Painel informativo.

- TRÊS VEZES ADMIRÁVEL pela grandeza de sua posição junto à Trindade, como filha predileta do Pai, Mãe do Filho e Esposa do Espírito Santo. Também por ser Mãe de Deus, Mãe do Redentor e Mãe dos Remidos.'

MISTERIOS DE

O Santo Rosário compreende a meditação dos vinte mistérios da Fé Católica, divididos em quatro grupos de cinco mistérios - denominados Terço - e nos leva diariamente ao estudo e meditação profunda da Palavra Sagrada da Bíblia e das passagens mais importantes do Evangelho. Aos mistérios originais, recentemente o Papa João Paulo II instituiu novas meditações, sendo que os mistérios do Santo Rosário são:
Mistérios Gozosos - Natalidade e crescimento de Jesus
Mistérios Dolorosos - Agonia, sofrimento e morte: Amor aos pecadores
Mistérios Gloriosos - Vitória, Salvação, Proteção
Mistérios Luminosos - A humildade, os milagres e o eterno Amor

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ORAÇÃO OFICIAL DO TERÇO DOS HOMENS MÃE RAINHA





Comentário do Evangelho

Promessa do envio do Espírito Santo
 
É a ascensão do Senhor que lhes permite afirmar que ele, por sua ressurreição, está junto do Pai, sentado à sua direita. Tanto no Evangelho de Lucas como nos Atos dos Apóstolos, que é a segunda parte da obra lucana, o relato da Ascensão é precedido da promessa do envio do Espírito Santo e da missão confiada aos discípulos de serem testemunhas de Jesus Cristo (Lc 24,47-49; At 1,8).
Se o Evangelho dá uma breve notícia, dizendo simplesmente que “afastou-se deles e foi levado ao céu” (Lc 24,51), os Atos dedicam um espaço maior à ascensão (At 1,9-11).
O Cristo Ressuscitado continua a ter palavra e a ensinar os apóstolos, mas não de viva voz, e sim pelo Espírito Santo, que faz na comunidade dos discípulos a memória de Jesus, atualiza e esclarece suas palavras e move ao testemunho. Pela ação do Espírito, a presença do Senhor podia e pode ser sentida e reconhecida em todos os âmbitos da vida. É no cotidiano da existência humana que o Senhor se deixa encantar. A sua “elevação” é sentida em todos os lugares e em todo tempo.
Os três versículos que narram a ascensão nos Atos têm por finalidade instruir os discípulos. Em primeiro lugar, a ascensão é uma profissão de fé: tendo ressuscitado dos mortos, Jesus Cristo foi elevado ao céu. Nesse sentido, o relato não se oferece ao exercício ótico nem deve aguçar a imaginação, perguntando-se como se deu esta elevação. A imagem apresentada é ajuda para a intelecção da fé.
Em segundo lugar, o relato da ascensão visa responder à pergunta pelo onde e como encontrar o Ressuscitado elevado ao céu. O verbo “elevar” no passivo – “foi elevado” (v. 9.11), chamado de passivo divino, indica que foi Deus, o Pai, quem o elevou. “Uma nuvem o envolveu” (v. 9). A nuvem é, na tradição bíblica, símbolo da presença de Deus (ver: Ex 13,22). Jesus entra no mistério de Deus; no que é seu, antes da criação do mundo.
Os dois mensageiros celestes auxiliam na compreensão do mistério: “Esse Jesus que vocês viram ser elevado ao céu, virá, assim, do mesmo modo como o vistes partir para o céu” (v. 11). Agora, não depois, o modo da presença de Jesus Ressuscitado é envolto no mistério. Ele se oferece para o reconhecimento na nossa própria humanidade e nas vicissitudes do tempo e da história: “Por que ficais parados, olhando pra o céu?” (v. 11). Neste novo tempo é a fé que permite ver.
Na fé a “elevação” de Jesus não é sentida como ausência, mas como uma forma de presença. O fruto desta presença é a alegria: “Em seguida olharam para Jerusalém, com grande alegria” (Lc 24,52).

 Carlos Alberto Contieri.