Painel informativo.

- TRÊS VEZES ADMIRÁVEL pela grandeza de sua posição junto à Trindade, como filha predileta do Pai, Mãe do Filho e Esposa do Espírito Santo. Também por ser Mãe de Deus, Mãe do Redentor e Mãe dos Remidos.'

MISTERIOS DE

O Santo Rosário compreende a meditação dos vinte mistérios da Fé Católica, divididos em quatro grupos de cinco mistérios - denominados Terço - e nos leva diariamente ao estudo e meditação profunda da Palavra Sagrada da Bíblia e das passagens mais importantes do Evangelho. Aos mistérios originais, recentemente o Papa João Paulo II instituiu novas meditações, sendo que os mistérios do Santo Rosário são:
Mistérios Gozosos - Natalidade e crescimento de Jesus
Mistérios Dolorosos - Agonia, sofrimento e morte: Amor aos pecadores
Mistérios Gloriosos - Vitória, Salvação, Proteção
Mistérios Luminosos - A humildade, os milagres e o eterno Amor

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ORAÇÃO OFICIAL DO TERÇO DOS HOMENS MÃE RAINHA





Evangelho (Lucas 18,1-8)


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1Jesus contou aos discípulos uma parábola, para mostrar-lhes a necessidade de rezar sempre, e nunca desistir, dizendo: 2“Numa cidade havia um juiz que não temia a Deus, e não respeitava homem algum. 3Na mesma cidade havia uma viúva, que vinha à procura do juiz, pedindo: ‘Faze-me justiça contra o meu adversário!’
4Durante muito tempo, o juiz se recusou. Por fim, ele pensou: ‘Eu não temo a Deus, e não respeito homem algum. 5Mas esta viúva já me está aborrecendo. Vou fazer-lhe justiça, para que ela não venha agredir-me!’” 6E o Senhor acrescentou: “Escutai o que diz este juiz injusto. 7E Deus, não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele? Será que vai fazê-los esperar?
8Eu vos digo que Deus lhes fará justiça bem depressa. Mas o Filho do homem, quando vier, será que ainda vai encontrar fé sobre a terra?”

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário do Evangelho

Importância da oração

Lucas, em seu Evangelho, dá um destaque especial a três temas: a revelação da misericórdia de Deus, a denúncia do escândalo da divisão da sociedade em ricos e pobres, e a importância da oração. Em relação a este último tema, várias vezes ele narra momentos de oração de Jesus e apresenta duas singelas parábolas que revelam a importância da oração. Nesta parábola de hoje, de compreensão simples, os personagens são uma viúva e um juiz iníquo que não respeitava homem algum. Ela mostra como os pequenos e excluídos, injustiçados, devem clamar a Deus por seus direitos, lutando pela implantação da verdadeira justiça. A oração é uma prática presente em todas as religiões. É um dos momentos de encontro com Deus. Com Jesus aprendemos, de maneira simples, como orar. A sentença final nos desafia a mantermos viva a nossa fé.

José Raimundo Oliva

A igreja celebra hoje: Santo Estanislau

O santo, que lembramos com muito carinho neste dia, nasceu na nobre e influente família dos Kostka, a qual possuía uma sólida vida de piedade familiar. Nasceu no castelo de Rostkow, na vila de Prasnitz (Polônia), a 28 de outubro de 1550. Nesse ambiente é que Estanislau cresceu na amizade e intimidade com Cristo.

Quando tinha 14 anos foi estudar em Viena, juntamente com seu irmão mais velho, Paulo. Devido a uma ordem do Imperador Maximiliano I, o internato jesuíta onde estudavam foi fechado, sobrando como refúgio o castelo de um príncipe luterano, que com Paulo, promoveu o calvário doméstico de Estanislau. Em resposta às agressões do irmão, que também eram físicas, e as tentações da corte, o santo e penitente menino permanecia firme em seus propósitos cristãos: "Eu nasci para as coisas eternas e não para as coisas do mundo".

Diante da pressão sofrida, a saúde de Estanislau cedeu, e ao pedir que providenciassem um sacerdote para que pudesse comungar o Corpo de Cristo, recebeu a negativa dos homens, mas não a de Deus. Santa Bárbara apareceu-lhe, na companhia de anjos, portando Jesus Eucarístico e, em seguida, trazendo-lhe a saúde física, surgiu a Virgem Maria com o Menino Jesus.

Depois desse fato o jovem discerniu sua vocação à vida religiosa como jesuíta, por isso enfrentou familiares e, ousadamente, fugiu sozinho, a pé, e foi parar na Companhia de Jesus. Acolhido pelo Provincial que o ouviu e se encantou com sua história, com somente 18 anos de idade, viveu apenas 9 meses no Noviciado, porque adquiriu uma misteriosa febre e antes de morrer os sacerdotes ouviram do seus lábios sorridentes dizerem: "Maria veio buscar-me, acompanhada de virgens para me levar consigo".

Santo Estanislau, rogai por nós!

Evangelho (Lucas 17,26-37)


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 26“Como aconteceu nos dias de Noé, assim também acontecerá nos dias do Filho do Homem. 27Eles comiam, bebiam, casavam-se e se davam em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. Então chegou o dilúvio e fez morrer todos eles. 28Acontecerá como nos dias de Ló: comiam e bebiam, compravam e vendiam, plantavam e construíam. 29Mas no dia em que Ló saiu de Sodoma, Deus fez chover fogo e enxofre do céu e fez morrer todos.
30O mesmo acontecerá no dia em que o Filho do Homem for revelado. 31Nesse dia, quem estiver no terraço, não desça para apanhar os bens que estão em sua casa. E quem estiver nos campos não volte para trás. 32Lembrai-vos da mulher de Ló.
33Quem procura ganhar a sua vida vai perdê-la; e quem a perde vai conservá-la. 34Eu vos digo: nesta noite, dois estarão numa cama; um será tomado e o outro será deixado. 35Duas mulheres estarão moendo juntas; uma será tomada e a outra será deixada. 36Dois homens estarão no campo; um será levado e o outro será deixado”.
37Os discípulos perguntaram: “Senhor, onde acontecerá isso?” Jesus respondeu: “Onde estiver o cadáver, aí se reunirão os abutres”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.





Comentário do Evangelho

Reino de acolhida

Lucas reúne, neste texto, fragmentos da tradição escatológica, elaborados pelas comunidades originárias do Judaísmo, inspiradas nas imagens violentas frequentes no Primeiro Testamento. Estes fragmentos podem ser encontrados no "discurso escatológico", em Mateus (cap. 24) e em Marcos (cap. 13). O fim trágico seria semelhante ao dilúvio, nos dias de Noé, ou à destruição de Sodoma, nos dias de Ló. Algumas passagens podem ser acréscimos, aludindo à destruição de Jerusalém pelos romanos no ano 70. Com o passar do tempo, a expectativa escatológica de um trágico fim iminente foi cedendo lugar à compreensão da presença, já, do Reino de acolhida, amor e paz, entre nós. Os discípulos empenhados na implantação da justiça, hoje, em vista de um novo mundo, preservam sua
vida na comunhão com Jesus e o Pai.

José Raimundo Oliva

A igreja celebra hoje: São Josafá

Hoje celebramos a memória do santo Bispo que derramou o seu sangue por amor do Supremo e Único Pastor das ovelhas, tornando-se precursor do ecumenismo. João Kuncevicz nasceu em Wladimir (Ucrânia), no ano de 1580, numa família de ortodoxos, ou seja, ligados à Igreja Bizantina e não à Igreja Romana.

Com a mudança de vida mudou também o nome para Josafá, pois era comerciante até que, tocado pelo Espírito do Senhor, abraçou a fé católica e entrou para a Ordem de São Basílio, na qual, como monge desde os 24 anos, tornou-se apóstolo da unidade e sacerdote do Senhor. Dotado de muitas virtudes e dons, foi superior de vários conventos, até tornar-se Arcebispo de Polotsk em 1618 e lutar pela formação do Clero, pela catequese do povo e pela evangelização de todos.

São Josafá, além de promover com o seu testemunho a caridade para com os pobres, desgastou-se por inteiro na promoção da unidade da Igreja Bizantina com a Romana; por isso conseguiu levar muitos a viverem unidos na Igreja de Cristo. Os que entravam em comunhão com a Igreja Romana, como Josafá, passaram a ser chamados de "uniatas", ou seja, excluídos e acusados de maus patriotas e apóstolos, segundo os ortodoxos. Aconteceu que numa viagem pastoral, Josafá, com 43 anos na época, foi atacado, maltratado e martirizado. Após ser assassinado, São Josafá foi preso a um cão morto e lançado num rio. Dessa forma, entrou no Céu, donde continua intercedendo pela unidade dos cristãos, tanto assim que os próprios assassinos mais tarde converteram-se à unidade desejada por Nosso Senhor Jesus Cristo.

São Josafá, rogai por nós!

Evangelho (Lucas 17,20-25)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 20os fariseus perguntaram a Jesus sobre o momento em que chegaria o Reino de Deus. Jesus respondeu: “O Reino de Deus não vem ostensivamente. 21Nem se poderá dizer: ‘Está aqui’ ou ‘Está ali’, porque o Reino de Deus está entre vós”.
22E Jesus disse aos discípulos: “Dias virão em que desejareis ver um só dia do Filho do Homem e não podereis ver. 23As pessoas vos dirão: ‘Ele está ali’ ou ‘Ele está aqui’. Não deveis ir, nem correr atrás. 24Pois, como o relâmpago brilha de um lado até o outro do céu, assim também será o Filho do Homem, no seu dia. 25Antes, porém, ele deverá sofrer muito e ser rejeitado por esta geração”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.




Comentário do Evangelho

Jesus permanece eternamente

No Judaísmo esperava-se a chegada do Reino de Deus, no qual o povo eleito, como filhos de Abraão, teria entrada garantida. Discutia-se quando tal se sucederia e eram esperados grandes sinais extraordinários que o antecipariam. Os fariseus vão a Jesus perguntar sobre o momento desta chegada do Reino. Jesus, em resposta, remove qualquer ideia de privilégios particulares ou de uma chegada ostensiva e extraordinária. Na realidade, "o Reino de Deus está no meio de vós", isto é, está ao alcance de cada um, na vida comum do dia a dia, sem discriminações de raça ou religião. Em seguida Jesus dirige-se aos discípulos. A eles Jesus repete sua advertência, identificando-se com o Filho do homem, na simplicidade de sua humanidade comum, o que não é percebido pelos discípulos que participavam também das expectativas tradicionais do Judaísmo. Porém o Filho do homem deve sofrer, pois as forças repressivas do sistema religioso já decidiram sua morte. Contudo, Jesus permanece eternamente, além da morte, brilhando para todos, como o relâmpago.

José Raimundo Oliva

A igreja celebra hoje: São Martinho de Tours

Hoje celebramos a memória do Bispo São Martinho, que tornou-se intercessor e modelo de apostolado para todos nós.

Nasceu em 316 na Panônia (atual Hungria), numa família pagã que da parte do pai (oficial do exército romano) fez de Martinho um militar, enquanto o Pai do Céu o estava fazendo cristão, já que começou a fazer o Catecumenato.

Certa vez quando militar, mas ainda não batizado, Martinho partiu em duas partes seu manto para dá-lo a um pobre, e assim Jesus aparece-lhe durante a noite e disse-lhe: "Martinho, principiante na fé, cobriu-me com este manto". Então este homem de Deus foi batizado e abandonou a vida militar para viver intensamente a vida religiosa e as inspirações do Espírito Santo para sua vida.

Com a direção e ajuda do Bispo Hilário, Martinho tornou-se monge, Diácono, fundador do primeiro mosteiro na França e depois sacerdote que formava os seus "filhos" para a contemplação e ao mesmo tempo para a missão de evangelizar os pagãos; diferenciando-se com isso dos mosteiros do Oriente.

Por ser fiel no pouco, São Martinho recebeu o mais, que veio com a sua Ordenação para Bispo em Tours. Isto não o impediu de fundar ainda muitos outros mosteiros a fim de melhor evangelizar sua Diocese. Entrou no Céu em 397.

São Martinho de Tours, rogai por nós!

Evangelho (Lucas 17,11-19)


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

11Aconteceu que, caminhando para Jerusalém, Jesus passava entre a Samaria e a Ga­lileia. 12Quando estava para entrar num povoado, dez leprosos vieram a seu encontro. Pararam à distância, 13e gritaram: “Jesus, Mestre, tem compaixão de nós!” 14Ao vê-los, Jesus disse: “Ide apresentar-vos aos sacerdotes”.
Enquanto caminhavam, aconteceu que ficaram curados. 15Um deles, ao perceber que estava curado, voltou glorificando a Deus em alta voz; 16atirou-se aos pés de Jesus, com o rosto por terra, e lhe agradeceu. E este era um samaritano.
17Então Jesus lhe perguntou: “Não foram dez os curados? E os outros nove, onde estão? 18Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, a não ser este estrangeiro?” 19E disse-lhe: “Levanta-te e vai! Tua fé te salvou”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Só é curado quem busca o Deus da cura

A Palavra de Deus, no Evangelho de hoje, nos apresenta o episódio da cura dos dez leprosos. Mas a pergunta é: será que verdadeiramente foram os dez que ficaram curados da lepra, conforme narra São Lucas? Se não foram os dez que foram curados, o Evangelho está se contradizendo? Não! Entendamos todo o processo e o projeto de Deus para a cura de cada um de nós.

Em primeiro lugar, se queremos ser curados pelo Senhor, precisamos tomar algumas decisões fundamentais para que sejamos curados, pois a cura e a libertação estão dentro do grande projeto de Deus para a nossa vida.

É preciso [se quisermos ser curados] que venhamos a clamar pela cura em comunidade; enquanto cada leproso estava preocupado consigo, todos nada adquiriram, pois o Senhor escuta a oração da comunidade e não a oração egoísta, individualizada. Quando eles resolveram se unir em oração a graça aconteceu.

Eles resolveram buscar o Deus da cura e não somente a cura de Deus – fato este que comprova a cura, ou seja, só é curado quem busca o Deus da cura. Eles se apresentam para Jesus, que inicia o processo de cura e os convida para irem se apresentar aos sacerdotes. Por que se apresentarem aos sacerdotes? Porque não existe como sermos curados sem nos colocarmos a serviço da comunidade e dos irmãos. Eles vão para testemunharem a graça da cura; muito mais que falarem acerca do que Deus fez, com a vida, testemunhar as maravilhas de Deus.

Uma coisa sempre intrigou o meu coração no que diz respeito ao fato da exigência de Cristo com relação aos outros nove que não se apresentam a Ele, a exemplo daquele samaritano. Sempre me perguntei: será que Jesus, ao operar o milagre, necessitava de um agradecimento? Vejo, obviamente, que não. Mas então, o que está por trás desta exigência para com os outros nove que não foram agradecer ao Senhor?

Jesus exige uma satisfação do samaritano que havia sido curado a respeito dos outros nove, pois estes não retornaram. Para agradecer? Não, mas para se colocarem a serviço. Cristo percebe que algo ficou inacabado, ou seja, verdadeiramente, somente um foi curado: o samaritano. Por que veio agradecer? Não. Porque, pelo agradecimento, se colocou no seguimento do Senhor. Os outros nove ficaram no processo de cura, mas tal cura ficou inacabada, pois a cura se completa na vida da pessoa quando ela tem o objetivo de, sendo curada, se colocar a serviço, ou seja, no seguimento de Jesus.

Aqui está o grande motivo pelo qual não somos curados; queremos, muitas vezes, ser curados para continuar a levar a nossa vidinha de forma egoísta, insignificante, sem compromisso, sem comunhão com Aquele que é o Senhor da cura e de tudo.

Queremos ser curados? Então busquemos o Deus da cura e não a cura de Deus; nos unamos em comunidade para o clamor; decidamos, ao sermos curados, a gastar a vida no seguimento e no serviço ao Reino de Deus.

Padre Pacheco

A igreja celebra hoje: São Leão Magno

O santo de hoje mostrou-se digno de receber o título de "Magno", que significa Grande, isto porque é considerado um dos maiores Papas da história da Igreja, grande no trabalho e na santidade. São Leão Magno nasceu em Toscana (Itália) no ano de 395 e depois de entrar jovem no seminário, serviu a diocese num sacerdócio santo e prestativo.

Ao ser eleito Papa, em 440, teve que evangelizar e governar a Igreja numa época brusca do Império Romano, pois já sofria com as heresias e invasões dos povos bárbaros, com suas violentas invasões. São Leão enfrentou e condenou o veneno de várias mentiras doutrinais, porém, combateu com intenso fervor o monofisismo que defendia, mentirosamente, ter Jesus Cristo uma só natureza e não a Divina e a humana em uma só pessoa como é a verdade. O Concílio de Calcedônia foi o triunfo da doutrina e da autoridade do grande Pontífice. Os 500 Bispos que o Imperador convocara, para resolverem sobra a questão do monofisismo, limitaram-se a ler a carta papal, exclamando ao mesmo tempo: "Roma falou por meio de Leão, a causa está decidida; causa finita est".

Quanto à dimensão social, Leão foi crescendo, já que com a vitória dos desordeiros bárbaros sobre as forças do Império Romano, a última esperança era o eloquente e santo Doutor da Igreja, que conseguiu salvar da destruição, a Itália, Roma e muitas pessoas. Átila ultrapassara os Alpes e entrara na Itália. O Imperador fugia e os generais romanos escondiam-se. O Papa era a única força capaz de impedir a ruína universal. São Leão sai ao encontro do conquistador bárbaro, acampado às portas de Mântua. É certo que o bárbaro abrandou-se ao ver diante de si, em atitude de suplicante, o Pontífice dos cristãos e retrocedeu com todo o seu exército.

Dentre tantas riquezas em obras e escritos, São Leão Magno deixou-nos este grito: "Toma consciência, ó cristão da tua dignidade, já que participas da natureza Divina".

Entrou no Céu no ano de 461.


São Leão Magno, rogai por nós!

Evangelho (Lucas 19,1-10)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1Jesus tinha entrado em Jericó e estava atravessando a cidade. 2Havia ali um homem chamado Zaqueu, que era chefe dos cobradores de impostos e muito rico. 3Zaqueu procurava ver quem era Jesus, mas não conseguia, por causa da multidão, pois era muito baixo. 4Então ele correu à frente e subiu numa figueira para ver Jesus, que devia passar por ali.
5Quando Jesus chegou ao lugar, olhou para cima e disse: “Zaqueu, desce depressa! Hoje eu devo ficar na tua casa”. 6Ele desceu depressa, e recebeu Jesus com alegria. 7Ao ver isso, todos começaram a murmurar, dizendo: “Ele foi hospedar-se na casa de um pecador!” 8Zaqueu ficou de pé, e disse ao Senhor: “Senhor, eu dou a metade dos meus bens aos pobres, e se defraudei alguém, vou devolver quatro vezes mais”.
9Jesus lhe disse: “Hoje a salvação entrou nesta casa, porque também este homem é um filho de Abraão. 10Com efeito, o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Evangelho (João 2,13-22)



— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós!
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

13Estava próxima a Páscoa dos judeus e Jesus subiu a Jerusalém. 14No Templo, encontrou os vendedores de bois, ovelhas e pombas e os cambistas que estavam aí sentados. 15Fez então um chicote de cordas e expulsou todos do Templo, junto com as ovelhas e os bois; espalhou as moedas e derrubou as mesas dos cambistas. 16E disse aos que vendiam pombas: “Tirai isto daqui! Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio!” 17Seus discípulos lembraram-se, mais tarde, que a Escritura diz: “O zelo por tua casa me consumirá”. 18Então os judeus perguntaram a Jesus: “Que sinal nos mostras para agir assim?” 19Ele respondeu: “Destruí este Templo, e em três dias o levantarei”. 20Os Judeus disseram: “Quarenta e seis anos foram precisos para a construção deste santuário e tu o levantarás em três dias?” 21Mas Jesus estava falando do Templo do seu corpo. 22Quando Jesus ressuscitou, os discípulos lembraram-se do que ele tinha dito e acreditaram na Escritura e na palavra dele.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário do Evangelho

Presença de Deus entre nós

O Evangelho de João refere-se à festa da Páscoa, no Templo de Jerusalém, como sendo "dos judeus", situando Jesus à parte. De fato, as celebrações do Templo ocorrem em um contexto de opressão e exploração do povo, contradizendo a tradição de libertação, associada ao êxodo. O Templo tornou-se sede do poder religioso e político da teocracia religiosa. Conjugado ao Templo havia o Tesouro, um anexo onde era acumulada a riqueza resultante das ofertas de multidões vindas de várias regiões e usufruída pela casta religiosa. Jesus não só denuncia estas distorções, mas revela-se como o verdadeiro Templo. Ele é a "tenda" da presença de Deus entre nós (Jo 1,14). O templo do seu corpo permanece eternamente.

José Raimundo Oliva

A igreja celebra hoje: São Teodoro

O santo de hoje, São Teodoro, foi um soldado que acabou sendo decapitado na Província do Ponto por confessar a fé cristã.

Era já venerado no século IV. Achaita (Tchorum, Turquia), onde se encontra o seu túmulo, atraiu durante muito tempo os peregrinos.

A lenda depressa lhe embelezou a memória, atribuindo-lhe toda a espécie de aventuras, em particular, como a São Jorge, ter matado um dragão.

Com São Jorge e São Demétrio, é um dos "três grandes soldados mártires", para os Orientais.

São Teodoro, rogai por nós!

Evangelho (Lucas 17,1-6)


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1Jesus disse a seus discípulos: “É inevitável que aconteçam escândalos. Mas ai daquele que produz escândalos! 2Seria melhor para ele que lhe amarrassem uma pedra de moinho no pescoço e o jogassem no mar, do que escandalizar um desses pequeninos. 3Prestai atenção: se o teu irmão pecar, repreende-o. Se ele se converter, perdoa-lhe. 4Se ele pecar contra ti sete vezes num só dia, e sete vezes vier a ti, dizendo: ‘Estou arrependido’, tu deves perdoá-lo”. 5Os apóstolos disseram ao Senhor: “Aumenta a nossa fé!” 6O Senhor respondeu: “Se vós ti­vésseis fé, mesmo pequena como um grão de mostarda, poderíeis dizer a esta amoreira: ‘Arranca-te daqui e planta-te no mar’, e ela vos obedeceria”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.





Comentário do Evangelho

A fé pode operar grandes coisas

Lucas reúne aqui três unidades de texto que aparecem em locais diferentes nos Evangelhos de Marcos e Mateus. São três advertências, uma sobre o escândalo, outra sobre o perdão e a terceira sobre a fé, endereçadas à comunidade em vista do bom convívio e da missão. As ocasiões de pecado (skandala) ameaçam a comunidade dos "pequenos" (discípulos). São maus exemplos que podem vir tanto de dentro da própria comunidade como de fora. Um contundente exagero literário ilustra o triste fim destinado a estas pessoas. Em caso de ofensas ou desvios de algum irmão, ele receberá a correção fraterna. Caso se arrependa, será perdoado. A manifestação sincera do arrependimento torna o perdão sem limites; o irmão certamente sofre por algum problema que procura superar e necessita de ajuda. Os apóstolos, com pouca fé, são repreendidos por Jesus. Sua visão ainda atrelada ao Judaísmo não lhes permite ver com clareza os grandes horizontes que a fé lhes abre. Uma pequenina fé pode operar grandes coisas.

 
José Raimundo Oliva

A igreja celebra hoje: São Deodato

O santo de hoje, cujo nome significa "dado por Deus", foi por quarenta anos Padre em Roma antes de suceder ao Papa Bonifácio IV a 19 de outubro de 615. Em Roma, o Papa não era somente o Bispo e o Pai espiritual, mas também o guia civil, o juiz, o supremo magistrado, a garantia da ordem. Com a morte de cada pontífice, os romanos se sentiam privados de proteção, expostos às invasões dos bárbaros nórdicos ou às reivindicações do império do Oriente. A teoria dos dois únicos, Papa e imperador, que deviam governar unidos o mundo cristão, não encontrava grandes adesões em Constantinopla.

O Papa Deodato, entretanto, buscou o diálogo junto ao imperador intercedendo pelas necessidades de seu povo e, apesar do imperador mostrar-se pouco solícito para o bem do povo, enviou o exarca Eleutério para acabar com as revoltas de Ravena e de Nápoles. Foi a única vez que o Papa Deodato, ocupado em aliviar os desconfortos da população da cidade, nas calamidades acima referidas, teve um contato, se bem que indireto, com o imperador.

Foi inserido no Martirológio Romano, um episódio que revalidaria a fama de santidade que circundava este pontífice que guiou os cristãos em épocas tão difíceis: durante uma das suas frequentes visitas aos doentes, os mais abandonados, os que era atingidos pela lepra, teria curado um desses infelizes, após havê-lo amavelmente abraçado e beijado.

São Deodato morreu em novembro do ano 618, amado e chorado pelos romanos que tiveram a oportunidade de apreciar seu bom coração durante as grandes calamidades que se abateram sobre Roma nos seus três anos de Pontificado (inclusive um terremoto, que deu golpe de graça aos edifícios de mármore dos Foros, já devastados por sucessivas invasões bárbaras e horríveis epidemia).

São Deodato, rogai por nós!

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 1vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, 2e Jesus começou a ensiná-los:
3“Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus.
4Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados.
5Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra.
6Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
7Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
8Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.
9Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus.
10Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus.
11Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim. 12aAlegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário do Evangelho

As bem-aventuranças

O Evangelho de Mateus, organizado de maneira catequética, apresenta o início do ministério de Jesus, após o chamado dos discípulos, com o Sermão da Montanha. A abertura do sermão é feita com a proclamação das bem-aventuranças. A subida de Jesus à montanha exprime uma relação com Moisés que, no alto da montanha, recebeu de Deus os mandamentos da Lei. Agora é o próprio Jesus, Filho de Deus, que sobe à montanha e transmite aos discípulos, que vêm a ele, as bem-aventuranças, em substituição àqueles antigos mandamentos. Enquanto os mandamentos eram expressos em forma imperativa, as bem-aventuranças de Jesus são oferecidas aos discípulos como um projeto de felicidade ao qual vale a pena aderir. A pobreza, assumida interiormente, com convicção, é o desapego das riquezas, que devem ser partilhadas. Os que choram são os que sofrem e são solidários com os excluídos, humilhados e explorados. Os mansos têm um coração aberto, acolhedor e compreensivo. Os que têm fome e sede de justiça lutam pela construção de uma sociedade mais justa. Os misericordiosos perdoam e libertam os que têm uma consciência carregada de culpabilidade sob a ideologia do sistema opressor. Os puros de coração são sensíveis aos aspectos mais sutis da dignidade da condição humana. Os pacíficos criam laços de convívio fraterno com alegria e harmonia. A perseguição e a injúria são os sofrimentos impostos pelos poderosos contra aqueles que se empenham no estabelecimento da justiça. Pela prática das bem-aventuranças, na plenitude do amor, somos, de fato, filhos de Deus (segunda leitura). Os bem-aventurados não são um "pequeno resto", mas sim "uma multidão imensa de todas as tribos, nações línguas e povos" (primeira leitura), em comunhão com Jesus. Encontramos na prática das bem-aventuranças a felicidade de um mundo de compaixão, partilha e reconciliação, fraterno e solidário, na alegria e na paz.

José Raimundo Oliva

A igreja celebra hoje: São Vilibrardo

Nasceu em Northúmbria, na Irlanda, em 658, e morreu em Echternach (Luxemburgo), a 7 de novembro de 739.

"Durante cinquenta anos - escreve Alcuíno - este grande missionário e grande amigo de Cristo dedicou-se, dia após dia, à conversão dos infiéis". Em 690, quando Pepino d'Herstal terminava a conquista da Frísia, Vilibardo chegou lá, vindo do seu país, à frente de um grupo de anglo-saxões. Em 695, o Papa Sérgio I consagrou-o Bispo de Echternach. Era de Utrecht e Echternach que os seus missionários partiam para ir evangelizar os povos da Renânia ainda pagãos. Vilibrardo chegou até à Dinamarca e mesmo, parece, à Turíngia. Batizou Pepino, o Breve, pai de Carlos Magno. Foi sepultado em Echternach, onde todos os anos, desde o século XIV, na terça-feira de Pentecostes, uma procissão se realiza em sua honra.


São Vilibrardo, rogai por nós!