Painel informativo.

- TRÊS VEZES ADMIRÁVEL pela grandeza de sua posição junto à Trindade, como filha predileta do Pai, Mãe do Filho e Esposa do Espírito Santo. Também por ser Mãe de Deus, Mãe do Redentor e Mãe dos Remidos.'

MISTERIOS DE

O Santo Rosário compreende a meditação dos vinte mistérios da Fé Católica, divididos em quatro grupos de cinco mistérios - denominados Terço - e nos leva diariamente ao estudo e meditação profunda da Palavra Sagrada da Bíblia e das passagens mais importantes do Evangelho. Aos mistérios originais, recentemente o Papa João Paulo II instituiu novas meditações, sendo que os mistérios do Santo Rosário são:
Mistérios Gozosos - Natalidade e crescimento de Jesus
Mistérios Dolorosos - Agonia, sofrimento e morte: Amor aos pecadores
Mistérios Gloriosos - Vitória, Salvação, Proteção
Mistérios Luminosos - A humildade, os milagres e o eterno Amor

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ORAÇÃO OFICIAL DO TERÇO DOS HOMENS MÃE RAINHA





LITURGIA DIÁRIA

Primeira leitura (Êxodo 24,3-8)

Salmo (Salmos 49)

Evangelho (Mateus 13,24-30)

Evangelho (Mateus 13,24-30)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 24Jesus contou outra parábola à multidão: “O Reino dos Céus é como um homem que semeou boa semente no seu campo. 25Enquanto todos dormiam, veio seu inimigo, semeou joio no meio do trigo, e foi embora. 26Quando o trigo cresceu e as espigas começaram a se formar, apareceu também o joio. 27Os empregados foram procurar o dono e lhe disseram: ‘Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde veio então o joio?’ 28O dono respondeu: ‘Foi algum inimigo que fez isso’. Os empregados lhe perguntaram: ‘Queres que vamos ar­rancar o joio?’ 29O dono respondeu: ‘Não! pode acontecer que, arrancando o joio, arranqueis também o trigo. 30Deixai crescer um e outro até a colheita! E, no tempo da colheita, direi aos que cortam o trigo: arrancai primeiro o joio e o amarrai em feixes para ser queimado! Recolhei, porém, o trigo no meu celeiro’”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.




Comentário do Evangelho

Com a misericórdia de Deus

A categoria de "povo eleito", fundamentada no Primeiro Testamento, é conjugada com a imagem do "inimigo", o qual deve ser destruído. Jesus remove tais concepções pela revelação do amor misericordioso do Pai, sem privilegiados e excluídos. Nesta parábola, exclusiva de Mateus, o inimigo, malígono, está presente, representado pelo joio. Os servos têm o desejo imediato de arrancar o joio. O semeador, contudo, decide que a separação será feita no momento da colheita. A antítese joio - trigo pode induzir a julgamentos sobre as pessoas, separando-as em boas ou más, justas e santas ou pecadoras. A parábola vem contradizer estes critérios de julgamento. No Sermão da Montanha foi proclamado: "Não julgueis e não sereis julgados". Aos discípulos cabe cultivar a seara deixando a Deus a decisão final. Acolhendo-se a todos, com a misericórdia de Deus, abrem-se as portas da esperança e comunica-se a vida.

José Raimundo Oliva

A igreja celebra hoje: Santa Brígida

A santa de hoje nasceu na Suécia, no ano de 1302. Ela foi entregue em casamento a um jovem chamado Wulfon, príncipe de Nerícia.

Ao casar-se com Wulfon, Santa Brígida assumiu, com orações e sacrifícios, a missão de lutar pela conversão de seu esposo, um homem entregue aos vícios e paixões desregradas.

Santa Brígida alcançou esta graça. E, juntamente com seu esposo (agora convertido) numa vida com muitas práticas de piedade, foram a diversas peregrinações, até que aos 32 anos Wulfon veio a falecer.

Agora viúva e mãe de 8 filhos, Santa Brígida dedicou-se inteiramente ao serviço dos mais necessitados, cuidando dos enfermos (dentro de um hospital fundado por ela mesma e por seu esposo). E tudo isto sem perder de vista a formação cristã de seus filhos.

Devota do Sagrado Coração de Jesus e da Santíssima Virgem, Santa Brígida passava horas em adoração a Jesus Sacramentado. Inspirada pelo Espírito Santo, fundou uma Ordem feminina e outra masculina. Consagrou-se na vida religiosa, e em meio a sofrimentos e inspirações reveladoras do próprio Jesus, aprofundou-se no mistério do Cristo crucificado, até que mergulhasse definitivamente neste mistério, quando em Roma, aos 71 anos, entrou na eternidade.


Santa Brígida, rogai por nós!

LITURGIA DIÁRIA

Primeira leitura (Cântico dos Cânticos 3,1-4a)

Salmo (Salmos 62)

Evangelho (João 20,1-2.11-18)

Evangelho (João 20,1-2.11-18)


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

1No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada, quan­do ainda estava escuro, e viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo. 2Então ela saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: “Tiraram o Senhor do túmu­lo, e não sabemos onde o colocaram”.
11Maria estava do lado de fora do túmulo, chorando. Enquanto chorava, inclinou-se e olhou para dentro do túmulo. 12Viu, então, dois anjos vestidos de branco, sentados onde tinha sido posto o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés.
13Os anjos perguntaram: “Mulher, por que choras?” Ela respondeu: “Levaram o meu Senhor e não sei onde o colocaram”. 14Tendo dito isto, Maria voltou-se para trás e viu Jesus, de pé. Mas não sabia que era Jesus. 15Jesus perguntou-lhe: “Mulher, por que choras? A quem procuras?” Pensando que era o jardineiro, Maria disse: “Senhor, se foste tu que o levaste dize-me onde o colocaste, e eu o irei buscar”.
16Então Jesus disse: “Maria!” Ela voltou-se e exclamou, em hebraico: “Rabuni” (que quer dizer: Mestre). 17Jesus disse: “Não me segures. Ainda não subi para junto de meu Pai. Mas vai dizer aos meus irmãos: subo para junto do meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus”. 18Então Maria Madalena foi anunciar aos discípulos: “Eu vi o Senhor!”, e contou o que Jesus lhe tinha dito.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário do Evangelho

Uma presença diferente

O evangelho de João dá um destaque particular a Maria Madalena ao narrar a sua visita, sozinha, ao túmulo de Jesus. Maria, até então, pensa que a morte triunfou, para ela ainda "estava escuro" (Jo 20,1). Sua visita ao túmulo é um culto saudoso ao morto, e chora. Ela tem dificuldades em reconhecer o próprio Jesus que lhe está próximo e lhe fala. Ela o reconhece quando é chamada pelo seu próprio nome. É o pastor que chama as ovelhas, e elas conhecem sua voz. Maria pensa em reter o Jesus que tem na memória, porém sua forma de presença, agora, é diferente. Jesus é encontrado na partilha em comunidade e na missão.

José Raimundo Oliva

A igreja celebra hoje: Santa Maria Madalena

Natural de Mágdala, na Galileia, Maria Madalena foi contemporânea de Jesus Cristo, tendo vivido no Século I. O testemunho de Maria Madalena é encontrado nos quatro Evangelhos:

"Os doze estavam com ele, e também mulheres que tinham sido curadas de espíritos maus e de doenças. Maria, dita de Mágdala, da qual haviam saído sete demônios..." (Lc 8,1-2).

Após ter sido curada por Jesus, Maria Madalena coloca-se a serviço do Reino de Deus, fazendo um caminho de discipulado, de seguimento a Nosso Senhor no amor e no serviço. E este amor maduro de Maria Madalena levou-a até ao momento mais difícil da vida e da missão de Nosso Senhor, permanecendo ao lado d'Ele:

"Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe e a irmã de sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena" (Jo 19,25).

Maria Madalena foi a primeira testemunha da Ressurreição de Jesus:

"Então, Jesus falou: 'Maria!' Ela voltou-se e exclamou, em hebraico: 'Rabûni!' (que quer dizer: Mestre)" (Jo 20,16).

A partir deste encontro com o Ressuscitado, Maria Madalena, discípula fiel, viveu uma vida de testemunho e de luta pela santidade.

Existe também uma tradição de que Maria Madalena, juntamente com a Virgem Maria e o Apóstolo João, foi evangelizar em Éfeso, onde depois veio a falecer nesta cidade.

O culto à Santa Maria Madalena no Ocidente propagou-se a partir do Século XII.

Santa Maria Madalena, rogai por nós!

LITURGIA DIÁRIA

Primeira leitura (Êxodo 19,1-2.9-11.16-20b)

Salmo (Daniel 3,52-56)

Evangelho (Mateus 13,10-17)

Evangelho (Mateus 13,10-17)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 10os discípulos aproximaram-se e disseram a Jesus: “Por que tu falas ao povo em parábolas?” 11Jesus respondeu: “Porque a vós foi dado o conhecimento dos mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não é dado.
12Pois à pessoa que tem, será dado ainda mais, e terá em abundância; mas à pessoa que não tem, será tirado até o pouco que tem. 13É por isso que eu lhes falo em parábolas: porque olhando, eles não vêem, e ouvindo, eles não escutam, nem compreendem.
14Deste modo se cumpre neles a profecia de Isaías: ‘Havereis de ouvir, sem nada entender. Havereis de olhar, sem nada ver. 15Porque o coração deste povo se tornou insensível. Eles ouviram com má vontade e fecharam seus olhos, para não ver com os olhos nem ouvir com os ouvidos, nem compreender com o coração, de modo que se convertam e eu os cure’.
16Felizes sois vós, porque vossos olhos veem e vossos ouvidos ouvem. 17Em verdade vos digo, muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes, e não viram, desejaram ouvir o que ouvis, e não ouviram”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário do Evangelho

Jesus veio para buscar o que estava perdido

Esta explicação sobre o porque falar em parábolas, com um teor acentuadamente excludente, parece ser uma elaboração tardia das comunidades em conflito com os fariseus, porém atribuída a Jesus. O falar em parábolas para que não enxerguem, não escutem, não entendam, e não se convertam, tem algo de contraditório. O mesmo se pode dizer da sentença "a quem tem será dado... a quem não tem será tirado..." típica de uma sociedade de privilegiados, sendo impróprio pensar em transpô-la para o ter ou não ter a fé. Em oposição, proclama-se a bem-aventurança dos olhos que vêm e dos ouvidos que ouvem, dirigida àqueles que se fizeram discípulos de Jesus. Jesus veio para buscar o que estava perdido e veio para que todos tenham vida.

José Raimundo Oliva

A igreja celebra hoje: São Lourenço de Brindes

Presbítero da Igreja, o santo de hoje é reconhecido como Doutor, pois amou, aprofundou, serviu e com ardor comunicou a Sã Doutrina Católica. Nascido em Brindes, na Itália, no ano de 1559, São Lourenço entrou na família franciscana, como Capuchinho e chegou a Superior Geral.

Homem de Deus e conciliador da maneira franciscana de viver com as necessidades da época, como pregador espalhou a Palavra de Deus em muitos lugares, como Itália, Espanha, Portugal, França, Bélgica, Holanda. Conhecedor do hebraico, aramaico, caldeu, grego, latim, alemão, italiano e outras línguas, pôde - como teólogo e apologista - aprofundar nos estudos das Sagradas Escrituras e bradar pelos quatro cantos da Igreja e do mundo a Verdade, pois o protestantismo se alastrava, assim como diversas heresias.

São Lourenço fugia constantemente das honras e, além de dormir no chão, levantava-se à noite para rezar e se alimentava somente de pão, água e verduras, como penitência. Além de grande propagador da Palavra, foi quem muito lutou para vivê-la, por isso, ao ocupar a função de diplomata da Igreja, serviu de pacificador durante a ameaça de invasão por parte dos turcos. São Lourenço, que entrou no Céu com 60 anos, deixou muitos escritos, os quais externam o amor pela Palavra de Deus: "A Palavra de Deus é luz para a inteligência, fogo para a vontade, para que o homem possa conhecer e amar a Deus... É martelo contra a dura obstinação do coração, nos vícios contra a carne, o mundo e o demônio; é espada que mata todo o pecado".

São Lourenço de Brindes, rogai por nós!

Homenagem especial aos amigos - Hino dos Amigos


A canção da américa.
Eternizada na voz de Milton Nascimento é o verdadeiro Hino da Amizade, é quase impossível ouvir essa música sem se emocionar e pensar nos bons amigos e amigas com quem compartilhamos nossos momentos de felicidade.

Amigo é coisa pra se guardar
Debaixo de sete chaves,
Dentro do coração.
Assim falava a canção que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver seu amigo partir.

Mas quem ficou no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou, no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou

Amigo é coisa pra se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam não
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração

Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia amigo eu volto
a te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar.

(Fernando Brant e Milton Nascimento)

LITURGIA DIÁRIA

Primeira leitura (Êxodo 16,1-5.9-15)

Salmo (Salmos 77)

Evangelho (Mateus 13,1-9)

Evangelho (Mateus 13,1-9)


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

1Naquele dia, Jesus saiu de casa e foi sentar-se às margens do mar da Galileia. 2Uma grande multidão reuniu-se em volta dele. Por isso Jesus entrou numa barca e sentou-se, enquanto a multidão ficava de pé, na praia. 3E disse-lhes muitas coisas em parábolas:
“O semeador saiu para semear. 4Enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho, e os pássaros vieram e as comeram. 5Outras sementes caíram em terreno pedregoso, onde não havia muita terra. As sementes logo brotaram, porque a terra não era profunda. 6Mas, quando o sol apareceu, as plantas ficaram queimadas e secaram, porque não tinham raiz.
7Outras sementes caíram no meio dos espinhos. Os espinhos cresceram e sufocaram as plantas. 8Outras sementes, porém, caíram em terra boa, e produziram à base de cem, de sessenta e de trinta frutos por semente. 9Quem tem ouvidos, ouça!”

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário do Evangelho

A parábola mantém viva a memória de Jesus

Jesus sai de "casa", ambiente de convívio com os discípulos, e senta-se a "beira-mar", local onde se reúne a multidão. Ele fala em parábolas com imagens da vida comum, accessível a todos, afim de que compreendam sua mensagem. As parábolas são elaboradas a partir fatos quotidianos e marcantes que, por comparação, partindo do visível e sensível se entenda as realidades mais sutis dos relacionamentos humanos e do relacionamento com Deus. De certo modo se comparam às fábulas gregas. Ao longo da parábola, o semeador e a semente são os mesmos. Os terrenos são diversos, são as pessoas, a maneira como recebem a palavra de Deus. A parábola mantém viva a memória de Jesus, o semeador, e sua palavra, a semente, como a fonte vital do compromisso e da perseverança no Reino de Deus. E apresenta o panorama da comunidade, na sua diversidade e em seus problemas, conforme as várias maneiras com que seus membros recebem a palavra de Jesus.

José Raimundo Oliva

A igreja celebra hoje: Santo Aurélio

A Igreja da África, durante os anos de 392 até 429, foi agraciada com o governo santo do primeiro Bispo de Cartago, que santificou-se tornando seu povo também santo. Santo Aurélio nasceu no século IV e desde diácono se destacava pela caridade, zêlo, pureza de vida e pelo culto da Liturgia.

O grande Aurélio esteve como Bispo responsável por toda uma região e todos o chamavam - por respeito - de "Santo Papa Aurélio". Não possuía grandes dotes intelectuais, porém, na Providência Divina, tinha grande amizade com o sábio e Bispo de Hipona: Santo Agostinho. Unido ao Doutor da Graça, pôde combater a auto-suficiência do Pelagianismo e outras heresias que encontraram a condenação no seu tempo.

Muito do que sabemos hoje de Santo Aurélio foi o próprio Santo Agostinho quem informou, pois este admirava a prudência, a piedade e a humildade deste pastor e pai, que tudo fazia pela salvação das almas e pureza da doutrina cristã. Santo Aurélio passou da Igreja militante, para a Igreja triunfante pouco tempo antes de Santo Agostinho, isto em 429.

Santo Aurélio, rogai por nós!

LITURGIA DIÁRIA

Primeira leitura (Êxodo 14,21-15,1)

Salmo (Êxodo 15)

Evangelho (Mateus 12,46-50)

Evangelho (Mateus 12,46-50)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 46enquanto Jesus estava falando às multidões, sua mãe e seus irmãos ficaram do lado de fora, procurando falar com ele. 47Alguém disse a Jesus: “Olha! Tua mãe e teus irmãos estão aí fora, e querem falar contigo”. 48Jesus pergun­tou àquele que tinha falado: “Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?” 49E, estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse: “Eis minha mãe e meus irmãos. 50Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário do Evangelho

O amor que se abre, se faz solidário

Após quatro narrativas de conflito com os escribas e os fariseus, Mateus narra este episódio em que introduz a família de Jesus. O clima é o de um conflito potencial face às exigências de mudanças, conforme a boa nova de Jesus. Esta narrativa é didática, visando à conversão. A família é a célula básica na composição do tecido social. Uma família conservadora é reprodutora da tradicional sociedade opressora e excludente. Há grande interesse dos poderosos em manter as tradições que lhes permitem gozar de seus privilégios. Agora, Jesus propõe a substituição de um conceito hermético de família para um conceito aberto e solidário, conforme a vontade do Pai. Substitui os laços formais familiares pelos laços do amor compassivo e comunicativo que vai muito além dos limites da família. É o amor que se liberta da servidão aos interesses do mercado, na ambição do ter e do enriquecer. É o amor que se abre e se faz solidário com os oprimidos e com os mais carentes. A semente lançada por Jesus supõe um processo de amadurecimento e crescimento. É com este processo que estamos comprometidos, por nossa fé, dedicando-nos à construção do mundo novo possível.

José Raimundo Oliva

A igreja celebra hoje: São Símaco

Neste dia, celebramos um santo Papa que enfrentou um período da história em que a Igreja sofria com pressões internas e externas.

Nasceu na Ilha da Sardenha no século V. Pertenceu ao clero romano e foi eleito Papa em 498. No tempo de Símaco, a Igreja era duramente atingida por perseguições.

Muitas famílias tradicionais de Roma, bem como o Senado, buscavam de todas as formas influenciar a ação da Igreja, trazendo assim muitos prejuízos; isto perdurou por um tempo até levantar-se Símaco. O santo Papa combateu e venceu estes "invasores", recuperando assim a total liberdade da Igreja, na sua organização e disciplina.

Com a queda do império romano e a invasão dos vândalos, godos, visigodos e longobardos, que começavam a dominar o Ocidente, São Símaco, na ousadia, entrou nas intrigas sociais e políticas, para assim tomar partido da paz e da harmonia e não de algum dos lados. Na função eficiente de pai comum, suscitou a inveja do imperador do Oriente que começou a perseguir os cristãos; em resposta a esta atitude corrigiu Símaco: "Lança um olhar, o Imperador, a tantos príncipes que perseguiram a Igreja e vê como todos eles tiveram triste fim, ao passo que a Igreja perseguida continua com tanto mais glória, quanto mais violenta lhe foi a perseguição".

Símaco era conciliador, homem de justiça e sinal de paz.

Em 514 ele partiu para a glória celeste e intercede por nós, para que nos tempos de hoje, por amor a Cristo e à Igreja, sejamos promotores da paz.

São Símaco, rogai por nós!

LITURGIA DIÁRIA

Primeira leitura (Êxodo 14,5-18)

Salmo (Êxodo 15)

Evangelho (Mateus 12,38-42)

Evangelho (Mateus 12,38-42)



— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 38alguns mestres da Lei e fariseus disseram a Jesus: “Mestre, queremos ver um sinal realizado por ti”. 39Jesus respondeu-lhes: “Uma geração má e adúltera busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal do profeta Jonas.
40Com efeito, assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim também o Filho do Homem estará três dias e três noites no seio da terra. 41No dia do juízo, os habitantes de Nínive se levantarão contra essa geração e a condenarão, porque se converteram diante da pregação de Jonas. E aqui está quem é maior do que Jonas.
42No dia do juízo, a rainha do Sul se levantará contra essa geração, e a condenará, porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão. E aqui está quem é maior do que Salomão”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.




Comentário do Evangelho

A pregação de Jonas foi sinal para o povo

Esta narrativa está presente nos três evangelistas sinóticos. Em Marcos, mais simples, talvez corresponda mais à sua origem em Jesus. Ao pedido dos fariseus de um sinal de Jesus, a resposta é simplesmente negativa: nenhum sinal será dado a esta geração. Jesus, com a recente partilha do pão (Mc 8,1-10), já proporcionara o sinal por excelência e suficiente. Lucas e Mateus, após narrarem a negativa de Jesus, concedem o sinal de Jonas. Lucas apresenta o sinal de Jonas do ponto de vista missionário: é a pregação de Jonas que foi sinal para o povo ninivita. Assim, a pregação de Jesus é o sinal para o mundo. Mateus, por sua vez, vai apresentar o sinal do ponto de vista messiânico: os três dias e três noites de Jonas no ventre da baleia simbolizam a morte e ressurreição de Jesus. Mateus faz esta interpretação messiânica tendo em vista atender sua comunidade de discípulos oriundos do judaísmo.
Hoje, sob um olhar universalista, compreendemos que os sinais de Jesus são os atos de libertação dos oprimidos e de promoção da vida.

José Raimundo Oliva

A igreja celebra hoje: São Francisco Solano

Nasceu na Espanha no ano de 1549. Sua formação passou pelo colégio jesuíta, ingressando mais tarde na Ordem Franciscana. Prestou ali muitos serviços, mas seu grande desejo era a evangelização para muitos. Foi quando deixou a Europa e foi para a América Latina.

Chegou em Lima (Peru), evangelizando também pela Argentina, Chile, Paraguai, Andes etc. Tudo isso em busca de evangelizar a muitos.

Francisco Solano consumiu-se na evangelização. Por obediência voltou a Lima para ser, dentro da Ordem, um formador de novos evangelizadores.

Solano faleceu com 61 anos pronunciando palavras de louvor ao Senhor: "Deus seja bendito!"

Quem se consome pelas almas, tem a certeza de que Deus foi glorificado.

São Francisco Solano, rogai por nós!

LITURGIA DIÁRIA

Primeira leitura (Sabedoria 12,13.16-19)

Segunda leitura (Romanos 8,26-27)

Salmo (Salmos 85)

Evangelho (Mateus 13,24-43)

Evangelho (Mateus 13,24-43)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo: 24Jesus contou outra parábola à multidão: “O Reino dos Céus é como um homem que semeou boa semente no seu campo. 25Enquanto todos dormiam, veio seu inimigo, semeou joio no meio do trigo, e foi embora. 26Quando o trigo cresceu e as espigas começaram a se formar, apareceu também o joio. 27Os empregados foram procurar o dono e lhe disseram: ‘Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde veio então o joio?’ 28O dono respondeu: ‘Foi algum inimigo que fez isso’. Os empregados lhe perguntaram: ‘Queres que vamos arrancar o joio?’ 29O dono respondeu: ‘Não! Pode acontecer que, arrancando o joio, arranqueis também o trigo. 30Deixai crescer um e outro até a colheita! E, no tempo da colheita, direi aos que cortam o trigo: arrancai primeiro o joio e amarrai-o em feixes para ser queimado. Recolhei, porém, o trigo no meu celeiro!”
31Jesus contou-lhes outra parábola: “O Reino dos Céus é como uma semente de mostarda que um homem pega e semeia no seu campo. 32Embora ela seja a menor de todas as sementes, quando cresce, fica maior do que as outras plantas. E torna-se uma árvore, de modo que os pássaros vêm e fazem ninhos em seus ramos”.
33Jesus contou-lhes ainda outra parábola: “O Reino dos Céus é como o fermento que uma mulher pega e mistura com três porções de farinha, até que tudo fique fermentado”.
34Tudo isso Jesus falava em parábolas às multidões. Nada lhes falava sem usar parábolas, 35para se cumprir o que foi dito pelo profeta: “Abrirei a boca para falar em parábolas; vou proclamar coisas escondidas desde a criação do mundo”.
36Então Jesus deixou as multidões e foi para casa. Seus discípulos aproximaram-se dele e disseram: “Explica-nos a parábola do joio!” 37Jesus respondeu: “Aquele que semeia a boa semente é o Filho do Homem. 38O campo é o mundo. A boa semente são os que pertencem ao Reino. O joio são os que pertencem ao Maligno. 39O inimigo que semeou o joio é o diabo. A colheita é o fim dos tempos. Os ceifeiros são os anjos. 40Como o joio é recolhido e queimado ao fogo, assim também acontecerá no fim dos tempos: 41o Filho do Homem enviará seus anjos, e eles retirarão do seu Reino todos os que fazem outros pecar e os que praticam o mal; 42e depois os lançarão na fornalha de fogo. Aí haverá choro e ranger de dentes. 43Então os justos brilharão como o sol no Reino de seu Pai. Quem tem ouvidos, ouça”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.


Comentário do Evangelho

O projeto de Deus se realizará no mundo

Mateus, conforme o estilo catequético de seu evangelho, reúne no capítulo 13 uma coletânea com sete parábolas. No trecho de hoje, temos três delas, sendo a parábola do trigo e do joio explicada no estilo de uma alegoria. A parábola do joio e do trigo destaca que a missão não está em combater o inimigo, mas em cultivar os valores do Reino. Fica removida, assim, a obsessiva idéia do "inimigo", muito presente no Primeiro Testamento, de modo particular nos Salmos. As parábolas do grão de mostarda e do fermento fortalecem os discípulos na esperança. As duas são elaboradas a partir de imagens do ambiente familiar: um homem em seu campo e uma mulher em sua casa preparando o pão. Na primeira parábola são relativizadas as esperanças messiânicas de Israel como poderoso dominador das nações, tomando-se como referência o pequeno grão de mostarda plantado por um camponês. Na segunda, com a mulher que coloca o discreto fermento na massa de farinha, levedando-a, temos o fermento do amor, que se diferencia do fermento da hipocrisia dos fariseus, sobre o qual Jesus adverte seus discípulos (Mt 12,1). Em ambas, revela-se o Reino de Deus, realmente presente no mundo, na sua dimensão de humildade e simplicidade. Não como afirmação de poder, mas pela transformação dos corações e das relações pessoais, no amor e na justiça, fundamentos da nova sociedade possível. A explicação alegórica da parábola do trigo e do joio é própria de Mateus. Com freqüência Mateus recorre à expressão apocalíptica do juízo final como forma de pressão para que a comunidade desperte para a obediência à palavra de Jesus. Aqui é o tema da colheita final, quando o joio será queimado, bem como os que praticam o mal, jogados na fornalha de fogo, onde haverá choro e ranger de dentes. Esta expressão, cruel, é característica de Mateus que a repete por seis vezes no seu evangelho. Acolhendo a todos com a clemência de Deus (primeira leitura) abrem-se as portas da verdadeira esperança e comunica-se a vida e o amor, sem discriminações. Deixando-se conduzir pelo Espírito, o projeto de Deus se realizará no mundo.

José Raimundo Oliva

A igreja celebra hoje: Bem-aventurado Inácio de Azevedo e companheiros mártires

Quarenta mártires. Entre eles 2 padres, 24 estudantes e 14 irmãos auxiliares. Portugueses e espanhóis. Todos pertenciam à Companhia de Jesus.

Inácio de Azevedo nasceu no Porto em 1526. Aos 23 anos, já tinha entrado na Companhia de Jesus ocupando vários serviços. Era ardoroso pelas missões além fronteiras.

Foi quando o Superior Geral o enviou para o Brasil e, ao retornar, testemunhou a necessidade de mais missionários. Saíram por isso, 3 naus missionárias. Em uma delas estavam Inácio de Azevedo e os 39 companheiros. A nau foi interceptada por 5 navios de inimigos da fé católica que queriam a morte de todos.

Por amor à Igreja ele aceitou o martírio. Exortou e consolou seus filhos espirituais. Foi morto e lançado ao mar. E todos foram martirizados, alcançando a coroa da glória na eternidade.

Inácio e seus companheiros foram assassinados por serem católicos e missionários. Estamos no tempo das novas missões. A começar na nossa casa e onde convivemos. Ali, é o primeiro lugar onde devemos testemunhar o amor a Cristo e, se preciso, sofrer por Ele.

Nossa Senhora está conosco, os santos intercedem por nós e os mártires rogam pela nossa fidelidade.

Bem-aventurado Inácio de Azevedo e companheiros mártires, rogai por nós!