Painel informativo.

- TRÊS VEZES ADMIRÁVEL pela grandeza de sua posição junto à Trindade, como filha predileta do Pai, Mãe do Filho e Esposa do Espírito Santo. Também por ser Mãe de Deus, Mãe do Redentor e Mãe dos Remidos.'

MISTERIOS DE

O Santo Rosário compreende a meditação dos vinte mistérios da Fé Católica, divididos em quatro grupos de cinco mistérios - denominados Terço - e nos leva diariamente ao estudo e meditação profunda da Palavra Sagrada da Bíblia e das passagens mais importantes do Evangelho. Aos mistérios originais, recentemente o Papa João Paulo II instituiu novas meditações, sendo que os mistérios do Santo Rosário são:
Mistérios Gozosos - Natalidade e crescimento de Jesus
Mistérios Dolorosos - Agonia, sofrimento e morte: Amor aos pecadores
Mistérios Gloriosos - Vitória, Salvação, Proteção
Mistérios Luminosos - A humildade, os milagres e o eterno Amor

VOCÊ É ESPECIAL!

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ORAÇÃO OFICIAL DO TERÇO DOS HOMENS MÃE RAINHA





HOJE SÁBADO MEDITAMOS OS MISTÉRIOS G0Z0S0S


1º MISTÉRIO: ANUNCIAÇÃO – O ANJO ANUNCIA A MARIA QUE ELA SERÁ MÃE DO FILHO DE DEUS – O SIM..
2º MISTÉRIO: MARIA VISITA SUA PRIMA IZABEL IDOSA QUE ESTAVA GRÁVIDA DE JOÃO BATISTA – ANUNCIANDO A BOA-NOVA...
3º MISTÉRIO: JESUS NASCE EM UMA GRUTA, EM BELÉM.
4º MISTÉRIO: APRESENTAÇÃO DE JESUS AO TEMPLO
5º MISTÉRIO: A PERDA E O REENCONTRO DE JESUS EM JERUSALÉM

Liturgia Diária


 

Primeira Leitura (Rm 8,1-11)
Responsório (Sl 23)
Evangelho (Lc 13,1-9)

Evangelho (Lc 13,1-9)




— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

1Naquele tempo, vieram algumas pessoas trazendo notícias a Jesus a respeito dos galileus que Pilatos tinha matado, misturando seu sangue com o dos sacrifícios que ofereciam. 2Jesus lhes respondeu: “Vós pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus, por terem sofrido tal coisa? 3Eu vos digo que não. Mas se vós não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo. 4E aqueles dezoito que morreram, quando a torre de Siloé caiu sobre eles? Pensais que eram mais culpados do que todos os outros moradores de Jerusalém? 5Eu vos digo que não. Mas, se não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo”. 6E Jesus contou esta parábola: “Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha. Foi até ela procurar figos e não encontrou. 7Então disse ao vinhateiro: ‘Já faz três anos que venho procurando figos nesta figueira e nada encontro. Corta-a! Por que está ela inutilizando a terra?’
8Ele, porém, respondeu: ‘Senhor, deixa a figueira ainda este ano. Vou cavar em volta dela e colocar adubo. 9Pode ser que venha a dar fruto. Se não der, então tu a cortarás’”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

A teoria da retribuição é ultrapassada.



Jesus sobe para Jerusalém. Essa subida é ocasião de ensinamento, por isso ela é constituída de lições que Jesus dá aos seus discípulos. Nosso texto não encontra paralelo nos outros dois sinóticos. Do ponto de vista histórico, nós não temos nenhuma informação, nem mesmo na literatura extrabíblica, dos fatos mencionados nos versículos 1 a 4. No entanto, o importante, aqui, é o valor de interpelação dos fatos, repetido duas vezes: “... se vós não vos converterdes, perecereis todos do mesmo modo” (vv. 3.5). A teoria da retribuição é ultrapassada: “Pensais que esses galileus eram mais pecadores do que qualquer outro Galileu? … Digo-vos que não! … Pensais que eram mais culpados do que qualquer outro morador de Jerusalém? Eu vos digo que não!” (vv. 2-5). A morte de uns e não de outros é sinal do julgamento definitivo, sinal que precisa ser discernido: “… sabeis discernir os aspecto da terra e do céu, e por que não discernis o tempo presente?” (Lc 12,56). São Paulo o exprime muito bem: “Esses acontecimentos se tornaram símbolos para nós, a fim de não desejarmos coisas más…” (1Cor 10,6). A morte dos galileus e dos moradores de Jerusalém é um convite à conversão e ao reconhecimento, no tempo presente, da “visita salvífica” de Deus.
Os versículos 6 a 9 ilustram os versículos precedentes. A figueira é, na tradição rabínica, símbolo da Torá. Ela está plantada na vinha. O povo de Deus tem a Lei cujo fruto deveria ser a conversão. Mas ela não produziu o fruto. Será cortada? Será arrancada do meio da vinha? A parábola acentua a bondade de Deus: a maldade humana não impede Deus de ser bom.


Carlos Alberto Contieri.

26 de Outubro - Santo Evaristo


Santo Evaristo
Papa
Século I e II

No atual Anuário dos Papas encontramos Evaristo em pleno comando da Igreja católica, como quarto sucessor de Pedro, no ano 97. Era o início da era cristã, portanto é muito compreensível que haja tão poucos dados sobre ele.
Enquanto do anterior, papa Clemente, temos muitos registros, até de próprio punho, como a célebre carta endereçada aos cristãos de Corinto, do papa Evaristo nada temos escrito por ele mesmo, as poucas informações vieram de Irineu e Eusébio, dois ilustres e expressivos santos venerados no mundo católico.

Naqueles tempos, o título de "papa" era dado a toda e qualquer autoridade religiosa, passando a designar o chefe maior da Igreja somente no século VI. Por essa razão as informações, às vezes, se contradizem. Mas santo Eusébio mostra-se muito firme e seguro ao relatar Evaristo como um grego vindo da Antioquia.

Ele governou a Igreja durante nove anos, nos quais promoveu três ordenações, consagrando dezessete sacerdotes, nove diáconos e quinze bispos, destinados a diferentes paróquias.

Foi de sua autoria a divisão de Roma em vinte e cinco dioceses, a criação do primeiro Colégio dos Cardeais. Parece que também foi ele que instituiu o casamento em público, com a presença do sacerdote.

Papa Evaristo morreu em 105. Uma tradição muito antiga afirma que ele teria sido mártir da fé durante a perseguição imposta pelo imperador Trajano, e que depois seu corpo teria sido abandonado perto do túmulo do apóstolo Pedro. Embora a fonte não seja precisa, assim sua morte foi oficialmente registrada no Livro dos Papas, em Roma.

HOJE SEXTA-FEIRA MEDITAMOS OS MISTÉRIOS DOLOROSOS


1º MISTÉRIO: A AGONIA DE JESUS (Gêtsemani: vigilância, intercessão, oração)
2º MISTÉRIO: A FLAGELAÇÃO DE JESUS ATADO A UMA COLUNA
3º MISTÉRIO: A COROAÇÃO DE ESPINHOS
4º MISTÉRIO: JESUS CARREGA A CRUZ ATÉ O CALVÁRIO
5º MISTÉRIO: JESUS MORRE NA CRUZ

Liturgia Diária


 

Primeira Leitura (Rm 7,18-25a)
Responsório (Sl 118)
Evangelho (Lc 12,54-59)

Evangelho (Lc 12,54-59)



— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 54Jesus dizia às multidões: “Quando vedes uma nuvem vinda do ocidente, logo dizeis que vem chuva. E assim acontece. 55Quando sentis soprar o vento do sul, logo dizeis que vai fazer calor. E assim acontece. 56Hipócritas! Vós sabeis interpretar o aspecto da terra e do céu. Como é que não sabeis interpretar o tempo presente? 57Por que não julgais por vós mesmos o que é justo?
58Quando, pois, tu vais com o teu adversário apresentar-te diante do magistrado, procura resolver o caso com ele enquanto estais a caminho. Senão ele te levará ao juiz, o juiz te entregará ao guarda, e o guarda te jogará na cadeia. 59Eu te digo: daí tu não sairás, enquanto não pagares o último centavo”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

É preciso renunciar à hipocrisia.



Os sinais do novo tempo já estão presentes e é preciso compreendê-los e discerni-los; irromperam na história da humanidade com a encarnação do Filho único de Deus, que pela sua vida, paixão, morte e ressurreição reconciliou a humanidade com Deus.
Nosso texto desta sexta-feira é uma repreensão de Jesus àqueles que não são capazes de reconhecer o “hoje” da salvação (cf. 4,21). Este novo tempo é tempo de reconciliação, para o que são necessários iniciativa e empenho: “Quando, pois, estás indo com teu adversário apresentar-te diante do magistrado, procura resolver o caso com ele enquanto ainda a caminho” (v. 58). É preciso renunciar à hipocrisia (v. 56), pois o novo tempo engaja o ser humano todo. É preciso passar do que é exterior a uma verdadeira e profunda conversão.


Carlos Alberto Contieri.

25 de Outubro - Santo Antônio de Sant'Anna Galvão

Santo Antonio de Sant'Anna Galvão
Frei Galvão
1739-1822

O brasileiro Antônio de Sant'Anna Galvão nasceu em 1739, em Guaratinguetá, São Paulo. Seu pai era Antônio Galvão de França, capitão-mor da província e terciário franciscano. Sua mãe era Isabel Leite de Barros, filha de fazendeiros de Pindamonhangaba. O casal teve onze filhos. Eram cristãos caridosos, exemplares e transmitiram esse legado ao filho.



Quando tinha treze anos, Antônio foi enviado para estudar com os jesuítas, ao lado do irmão José, que já estava no Seminário de Belém, na Bahia. Desse modo, na sua alma estava plantada a semente da vocação religiosa. Aos vinte e um anos, Antônio decidiu ingressar na Ordem franciscana, no Rio de Janeiro. Sua educação no seminário tinha sido tão esmerada que, após um ano, recebeu as ordens sacerdotais, em 1762. Uma deferência especial do papa, porque ele ainda não tinha completado a idade exigida.

Em 1768, foi nomeado pregador e confessor do Convento das Recolhidas de Santa Teresa, ouvindo e aconselhando a todos. Entre suas penitentes encontrou irmã Helena Maria do Sacramento, figura que exerceu papel muito importante em sua obra posterior.

Irmã Helena era uma mulher de muita oração e de virtudes notáveis. Ela relatava suas visões ao frei Galvão. Nelas, Jesus lhe pedia que fundasse um novo Recolhimento para jovens religiosas, o que era uma tarefa difícil devido à proibição imposta pelo marquês de Pombal em sua perseguição à Ordem dos jesuítas. Apesar disso, contrariando essa lei, frei Galvão, auxiliado pela irmã Helena, fundou, em fevereiro de 1774, o Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição da Divina Providência.

No ano seguinte, morreu irmã Helena. E os problemas com a lei de Pombal não tardaram a aparecer. O convento foi fechado, mas frei Galvão manteve-se firme na decisão, mesmo desafiando a autoridade do marquês. Finalmente, devido à pressão popular, o convento foi reaberto e o frei ficou livre para continuar sua obra. Os seguintes quatorze anos foram dedicados à construção e ampliação do convento e também de sua igreja, inaugurada em 1802. Quase um século depois, essa obra tornar-se-ia um "patrimônio cultural da humanidade", por decisão da UNESCO.

Em 1811, a pedido do bispo de São Paulo, fundou o Recolhimento de Santa Clara, em Sorocaba. Lá, permaneceu onze meses para organizar a comunidade e dirigir os trabalhos da construção da Casa. Nesse meio tempo, ele recebeu diversas nomeações, até a de guardião do Convento de São Francisco, em São Paulo.

Com a saúde enfraquecida, recebeu autorização especial para residir no Recolhimento da Luz. Durante sua última enfermidade, frei Galvão foi morar num pequeno quarto, ajudado pelas religiosas que lhe prestavam algum alívio e conforto. Ele faleceu com fama de santidade em 23 de dezembro de 1822. Frei Galvão, a pedido das religiosas e do povo, foi sepultado na igreja do Recolhimento da Luz, que ele mesmo construíra.

Depois, o Recolhimento do frei Galvão tornou-se o conhecido Mosteiro da Luz, local de constantes peregrinações dos fiéis, que pedem e agradecem graças por sua intercessão. Frei Galvão foi beatificado pelo papa João Paulo II em 25 de outubro de 1998, e canonizado em 11 de maio de 2007 pelo papa Bento XVI, em São Paulo, Brasil.

HOJE QUINTA-FEIRA MEDITAMOS OS MISTÉRIOS LUMINOSOS


  A humildade, os milagres e o eterno Amor


1º MISTÉRIO: O BATISMO DE JESUS
2º MISTÉRIO: A AUTO-REVELAÇÃO DE JESUS NAS BODAS DE CANÁ
3º MISTÉRIO: O ANÚNCIO DO REINO DE DEUS
4º MISTÉRIO: A TRANSFIGURAÇÃO
5º MISTÉRIO: A INSTITUIÇÃO DA ESUCARISTIA

Liturgia Diária


 

Primeira Leitura (Rm 6,19-23)
Responsório (Sl 1)
Evangelho (Lc 12,49-53)

Evangelho (Lc 12,49-53)



— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo disse Jesus aos seus discípulos: 49“Eu vim para lançar fogo sobre a terra, e como gostaria que já estivesse aceso! 50Devo receber um batismo, e como estou ansioso até que isto se cumpra! 51Vós pensais que eu vim trazer a paz sobre a terra? Pelo contrário, eu vos digo, vim trazer a divisão. 52Pois, daqui em diante, numa família de cinco pessoas, três ficarão divididas contra duas e duas contra três; 53ficarão divididos: o pai contra o filho e o filho contra o pai; a mãe contra a filha e a filha contra a mãe; a sogra contra a nora e a nora contra a sogra”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Fogo é a explicação da ação do Espírito Santo: purificação e julgamento.

“Fogo eu vim lançar sobre a terra” (v. 49). É difícil não pensar no batismo de Jesus. João disse: “Eu vos batizo com água, mas depois de mim, vem aquele que é mais forte do que eu… ele vos batizará com o Espírito Santo e com o fogo” (3,16). Fogo é a explicação da ação do Espírito Santo: purificação e julgamento. A morte de Jesus (v. 50) é, também, um verdadeiro fogo lançado sobre a terra, que dividirá e dispersará os próprios discípulos. Ela será o lugar do juízo dos que o mataram ou foram coniventes com a sua morte: “E toda a multidão que havia acorrido para o espetáculo, vendo o que tinha acontecido, voltou batendo no peito” (23,48).
A lealdade a Jesus e a decisão de segui-lo está acima de qualquer lealdade e de qualquer outra decisão. Ele não promove a guerra nem sequer a discórdia. Por vezes os inimigos serão os próprios familiares (vv. 52-53). Nenhum laço afetivo deve preceder o amor por Jesus, pois este é o fundamento e a inspiração de todo amor plenamente humano. Nenhum laço afetivo pode ser obstáculo para o seguimento de Jesus Cristo.

Carlos Alberto Contieri.

24 de Outubro - Santo Antônio Maria Claret


Santo Antônio Maria Claret
1807-1870
bispo
Fundou as Congregações:
Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria
"Padres Claretianos"
e Irmãs de Ensino Maria Imaculada
"Irmãs Claretianas"

O catalão Antônio M. Claret, pioneiro dos meios de comunicação social, quinto dos dez filhos de um tecelão de Sallent, sentia-se atraído pela vida contemplativa e se teria tornado cartuxo se não tivesse sido aconselhado por um sacerdote que nele intuiu grandes dotes de homem de ação.

Depois da ordenação sacerdotal, estabeleceu contato com a Propaganda Fide e com os jesuítas, mas teve de interromper o noviciado por motivo de doença. Então, decidiu ser missionário na própria pátria e, para dar uma forma mais estável e incisiva à própria obra, fundou uma congregação que se dedicasse particularmente à imprensa católica e à alfabetização — primeiro e fundamental passo para a elevação material do povo.

Os missionários filhos do Imaculado Coração de Maria (conhecidos com o nome de claretianos) têm atualmente 300 casas espalhadas por todo o mundo. O fundador teve de aceitar a nomeação como arcebispo de Cuba, então sob o domínio espanhol. 

Foi um bispo-missionário. Viajou por toda a parte, administrou crismas e regularizou três mil casamentos. Finalizou, em apenas seis anos, numerosas obras no campo social, com escolas agrícolas; escreveu ele próprio os livros para ensinar os insulares a cultivar os campos. Tanto zelo lhe atraiu também inimizades, e depois de ter sofrido um grave atentado, foi chamado de volta à pátria porque os soberanos da Espanha o quiseram como conselheiro e confessor.

Em 1867, seguiu a família real, ao fim de uma revolução, exilada na França. Aqui o bispo fundou a Academia de São Miguel para os artistas. Morreu no mosteiro cisterciense de Fontfroide e foi canonizado em 1950.

HOJE QUARTA-FEIRA MEDITAMOS OS MISTÉRIO GLORIOSOS


 ( Vitória, Salvação, Proteção )

1º MISTÉRIO: A RESSURREIÇÃO DE JESUS
2º MISTÉRIO: A ASCENÇÃO DO SENHOR
3º MISTÉRIO: A DESCIDA DO ESPÍRITO SANTO SOBRE OS APÓSTOLOS
4º MISTÉRIO: A ASSUNÇÃO DE MARIA AO CÉU
5º MISTÉRIO: A COROAÇÃO DE MARIA POR JESUS E OS ANJOS (A serva fiel de Deus tornou-se Rainha)

Liturgia Diária


 

Primeira Leitura (Rm 6,12-18)
Responsório (Sl 123)
Evangelho (Lc 12,39-48)

Evangelho (Lc 12,39-48)



— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 39“Ficai certos: se o dono da casa soubesse a hora em que o ladrão iria chegar, não deixaria que arrombasse a sua casa.40Vós também ficai preparados! Porque o Filho do Homem vai chegar na hora em que menos o esperardes”.
41Então Pedro disse: “Senhor, tu contas esta parábola para nós ou para todos?” 42E o Senhor respondeu: “Quem é o administrador fiel e prudente que o senhor vai colocar à frente do pessoal de sua casa para dar comida a todos na hora certa? 43Feliz o empregado que o patrão, ao chegar, encontrar agindo assim! 44Em verdade eu vos digo: o senhor lhe confiará a administração de todos os seus bens. 45Porém, se aquele empregado pensar: ‘Meu patrão está demorando’, e começar a espancar os criados e as criadas, e a comer, a beber e a embriagar-se, 46o senhor daquele empregado chegará num dia inesperado e numa hora imprevista, ele o partirá ao meio e o fará participar do destino dos infiéis.
47Aquele empregado que, conhecendo a vontade do senhor, nada preparou, nem agiu conforme a sua vontade, será chicoteado muitas vezes. 48Porém, o empregado que não conhecia essa vontade e fez coisas que merecem castigo, será chicoteado poucas vezes. A quem muito foi dado, muito será pedido; a quem muito foi confiado, muito mais será exigido!”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Busca que exige “vigilância” .

É bastante provável que o “atraso da parúsia” tenha criado na comunidade cristã primitiva um clima de desânimo e de laxismo. Isto pode ser verificado pela insistência e pelo espaço que o tema da vigilância ocupa no relato (vv. 35.40.43). Nosso texto é constituído por uma série de conselhos que Jesus dá aos discípulos; compreenda-se que eram os responsáveis pela vida da comunidade.

Trata-se de agir em conformidade com a vontade de Deus (v. 47) – isto é o essencial para a comunidade cristã.
A história, nosso caminho para a pátria celeste, é o lugar do testemunho dos cristãos.
Antes de tudo é preciso ter presente que o Reino é dom de Deus (v. 32; cf. vv. 22-31), e que, por isso mesmo, ninguém pode tirá-lo ou se apropriar dele como sendo seu. Daí que não há o que temer (v. 31). Da comunidade é exigido não se dispersar, nem ser assimilada pelos bens terrenos, mas viver o valor fundamental de sua vocação: buscar o Reino de Deus (v. 31). Este é o seu tesouro (v. 34)! Esta busca exige “vigilância” (vv. 35.40.43) e, como toda busca, empenho para buscar, encontrar e realizar a vontade de Deus.
A comunidade cristã deve ser caracterizada pela disponibilidade cultivada pela iluminação da Palavra de Deus: “Ficai de prontidão, com o cinto amarrado e as lâmpadas acesas” (v. 35).
O Senhor vem continuamente ao encontro do seu povo. A imprevisibilidade desse encontro exige a atitude religiosa da vigilância. É ela que possibilita viver a expectativa e o desejo permanentes desse encontro vital para a vida e o testemunho cristãos.


Carlos Alberto Contieri.

23 de Outubro - São João de Capistrano


São João de Capistrano franciscano (1386-1456)

Filho de barão alemão e de mãe italiana dos Abruzos, João resumia em si a tenacidade da gente germânica e a desenvoltura dos mediterrâneos. Foi infatigável organizador de obras de caridade, mensageiro de paz, mas também animador das tropas cristãs que combatiam às portas de Belgrado contra os invasores turcos.

“Seja avançando, seja retrocedendo, seja golpeando ou sendo golpeados”, gritava, com sua voz estentórica e sua longa cabeleira loira, que “fazia uma bela dança”, “invocai o nome de Jesus. Só nele há salvação!”

Em razão de sua origem e de seu aspecto nórdico, chamavam-no Giantudesco. * Doutorou-se in utroque iure em Perúgia e foi logo nomeado juiz e governador da capital da Úmbria. Havia-se casado, mas com a conquista de Perúgia pelos Malatesta, perdeu a mulher, o alto cargo e a própria liberdade.

De fato, foi parar na prisão, onde teve todo o tempo para meditar sobre a vaidade e a fugacidade das honras mundanas. Saiu transformado interiormente, mas não enfraquecido nas forças nem no desejo de trabalhar pelo bem da Igreja.

Visto seu casamento ter sido declarado nulo, foi acolhido no convento franciscano dos observantes — frades que haviam acolhido a reforma propugnada por são Bernardino de Sena, do qual João se tornaria amigo e fiel discípulo.

Passou o resto da vida como legado papal em vários Estados, da Palestina à Silésia e à Boêmia, onde entrou em choque com o movimento hussita. Os papas, que o tiveram como conselheiro, confiaram-lhe repetidas missões diplomáticas em toda a Europa. Sua ordem o enviou à Terra Santa e aos Países Baixos, como visitador.

O imperador Fernando III chamou-o à Áustria para organizar a cruzada contra os turcos e o enviou à Hungria e aos Bálcãs. Surpreende a rapidez com que comparecia aos pontos mais remotos do velho continente, levando-se em conta que o único meio de locomoção era o lombo de mula.

Principal inspirador da heróica resistência dos húngaros contra a ameaça turca, morreu no cumprimento de sua tarefa, em Ilok. Foi canonizado em 1724.

HOJE TERÇA-FEIRA MEDITAMOS OS MISTÉRIOS DOLOROSOS



1º MISTÉRIO: A AGONIA DE JESUS (Gêtsemani: vigilância, intercessão, oração)
2º MISTÉRIO: A FLAGELAÇÃO DE JESUS ATADO A UMA COLUNA
3º MISTÉRIO: A COROAÇÃO DE ESPINHOS
4º MISTÉRIO: JESUS CARREGA A CRUZ ATÉ O CALVÁRIO
5º MISTÉRIO: JESUS MORRE NA CRUZ

Liturgia Diária


 

Primeira Leitura (Rm 5,12.15b.17-19.20b-21)
Responsório (Sl 39)
Evangelho (Lc 12,35-38)

Evangelho (Lc 12,35-38)



— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 35Que vossos rins estejam cingidos e as lâmpadas acesas. 36Sede como homens que estão esperando seu senhor voltar de uma festa de casamento, para lhe abrirem, imediatamente, a porta, logo que ele chegar e bater. 37Felizes os empregados que o senhor encontrar acordados quando chegar. Em verdade, eu vos digo: Ele mesmo vai cingir-se, fazê-los sentar-se à mesa e, passando, os servirá. 38E caso ele chegue à meia-noite ou às três da madrugada, felizes serão, se assim os encontrar!

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Apelo à vigilância e à disponibilidade.

Nosso texto está situado, como temos insistido, na parte central do evangelho segundo Lucas, à subida de Jesus para Jerusalém. Este caminho para o Pai é caracterizado por lições que Jesus dá aos seus discípulos. Estas lições têm força normativa, pois orientam o modo de viver a vocação cristã.
Nosso texto é um apelo à vigilância e à disponibilidade. Cingir-se (v. 35) é estar disponível, pronto para partir. O livro do Êxodo descreve desta maneira como deve ser comido o cordeiro pascal, imediatamente antes da saída do Egito, o país da escravidão: “Assim devereis comê-lo: com os rins cingidos, sandálias nos pés e vara na mão…” (Ex 12,11). “Lâmpadas acesas” (v. 35) é sinal de que a cena acontece de noite, numa provável alusão à Páscoa. Tal disponibilidade e vigilância, mantidas pela luz da Palavra de Deus, é o que é exigido do discípulo para esperar e acolher o Senhor que retorna de uma festa de casamento, símbolo do Reino de Deus. O interessante a ser observado é que o patrão, ao voltar da festa de casamento, age como servo: “... ele mesmo vai arregaçar sua veste, os fará sentar à mesa e passará para servi-los” (v. 37). O Cristo é o servo de todos (cf. Jo 13,13-15).

Carlos Alberto Contieri.

22 de Outubro - Santo Abércio de Hierápolis

Santo Abércio de Hierápolis bispo (†167)

A história deste santo bispo esta ligada a uma inscrição tumular ditada por ele mesmo e descoberta em 1883 pelo arqueólogo Ramsey, nas vizinhanças de Hierápolis, na Frígia. Antes dessa data, a vida deste santo, escrita no século IV, era considerada pura e simplesmente lendária.



Nesse lugar se encontrou o importante documento, conservado agora no Museu de Latrão (Roma), que é precioso em virtude das informações sobre a prática litúrgica da Igreja primitiva.

“Cidadão de uma eleita cidade, fiz quando vivo este monumento para ter aqui uma digna sepultura para meu corpo, eu, Abércio, discípulo do casto pastor que apascenta rebanhos de ovelhas por montes e planícies; ele tem grandes olhos que olham do alto para toda a parte. Ele me ensinou as Escrituras dignas de fé; ele me mandou a Roma para contemplar o palácio real e ver uma rainha de vestidos e calçados de ouro. Eu vi lá um povo que traz um fúlgido sinal. Visitei também a planura da Síria e todas as suas cidades e, além do Eufrates, Nísibis, e por toda a parte encontrei co-irmãos... tendo Paulo comigo, e a fé guiou-me por toda a parte e me deu por alimento o peixe de fonte, grandíssimo, puro, que a casta virgem costuma pegar e dar de comer todos os dias a seus fiéis amigos, e há um excelente vinho que costuma dar com o pão...”

O epitáfio, escrito por Abércio aos 72 anos de idade, esclarece os pontos essenciais da doutrina cristã, do batismo à eucaristia e ao primado do bispo de Roma
                   Agradecimentos aos colaboradores da festa da Mãe Rainha- 2013.

Caríssimos devotos (as) da Mãe Rainha.

Chegamos ao final de mais uma festa, em honra e louvor a Mãe de Deus e nossa Mãe Rainha. Esta festa tem sido sempre vivenciada com fé, amor, devoção e trabalho. Ao chegar ao final deste acontecimento, a coordenação diocesana do Movimento da Mãe Rainha, da Diocese de Santa Luzia, sente-se sensibilizada com a firme participação de todos os fieis devotos e de toda comunidade católica, que aqui se fizeram presentes, com gestos concretos, espirituais e belíssimos testemunhos, que fortaleceram a fé na Mãe Rainha, intercessora de todos nós perante seu filho JESUS.
Diante da espiritualidade, dedicação, sacrifícios e doações que tornaram possível a realização deste evento, a coordenação com carinho e atenção agradece, rogando graças e bênçãos da Mãe a todos.

Agradecendo ao povo de Deus que se une em orações e ações para o engrandecimento desta casa, e tenham sempre em suas mentes quando vierem aqui para a mãe rainha, cada um de vocês tem uma ação doada aqui, por que são vocês fieis e amigos que ajudam  para cada etapa de reformas, construção e manutenção desta casa, a vocês nosso abraço e eterno agradecimento. Deus abençoe a todos e que Mãe Rainha guie sempre seus passos protegendo com seu manto sagrado. 

                                                                                                            Um abraço fraterno,
                                                                                                                  
                                                                                                                  Coordenação diocesana.

                                                                                                                                       21/10/2013. 


HOJE SEGUNDA-FEIRA MEDITAMOS OS MISTÉRIOS G0Z0S0S

   ( Natalidade e crescimento de Jesus )

1º MISTÉRIO: ANUNCIAÇÃO – O ANJO ANUNCIA A MARIA QUE ELA SERÁ MÃE DO FILHO DE DEUS – O SIM..
2º MISTÉRIO: MARIA VISITA SUA PRIMA IZABEL IDOSA QUE ESTAVA GRÁVIDA DE JOÃO BATISTA – ANUNCIANDO A BOA-NOVA...
3º MISTÉRIO: JESUS NASCE EM UMA GRUTA, EM BELÉM.
4º MISTÉRIO: APRESENTAÇÃO DE JESUS AO TEMPLO
5º MISTÉRIO: A PERDA E O REENCONTRO DE JESUS EM JERUSALÉM

Liturgia Diária


 

Primeira Leitura (Rm 4,20-25)
Responsório (Lc 1,69-75)
Evangelho (Lc 12,13-21)

Evangelho (Lc 12,13-21)




— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 13alguém, do meio da multidão, disse a Jesus: “Mestre, dize ao meu irmão que reparta a herança comigo”.
14Jesus respondeu: “Homem, quem me encarregou de julgar ou de dividir vossos bens?” 15E disse-lhes: “Atenção! Tomai cuidado contra todo tipo de ganância, porque, mesmo que alguém tenha muitas coisas, a vida de um homem não consiste na abundância de bens”.
16E contou-lhes uma parábola: “A terra de um homem rico deu uma grande colheita.17Ele pensava consigo mesmo: ‘Que vou fazer? Não tenho onde guardar minha colheita’. 18Então resolveu: ‘Já sei o que vou fazer! Vou derrubar meus celeiros e construir maiores; neles vou guardar todo o meu trigo, junto com os meus bens.19Então poderei dizer a mim mesmo: Meu caro, tu tens uma boa reserva para muitos anos. Descansa, come, bebe, aproveita!’ 20Mas Deus lhe disse: ‘Louco! Ainda nesta noite, pedirão de volta a tua vida. E para quem ficará o que tu acumulaste?’ 21Assim acontece com quem ajunta tesouros para si mesmo, mas não é rico diante de Deus”. 

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Desejo de poder.

A parábola tem alcance muito maior. O verbo “dizer” é repetido várias vezes (vv. 17.18.19), num monólogo do personagem único, solitário e sem próximo. Esta observação, e se é necessário, pode nos levar a intitular a parábola deste modo: “O esquecimento fatal do diálogo”.
Esquecimento do diálogo com Deus, no que concerne ao rico proprietário (vv. 16ss), e do diálogo entre os dois irmãos acerca da partilha dos bens (vv. 13-14). O v. 15 faz a transição entre o pedido de arbitragem de um dos irmãos e a parábola.
A palavra traduzida por “ganância”, no v. 15, em grego exprime uma vontade de ter superioridade, um desejo de poder. “... pois mesmo que se tenha muitas coisas, a vida não consiste na abundância de bens” (v. 15). Isto significa que a riqueza não impede a morte inesperada. A abundância, o ter, pode substituir Deus. Ao invés de nos fazer disponíveis, esta facilidade ou abundância é em que nós confiamos, de fato. Isto é uma ilusão: eu creio possuir, mas, de fato, eu sou possuído! O importante é a nossa maneira de possuir, isto é, o papel que tem em nosso íntimo o que nós possuímos.
Resumidamente, a parábola nos faz perguntar: Você é por ou contra Deus? É esta a questão posta ao rico: “E para quem ficará o que acumulaste?” (v. 20). Cabe a nós, diante do Senhor, respondermos também esta questão: O que é que me enriquece de bens que não se contabilizam, mas modela meu rosto, meu olhar sobre o mundo, sobre os outros e sobre mim mesmo?

Carlos Alberto Contieri.

21 de Outubro - Santo Hilarião


Santo Hilarião de Gaza abade (291-371)

Os pais (pagãos) haviam-no mandado completar os estudos em Alexandria do Egito, onde Hilarião se converteu ao cristianismo, entusiasmado pela vida que levavam os monges, particularmente os eremitas, nas proximidades da cidade.

Assim, depois da morte dos pais, voltou à pátria para distribuir aos pobres todos os bens herdados, depois retirou-se a Maiuna, nas margens do deserto, e levou vida de árdua penitência, sendo alvo do demônio, que se lhe apresentava sob falsas aparências para tentá-lo.

Como sucedia naquela época, em redor de um eremita conviviam outros monges para fazer vida comum. Nasceu assim o primeiro convento palestino.

A fama de sua santidade e os dotes de taumaturgo atraíram-lhe sempre mais numerosos discípulos, e Hilarião, para subtrair-se à não obstante afetuosa presença de tantos devotos, recorreu a uma verdadeira e própria fuga, em direção à Líbia. Depois de percorrer distâncias, aportou na Sicília. Mas também aí sua presença não passou despercebida. Subiu então a península itálica e encontrou refúgio na Dalmácia. Daí retomou o caminho do sul e sua última etapa foi a ilha de Chipre, onde viveu os últimos cinco anos, visitado de tempos em tempos por seu fiel discípulo Eusíquio.

Depois da morte do mestre, Eusíquio subtraiu-lhe o corpo, levando-o a Gaza, suscitando protestos dos cipriotas, que o consideravam seu santo protetor. Os cruzados, séculos depois, encontraram em Gaza sempre viva a devoção a este santo eremita, testemunhada por uma igreja a ele dedicada, junto da qual eles construíram sua fortaleza. Parece que as relíquias do santo não tiveram estável morada na pátria, em Gaza, pois que, segundo uma tradição, teriam sido novamente furtadas e levadas para a França, para Duraval, no tempo de Carlos Magno.