! Por que eles fazem em dia de sábado o que não é permitido?” 25Jesus lhes disse: “Por acaso, nunca lestes o que Davi e seus companheiros fizeram quando passaram necessidade e tiveram fome? 26Como ele entrou na casa de Deus, no tempo em que Abiatar era sumo sacerdote, comeu os pães oferecidos a Deus, e os deu também aos seus companheiros? No entanto, só aos sacerdotes é permitido comer esses pães”. 27E acrescentou: “O Sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado. 28Portanto, o Filho do Homem é senhor também do sábado”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

O descanso sabático



Talvez o descanso sabático seja uma das controvérsias mais recorrentes no confronto de Jesus com os seus opositores. Há, no Antigo Testamento, duas tradições no que concerne ao sábado (Ex 20,8-12; Dt 5,12-16). Essas duas tradições oferecem o espaço para a discussão entre Jesus, os fariseus e os doutores da Lei. Curiosamente, Dt 23,26, mesmo sem mencionar o sábado, permite ao viajante, entrando na plantação de um outro, arrancar as espigas e comer dos seus grãos para saciar a fome. Para os fariseus, essa atitude, no dia de sábado, era considerada trabalho, o que a Lei interditava. No entanto, mesmo sendo sábado, é a preservação da vida que está em jogo. A resposta de Jesus, evocando a atitude de Davi (1Sm 21,1-10), um exemplo de peso para os judeus, revela que a atitude dos seus discípulos contava com o consentimento do Mestre. O que justifica a atitude de Davi e a sua “transgressão” da lei é a fome e a necessidade de preservar a vida em boas condições. Ora, o sábado é dom de Deus (cf. Ex 16,29), oferecido para que o povo pudesse fazer a memória de sua escravidão e de sua libertação do Egito (cf. Dt 5,15), a fim de que não fosse, nunca mais, prisioneiro, inclusive da mentalidade de escravo. Exatamente por isso, o sábado é para o Filho do Homem ocasião privilegiada de manifestar a fé na vida e o dom da salvação.

Carlos Alberto Contieri.

21 de Janeiro - Santa Inês

Santa Inês
Ano 304

O nome "Agnes", para nós Inês, em grego significa pura e casta, enquanto em latim significa cordeiro. Para a Igreja, Santa Inês é o próprio símbolo da inocência e da castidade, que ela defendeu com a própria vida. A idéia da virgindade casta foi estabelecida na Igreja justamente para se contrapor à devassidão e aos costumes imorais dos pagãos. Inês levou às últimas conseqüências a escolha que fez à esses valores. É uma das Santas mais antigas do cristianismo. Sua existência transcorreu entre os séculos três e quatro, sendo martirizada durante a décima perseguição ordenada contra os cristãos, desta vez imposta pelo terrível imperador Diocleciano, em 304. 



Inês pertencia à uma rica, nobre e cristã família romana. Isso lhe possibilitou receber uma educação dentro dos mais exatos preceitos religiosos, o que a fez tomar a decisão precoce de se tornar "esposa de Cristo". Tinha apenas 13 anos quando foi denunciada como cristã. 

Dotada de uma beleza incomum, recebeu inúmeros pedidos de casamento, inclusive do filho do prefeito de Roma. Aliás, essa foi a causa que desencadeou seu suplício e uma violenta perseguição contra os cristãos. A narração que nos chegou conta que o rapaz, apesar das negativas da jovem, tentava corteja-la. Seu pai indignado com as constantes recusas que deixavam seu filho inconsolável, tentou forçar que Inês aceitasse seu filho como esposo, mas tudo em vão. Numa certa tarde de tempestade, o rapaz tentou toma-la nos braços, mas foi atingido por um raio e caiu morto aos seus pés. Quando o prefeito soube, procurou Inês com humildade e lhe implorou que pedisse a seu Deus pela vida de seu filho. Ela erguendo as mãos e voltando os olhos para o céu orou para que Nosso Senhor trouxesse o rapaz de volta à vida terrena, mostrando toda Sua misericórdia. O rapaz voltou e percebendo a santidade de Inês se converteu cristão. Porém, seu pai, o prefeito, viu aquela situação como um sinal de poder dos cristãos e resolveu aplicar a perseguição, decretada por Diocleciano, de modo implacável.

Inês, segundo ele, fora denunciada e por isso teria de ser enviada para a prisão. Mesmo assim, ela nunca tentou se livrar da pena em troca do casamento que fora proposto em nome do filho do prefeito e muito menos negou sua fé em Cristo. Preferiu sofrer as terríveis humilhações de seus carrascos, que estavam decididos a fazê-la mudar de idéia através da força. Arrastada violentamente até a presença de um ídolo pagão, para que o adorasse, Inês se manteve firme em suas orações à Cristo. Depois foi levada à uma casa de prostituição, para que fosse possuída à força, mas ninguém ousou tocar sequer num fio de seu cabelo, saindo de lá na mesma condição de castidade que chegou.

Cada vez mais a situação ficava fora do controle das autoridades romanas e o povo estava se convertendo em massa. Para aplacar os ânimos Inês foi levada ao Circo e condenada à fogueira, mas o fogo prodigiosamente se abriu e não a queimou. Assim, o prefeito decretou que fosse morta por decapitação a fio de espada, naquele exato momento. Foi dessa maneira que a jovem Inês testemunhou sua fé em Cristo. 

Seu enterro foi um verdadeiro triunfo da fé; seus pais, levaram o corpo de Inês, e o enterraram num prédio que possuíam na estrada que de Roma conduz a Nomento. Nesse local, por volta do ano de 354, uma Basílica foi erguida a pedido da filha do imperador Constantino, em honra à Santa. Trata-se de uma das mais antigas de Roma, na qual encontram-se suas relíquias e sepultura. Na arte, Santa Inês é comumente representada com uma ovelha, e uma palma, sendo que a ovelha sugere sua castidade e inocência.

Sua pureza martirizada faz parte, até hoje, dos rituais da Igreja. Todo ano, no dia de sua veneração, em 21 de janeiro, é realizada na Basílica de Santa Inês, fora dos muros do Vaticano, uma Missa solene onde dois cordeirinhos brancos, ornados de flores e fitas são levados para o celebrante os benzer. Depois os mesmos são apresentados ao Papa, que os entrega a religiosas encarregadas de os guardar até a época da tosquia. Com sua lã são tecidos os pálios que, na vigília de São Pedro e São Paulo, são colocados sobre o altar da Basílica de São Pedro. Posteriormente esses pálios são enviados à todos os arcebispos do mundo católico ocidental e eles os recebem em sinal da obediência que devem à Santa Sé, como centro da autoridade religiosa.

Outros santos e beatos:
Santo Albano Bartolomeu Roe — beneditino martirizado em 1642. Ao passar da Igreja anglicana à católica, teve a mesma sorte de outros 39 mártires ingleses. Canonizado em 1970.
Santa Brígida de Kilbride — religiosa do século VI; é venerada em Lismore.
Santo Epifânio (439-497) — bispo de Pavia, reconstruiu a cidade, que fora destruída pelos ostrogodos de Odoacro.­
Santos Frutuoso, Augúrio e Eulógio — martirizados em 259. Frutuoso, bispo de Tarragona, na Espanha, foi queimado juntamente com seus dois diáconos.
Beata Josefa Maria de Santa Inês (1625-1696) — eremita agostiniana espanhola.
São Mac Culind (†978) — abade beneditino do mosteiro irlandês de São Miguel, próximo a Dinant.
São Meinrado (†861) — sacerdote beneditino alemão, depois eremita na Suíça, onde foi morto por bandidos. Por essa razão, é venerado como mártir.
São Pátroclo — martirizado em Troyes, na França, em 275.
São Públio — primeiro bispo de Malta, martirizado em 112.
São Radulfo (†866) — bispo beneditino de Bourges. Ativo pastor, fundou diversos mosteiros.