Painel informativo.

- TRÊS VEZES ADMIRÁVEL pela grandeza de sua posição junto à Trindade, como filha predileta do Pai, Mãe do Filho e Esposa do Espírito Santo. Também por ser Mãe de Deus, Mãe do Redentor e Mãe dos Remidos.'

MISTERIOS DE

O Santo Rosário compreende a meditação dos vinte mistérios da Fé Católica, divididos em quatro grupos de cinco mistérios - denominados Terço - e nos leva diariamente ao estudo e meditação profunda da Palavra Sagrada da Bíblia e das passagens mais importantes do Evangelho. Aos mistérios originais, recentemente o Papa João Paulo II instituiu novas meditações, sendo que os mistérios do Santo Rosário são:
Mistérios Gozosos - Natalidade e crescimento de Jesus
Mistérios Dolorosos - Agonia, sofrimento e morte: Amor aos pecadores
Mistérios Gloriosos - Vitória, Salvação, Proteção
Mistérios Luminosos - A humildade, os milagres e o eterno Amor

VOCÊ É ESPECIAL!

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ORAÇÃO OFICIAL DO TERÇO DOS HOMENS MÃE RAINHA





Comunicado!


Hoje sábado dia 30 de outubro haverá reunião com os coordenadores de grupos do Terço dos Homens Mãe Rainha às 15h.


Local: Casa da Mãe Rainha - Mossoró/RN



Coordenação Diocesana.



Evangelho (Lucas 14,1.7-11)


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

1Aconteceu que, num dia de sábado, Jesus foi comer na casa de um dos chefes dos fariseus. E eles o observavam. 7Jesus notou como os convidados escolhiam os primeiros lugares. Então contou-lhes uma parábola: 8”Quando fores convidado para uma festa de casamento, não ocupes o primeiro lugar. Pode ser que tenha sido convidado alguém mais importante do que tu, 9e o dono da casa, que convidou os dois, venha te dizer: ‘Dá o lugar a ele’. Então ficarás envergonhado e irás ocupar o último lugar. 10Mas, quando fores convidado, vai sentar-te no último lugar. Assim, quando chegar quem te convidou, te dirá: ‘Amigo, vem mais para cima’. E isto vai ser uma honra para ti diante de todos os convidados. 11Porque quem se eleva será humilhado e quem se humilha será elevado”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário do Evangelho

Jesus é convidado de um dos fariseus

Nesta inusitada situação em que Jesus é convidado para comer na casa de um dos chefes dos fariseus, percebe-se que o convite não é feito por amigável cortesia, mas com a intenção de espreitar Jesus. Diante da ânsia dos convidados em escolherem os primeiros lugares, Jesus não perde a oportunidade e conta esta parábola que exprime a inversão de valores característica do Reino de Deus. O que se vê em uma sociedade competitiva é a busca individualista dos primeiros lugares e de privilégios, aos pés dos poderosos, buscando seu beneplácito e sua parceria. Nas comunidades do Reino, ao contrário, cada um coloca-se em último lugar, disposto ao serviço ao irmão e à vida, ficando abolida a busca de privilégios e a injusta acumulação de dinheiro e poder. Forma-se, assim, uma nova sociedade na qual são valorizados e dignificados aqueles que servem, promovendo a vida, com liberdade e amor.

José Raimundo Oliva

A igreja celebra hoje: São Frumêncio

A história do santo de hoje se entrelaça com a conversão de uma multidão de africanos ao amor de Cristo e à Salvação. São Frumêncio nasceu em Liro da Fenícia. Quando menino, juntamente com o irmão Edésio, acompanhava um filósofo de nome Merópio, numa viagem em direção às Índias. A embarcação, cruzando o Mar Vermelho, foi assaltada e só foram poupados da morte os dois jovens, Frumêncio e Edésio, que foram levados escravos para Aksum (Etiópia) a serviço da Corte.

Deste mal humano, Deus tirou um bem, pois ao terem ganhado o coração do rei Ezana com a inteligência e espírito de serviço, fizeram de tudo para ganhar o coração da África para o Senhor. Os irmãos de ótima educação cristã, começaram a proteger os mercadores cristãos de passagem pela região e, com a permissão de construírem uma igrejinha, começaram a evangelizar o povo. Passados quase vinte anos, puderam voltar à pátria e visitar os parentes: Edésio foi para Liro e Frumêncio caminhou para partilhar com o Patriarca de Alexandria, Santo Atanásio, as maravilhas do Ressuscitado na Etiópia e também sobre a necessidade de sacerdotes e um Bispo. Santo Atanásio admirado com os relatos, sabiamente revestiu Frumêncio com o Poder Sacerdotal e nomeou-o Bispo sobre toda a Etiópia, isto em 350.

Quando voltou, Frumêncio foi acolhido com alegria como o "Padre portador da Paz". Continuou a pregação do Evangelho no Poder do Espírito, ao ponto de converterem o rei Ezana, a rainha, e um grande número de indígenas, isto pelo sim dos jovens irmãos e pela perseverança de Frumêncio. Quase toda a Etiópia passou a dobrar os joelhos diante do nome que está acima de todo o nome: Jesus Cristo.

São Frumêncio, rogai por nós!

Comunicado!


No próximo sábado dia 30 de outubro haverá reunião com os coordenadores de grupos do Terço dos Homens Mãe Rainha às 15h.


Local: Casa da Mãe Rainha - Mossoró/RN



Coordenação Diocesana.



Papa assinará beatificação de Irmã Dulce



Após oito anos de estudos e análises por parte de médicos e teólogos, a religiosa baiana Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes, conhecida como Irmã Dulce, teve seu primeiro milagre oficialmente reconhecido anteontem pelo Vaticano. Com o reconhecimento, basta a assinatura do decreto, por parte do papa Bento XVI, para que Dulce, considerada "venerável" pela Igreja desde abril do ano passado, seja beatificada.


"Acredito que até o Natal a gente tenha o decreto", disse o arcebispo-primaz do Brasil, d. Geraldo Majella Agnelo. "A beatificação é um passo muito importante no processo de canonização. Agora, falta a confirmação de mais um milagre." O processo de canonização tem início oficial com a assinatura do decreto de beatificação.

O milagre atribuído a Dulce, morta em 1992, aos 77 anos, ocorreu em 2001, no interior baiano, após uma mulher sofrer uma hemorragia pós-parto e ser desenganada pelos médicos. A família chamou um padre e fez orações dirigidas a Dulce. O sangramento foi estancado e a mulher, que não tem a identidade revelada pelo Vaticano, foi curada.

O acontecimento passou a ser estudado pelo Vaticano no ano seguinte. Em 2003, o evento foi validado juridicamente pela Igreja e foi analisado por médicos, por teólogos e pelo colegiado dos cardeais. Nas três, a confirmação do milagre foi unânime.

Em junho, os fiéis fizeram uma vigília em homenagem a Dulce, no processo de transferência de seus restos mortais - chamados de relíquias pelos católicos - para a Capela das Relíquias, na Igreja da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, em Salvador.

Festa da beatificação. Agora, os seguidores de Dulce preparam uma festa para a beatificação. Segundo d. Geraldo, o evento, a ser realizado em Salvador, deve contar com a presença do presidente da Congregação para a Causa dos Santos, o arcebispo italiano d. Angelo Amato.




Evangelho (Lucas 14,1-6)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

1Aconteceu que, num dia de sábado, Jesus foi comer na casa de um dos chefes dos fariseus. E eles o observavam.
2Diante de Jesus, havia um hidrópico. 3Tomando a palavra, Jesus falou aos mestres da Lei e aos fariseus: “A Lei permite curar em dia de sábado, ou não?” 4Mas eles ficaram em silêncio.
Então Jesus tomou o homem pela mão, curou-o e despediu-o. 5Depois lhes disse: “Se algum de vós tem um filho ou um boi que caiu num poço, não o tira logo, mesmo em dia de sábado?” 6E eles não foram capazes de responder a isso.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário do Evangelho

Jesus expulsa o demônio

Esta narrativa de Lucas faz parte do ciclo de narrativas de contestação da doutrina e da prática das sinagogas e dos fariseus. Em sinagogas, infringindo o sábado, em Lc 4,31-37 Jesus expulsa o demônio de um homem, em Lc 6,6-11 cura um homem da mão seca, em Lc 13,10-13 cura uma mulher encurvada, e, agora, na casa de um dos chefes dos fariseus, também no sábado, cura um hidrópico. Estas pessoas que Jesus encontra e cura representam os frequentadores das sinagogas e discípulos dos fariseus. São os possuídos e dominados pela ideologia da doutrina tradicional e institucional, paralisados e encurvados sob a sua opressão. Agora, o homem hidrópico, inchado de água, representa o orgulho destes chefes religiosos e seus discípulos que se julgam eleitos e santos e desprezam os demais. As curas realizadas por Jesus exprimem a novidade de sua prática. Ele vai contra as observâncias legais estritas e estreitas que não favorecem a vida. Para o Pai o que importa é o desabrochar da vida. A lei, bem como todos os processos econômicos e sociais, deve estar a serviço da dignidade e qualidade de vida para todos.

José Raimundo Oliva

A igreja celebra hoje: São Narciso

O santo de hoje, São Narciso, foi Bispo de Jerusalém e, quando se deu tal fato, devia ter quase cem anos de idade. Narciso não era judeu e teria nascido no ano 96. Homem austero, penitente, humilde, simples e puro, sabe-se que presidiu com Teófilo de Cesareia a um concílio onde foi aprovada a determinação de se celebrar sempre a Páscoa num Domingo.

Eusébio narra que em certo dia de festa, em que faltou o óleo necessário para as unções litúrgicas, Narciso mandou vir água de um poço vizinho, e com sua bênção a transformou em óleo. Conta também as circunstâncias que levaram Narciso a demitir-se das suas funções.

Para se justificarem de um crime, três homens acusaram o Bispo Narciso de certo ato infame. "Que me queimem vivo - disse o primeiro - se eu minto". "E a mim, que me devore a lepra", disse o segundo. "E que eu fique cego", acrescentou o terceiro. O desgosto de ser assim caluniado despertou em Narciso o seu antigo desejo pelo recolhimento e, por isso, sem dizer para onde ia, perdoou os caluniadores e saiu de Jerusalém em direção ao deserto. Considerando-o definitivamente desaparecido, deram-lhe por sucessor a Dio, ao qual por sua vez sucederam Germânio e Górdio. Todavia, os três caluniadores não tardaram a sofrer os castigos que em má hora tinham invocado, pois o primeiro pereceu num incêndio com todos os seus, o segundo morreu de lepra e o terceiro cegou à força de tanto chorar o seu pecado.

Alguns anos depois, Narciso reapareceu na cidade episcopal. Nunca tinha sido posta em dúvida a santidade do seu procedimento.; por isso, foi com imensa alegria que Jerusalém recebeu seu antigo pastor. Segundo diz Eusébio, continuou Narciso a governar a diocese até a idade de 119 anos, auxiliado por um coadjutor chamado Alexandre. Faleceu cerca do ano de 212.

São Narciso, rogai por nós!








Evangelho (Lucas 6,12-19)



— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

12Naqueles dias, Jesus foi à montanha para rezar. E passou a noite toda em oração a Deus. 13Ao amanhecer, chamou seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de apóstolos: 14Simão, a quem impôs o nome de Pedro, e seu irmão André; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; 15Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelota; 16Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, aquele que se tornou traidor.
17Jesus desceu da montanha com eles e parou num lugar plano. Ali estavam muitos dos seus discípulos e grande multidão de gente de toda a Judeia e de Jerusalém, do litoral de Tiro e Sidônia. 18Vieram para ouvir Jesus e serem curados de suas doenças. E aqueles que estavam atormentados por espíritos maus também foram curados. 19A multidão toda procurava tocar em Jesus, porque uma força saía dele, e curava a todos.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário do Evangelho


Os doze

Lucas, com seu gênio literário, narra a escolha dos Doze e o sumário da missão de Jesus entre as multidões, com as contraposições entre a montanha e o lugar plano, a noite e o amanhecer, e a dinâmica da comunicação com o ouvir, o tocar e ser curado. A oração, à noite, na montanha, é seguida da missão, em um lugar plano, ao amanhecer.
Os três evangelistas sinóticos reproduzem a lista dos Doze apóstolos, encabeçada por Pedro e veiculada pela tradição das primeiras comunidades oriundas do Judaísmo, os quais eram tidos como líderes destas comunidades.
O número doze está associado às doze tribos de Israel, bem como aos doze meses lunares do ano. Jesus, indo ao encontro das multidões formadas por judeus, vindos da Judeia e de Jerusalém, e por gentios, vindos de Tiro e Sidônia, revela o caráter universal de sua missão, acolhendo a todos, sem discriminações ou eleições particulares.

José Raimundo Oliva

A igreja celebra hoje: São Simão e São Judas Tadeu

Celebramos na alegria da fé os apóstolos São Simão e São Judas Tadeu. Os apóstolos foram colunas e fundamento da verdade do Reino.
São Simão:
Simão tinha o cognome de Cananeu, palavra hebraica que significa "zeloso".
Nicéforo Calisto diz que Simão pregou na África e na Grã-Bretanha. São Fortunato, Bispo de Poitiers no fim do século VI, indica estarem Simão e Judas enterrados na Pérsia.
Isto vem das histórias apócrifas dos apóstolos; segundo elas, foram martirizados em Suanir, na Pérsia, a mando de sacerdotes pagãos que instigaram as autoridades locais e o povo, tendo sido ambos decapitados. É o que rege o martirológio jeronimita.
Outros dizem que Simão foi sepultado perto do Mar Negro; na Caucásia foi elevada em sua honra uma igreja entre o VI e o VIII séculos. Beda, pelo ano de 735, colocou os dois santos no martirológio a 28 de outubro; assim ainda hoje os celebramos.
Na antiga basílica de São Pedro do Vaticano havia uma capela dos dois santos, Simão e Judas, e nela se conservava o Santíssimo Sacramento.
São Judas Tadeu:
Judas, um dos doze, era chamado também Tadeu ou Lebeu, que São Jerônimo interpreta como homem de senso prudente. Judas Tadeu foi quem, na Última Ceia, perguntou ao Senhor: "Senhor, como é possível que tenhas de te manifestar a nós e não ao mundo?" (Jo 14,22).
Temos uma epístola de Judas "irmão de Tiago", que foi classificada como uma das epístolas católicas. Parece ter em vista convertidos, e combate seitas corrompidas na doutrina e nos costumes. Começa com estas palavras: "Judas, servo de Jesus Cristo, e irmão de Tiago, aos chamados e amados por Deus Pai, e conservados para Jesus Cristo: misericórdia, paz e amor vos sejam concedidos abundantemente". Orígenes achava esta epístola "cheia de força e de graça do céu".
Segundo São Jerônimo, Judas terá pregado em Osroene (região de Edessa), sendo rei Abgar. Terá evangelizado a Mesopotâmia, segundo Nicéforo Calisto. São Paulino de Nola tinha-o como apóstolo da Líbia.
Conta-se que Nosso Senhor, em revelações particulares, teria declarado que atenderá os pedidos daqueles que, nas suas maiores aflições, recorrerem a São Judas Tadeu.
Santa Brígida refere que Jesus lhe disse que recorresse a este apóstolo, pois ele lhe valeria nas suas necessidades. Tantos e tão extraordinários são os favores que São Judas Tadeu concede aos seus devotos, que se tornou conhecido em todo o mundo com o título de Patrono dos aflitos e Padroeiro das causas desesperadas.
São Judas é representado segurando um machado, uma clava, uma espada ou uma alabarda, por sua morte ter ocorrido por uma dessas armas.
São Simão e São Judas Tadeu, rogai por nós!

Evangelho (Lucas 13,22-30)



— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 22Jesus atravessava cidades e povoados, ensinando e prosseguindo o caminho para Jerusalém. 23Alguém lhe perguntou: “Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam?”
Jesus respondeu: 24“Fazei todo esforço possível para entrar pela porta estreita. Porque eu vos digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão. 25Uma vez que o dono da casa se levantar e fechar a porta, vós, do lado de fora, começareis a bater, dizendo: ‘Senhor, abre-nos a porta!’ Ele responderá: ‘Não sei de onde sois’.
26Então começareis a dizer: ‘Nós comemos e bebemos diante de ti, e tu ensinaste em nossas praças!’ 27Ele, porém, responderá: ‘Não sei de onde sois. Afastai-vos de mim todos vós que pra­ticais a injustiça!’ 28Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, Isaac e Jacó, junto com todos os profetas no Reino de Deus, e vós, porém, sendo lançados fora.
29Virão homens do oriente e do ocidente, do norte e do sul, e tomarão lugar à mesa no Reino de Deus. 30E assim há últimos que serão primeiros, e primeiros que serão últimos”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.




Comentário do Evangelho

Salvação

A doutrina do "povo eleito" e da "Aliança" com Abraão, contida na Torá, dava ao povo judeu a certeza da salvação. Assim, aqueles que eram "filhos de Abraão" julgavam-se salvos. Contra esta mentalidade João Batista já fizera sua advertência: "Produzi fruto digno de arrependimento e não penseis que basta dizer: 'Temos por pai Abraão' (Mt 3,8s)".
Neste texto de Lucas a resposta de Jesus sobre esta questão da salvação é apresentada por vários fragmentos de parábolas de censuras aos fariseus. O sentido geral é o de uma advertência aos chefes do Judaísmo no sentido de que, caso se mantiverem fechados em suas tradições, não entrariam no Reino de Deus. A referência aos últimos e primeiros entende-se que se trata dos gentios que precedem os chefes do Judaísmo no Reino.

José Raimundo Oliva

A igreja celebra hoje: São Gonçalo de Lagos

Este santo português nasceu em Lagos, no Algarve, por volta do ano de 1370.

Tomou o hábito de Santo Agostinho no convento da Graça, em Lisboa, aos 20 anos.

Dedicou-se à uma vida de jejuns e de penitências enquanto aplicava-se às letras, aos estudos.

Homem zeloso na vivência da Regra Religiosa, virtuoso e cheio de pureza, Gonçalo dedicou-se também à pregação chegando a ser superior de alguns mosteiros da sua Ordem.

O último mosteiro foi o de Torres Vedras, onde morreu em 1422, depois de exortar aos que viviam com ele no mosteiro à observância religiosa e à uma vida virtuosa.


São Gonçalo de Lagos, rogai por nós!




AGRADECIMENTOS AOS PARTICIPANTES DA FESTA DA MÃE RAINHA – 2010

            A coordenação diocesana do movimento de Mãe Rainha, neste momento de encerramento da festa, sente-se no dever de agradecer a todos os devotos integrantes deste movimento e em especial à comunidade mossoroense, pela beleza e grandeza deste evento.
            Mediante o empenho e dedicação dos grupos e pessoas participantes, esta coordenação faz os seguintes agradecimentos:
·         Aos sacerdotes, celebrantes desta festa, Pe Francisco, Pe Severino, Pe Crisanto e Pe Flávio que fortaleceram a fé e a devoção a Mãe Rainha com suas presenças, palavras e bênçãos.
·         A equipe do terço dos homens que realizaram a peregrinação do santuário, entre as famílias, durante 30 dias que antecederam a festa.
·         Aos coordenadores de paróquias e zelados, pelo trabalho realizado em seus grupos, envolvendo seus coordenados.
·         Aos contribuintes dos elementos básicos indispensáveis a esta festa, tais como:

4Doação em espécie.
4Doação dos lanches para venda durante as noites.
4Doação dos prêmios para o sorteio.
4Doação dos ingredientes para o preparo do jantar.
4Doação das flores para ornamentação do altar.
4Doação da decoração do andor de Mãe Rainha para a procissão.

·         À Dona Luzélia e a equipe de trabalho, pela dedicação, competência e amor na preparação do jantar.
·         Às equipes de animadores do tríduo e da procissão que com suas vozes, músicas e alegria deram um brilho especial à festa.
·         À equipe de limpeza e organização do espaço, garantindo a estrutura necessária a realização deste evento.
·         À equipe de liturgia, pela organização das celebrações.
·         À Prefeitura de Mossoró, pela iluminação da área externa da Igreja possibilitando melhor acesso à festa.
·         Aos dirigentes do GETRAN e Polícia Militar, pelo apoio e segurança a todos, garantindo a tranquilidade durante as noites e percurso da procissão.
·         Ao proprietário do carro que conduziu a Mãe Rainha, em procissão, junto aos fiéis devotos.
·         Aos membros do terço dos homens presentes em todos os momentos da programação e realização desta festa, desde a peregrinação até a celebração final.
·         Ao Colégio Sagrado Coração de Maria pela doação do material de divulgação da festa.
·         À toda comunidade religiosa pelo gesto de amor, doação e ação para a realização de uma grande festa para nossa Mãe Rainha, neste ano, com o fervor da devoção de cada um.
·         Aos visitantes e compradores dos produtos na lojinha, cujo lucro é para esta casa.
·         A todos os sócios-contribuintes pelo gesto de confiança na Mãe Rainha e na equipe coordenadora do movimento.

Agradecemos também as centenas de manifestações de solidariedade e apoio recebidos pelo falecimento de nossa querida irmã Aparecida, que jamais será esquecida por seu carinho, atenção, trabalho, amor e religiosidade. A Congregação Franciscana Hospitaleira da Imaculada Conceição, o Colégio Sagrado Coração de Maria, o Movimento da Mãe Rainha e o Terço dos homens estão enlutados, mais fiéis à missão que a Irmã iniciou em Mossoró, nos preparou e nos confiou.
Eternamente viverá em nossos corações, em nossas mentes e na casa de nossa Mãe e Rainha Três Vezes Admirável de Schoenstatt.

Evangelho (Lucas 13,18-21)


— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 18Jesus dizia: “A que é semelhante o Reino de Deus, e com que poderei compará-lo? 19Ele é como a semente de mostarda, que um homem pega e atira no seu jardim. A semente cresce, torna-se uma grande árvore, e as aves do céu fazem ninhos nos seus ramos”. 20Jesus disse ainda: “Com que poderei ainda comparar o Reino de Deus? 21Ele é como o fermento que uma mulher pega e mistura com três porções de farinha, até que tudo fique fermentado”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário do Evangelho

Jesus apresenta o Reino de Deus


As parábolas pertencem ao gênero da sabedoria e, a partir de fatos cotidianos, permitem que seja extraído um ensinamento ou uma motivação à ação, revelando os mistérios de Deus. Os cedros do Líbano, enormes árvores, representavam, na simbologia profética, as nações poderosas. Ezequiel (17,22-24) prenuncia a glória de Israel com a metáfora de um broto de cedro que Javé plantará sobre o monte de Israel (Sion/Jerusalém). Esta imagem de poder era preciosa na tradição sinagogal. Agora Jesus apresenta o Reino de Deus como surgindo de uma insignificante semente, que nascia às margens do Mar da Galileia. É a humilde origem do Reino, à beira do mar. A semente da mostarda é muito pequena, porém, ao crescer, a planta atinge até três metros de altura. Não é uma árvore imponente e frondosa, como o cedro do Líbano, mas abriga as aves do céu. O Reino não é um reino de poder, mas de acolhida.
A seguir vem a parábola do fermento. Pequena quantidade de fermento é misturada em três medidas (plenitude) de farinha. E a massa toda fica levedada. É a dimensão universalista do Reino. Nossas comunidades, inicialmente frágeis, devem ser acolhedoras, e crescerão. E, por seu engajamento, têm a força de transformar a sociedade.

 José Raimundo Oliva

A igreja celebra hoje: São Luís Orione

O Papa João Paulo II, em 1980, colocou diante dos nossos olhos um grande exemplo de santidade expressa na caridade: Luís Orione.

Nasceu em Pontecurone, um pequeno município na Diocese de Tortona, no Norte da Itália, no dia 23 de junho de 1872. Bem cedo percebeu o chamado do Senhor ao sacerdócio. Ao entrar no Oratório, em Turim, recebeu no coração as palavras de São Francisco de Sales lançadas pelo amado São João Bosco: "Um terno amor ao próximo é um dos maiores e excelentes dons que a Divina Providência pode conceder aos homens".

Concluiu o ginásio, deixou o Oratório Salesiano, voltou para casa e depois entrou no seminário onde cursou filosofia, teologia, até chegar ao sacerdócio que teve como lema: "Renovar tudo em Cristo".

Luís Orione, sensível aos sofrimentos da humanidade, deixou-se guiar pela Divina Providência a fim de aliviar as misérias humanas.

Sendo assim, dedicou-se totalmente aos doentes, necessitados e marginalizados da sociedade. Também fundou a Congregação da "Pequena Obra da Divina Providência". Em 1899, Dom Orione deu início a mais um Ramo da nova Congregação: os "Eremitas da Divina Providência".

Em 1903, Dom Orione recebeu a aprovação canônica aos "Filhos da Divina Providência", Congregação Religiosa de Padres, Irmãos e Eremitas da Família da Pequena Obra da Divina Providência. A Congregação e toda a Família Religiosa propunha-se a "trabalhar para levar os pequenos os pobres e o povo à Igreja e ao Papa, mediante obras de caridade".

Dom Orione teve atuação heróica no socorro às vítimas dos terremotos de Reggio e Messina (1908) e da Marsica (1915). Por decisão do Papa São Pio X, foi nomeado Vigário Geral da Diocese de Messina por 3 anos. Vinte anos depois da fundação dos "Filhos da Divina Providência", em 1915, surgiu como novo ramo a Congregação das "Pequenas Irmãs Missionárias da Caridade", Religiosas movidas pelo mesmo carisma fundacional.

O zelo missionário de Dom Orione cedo se manifestou com o envio de missionários ao Brasil em 1913 e, em seguida, à Argentina, ao Uruguai e diversos países espalhados pelo mundo. Dom Orione esteve pessoalmente como missionário, duas vezes, na América Latina: em 1921 e nos anos de 1934 a 1937, no Brasil, na Argentina e no Uruguai, tendo chegado até ao Chile. Foi pregador popular, confessor e organizador de peregrinações, de missões populares e de presépios vivos. Grande devoto de Nossa Senhora, propagou de todos os modos a devoção mariana e ergueu santuários, entre os quais o de Nossa Senhora da Guarda em Tortona e o de Nossa Senhora de Caravaggio; na construção desses santuários será sempre lembrada a iniciativa de Dom Orione de colocar seus clérigos no trabalho braçal ao lado dos mais operários civis.

Em 1940, Dom Orione atacado por graves doenças de coração e das vias respiratórias foi enviado para Sanremo. E ali, três dias depois de ter chegado, morreu no dia 12 de Março, sussurrando suas últimas palavras: "Jesus! Jesus! Estou indo."

Vinte e cinco anos depois, em 1965, seu corpo foi encontrado incorrupto e depositado numa urna para veneração pública, junto ao Santuário da Guarda, em Sanremo na Itália.

O Papa Pio XII o denominou "pai dos pobres, benfeitor da humanidade sofredora e abandonada" e o Papa João Paulo II depois de tê-lo declarado beato em 26 de outubro de 1980, finalmente o canonizou em 16 de maio de 2004.
São Luís Orione, rogai por nós!

Evangelho (Lucas 13,10-17)



— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 10Jesus estava ensinando numa sinagoga, em dia de sábado. 11Havia aí uma mulher que, fazia dezoito anos, estava com um espírito que a tornava doente. Era en­cur­vada e incapaz de se endireitar. 12Vendo-a, Jesus chamou-a e lhe disse: “Mulher, estás livre da tua doença”. 13Jesus pôs as mãos sobre ela, e imediatamente a mulher se endireitou e começou a louvar a Deus.
14O chefe da sinagoga ficou furioso, porque Jesus tinha feito uma cura em dia de sábado. E, tomando a palavra, começou a dizer à multidão: “Existem seis dias para trabalhar. Vinde, então, nesses dias para serdes curados, não em dia de sábado”.
15O Senhor lhe respondeu: “Hipócritas! Cada um de vós não solta do curral o boi ou o jumento, para dar-lhe de beber, mesmo que seja dia de sábado? 16Esta filha de Abraão, que satanás amarrou durante dezoito anos, não deveria ser libertada dessa prisão, em dia de sábado?”
17Esta resposta envergonhou todos os inimigos de Jesus. E a multidão inteira se alegrava com as maravilhas que ele fazia.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário do Evangelho



A cura da mulher encurvada

Estando Jesus em uma sinagoga, sobre o que estaria ele falando? Certamente o gesto que segue significa a demonstração prática daquilo que ensinava: a desumanidade das observâncias religiosas que eram impostas ao povo pela sinagoga. A cura da mulher encurvada, amarrada por um mal espírito, provocou a ira do chefe da sinagoga, ainda mais por ser em dia de sábado. Jesus argumenta: se aquele chefe e seus pares, no sábado, soltam um boi amarrado para lhe dar de beber, por que aquela mulher não poderia ser libertada de sua prisão?
Nesta cena, sob o aspecto simbólico, a mulher exprime o povo encurvado e amarrado pela doutrina da sinagoga e do Templo, sendo libertado por Jesus.


José Raimundo Oliva

A igreja celebra hoje: Santo Antônio de Sant'Anna Galvão

Conhecido como "o homem da paz e da caridade", Antônio de Sant'Anna Galvão, nasceu no dia 10 de Maio de 1739, na cidade de Guaratinguetá, São Paulo.

Filho de Antônio Galvão, português natural da cidade de Faro em Portugal e de Isabel Leite de Barros, natural da cidade de Pindamonhangaba, em São Paulo. O ambiente familiar era profundamente religioso. Antônio viveu com seus irmãos numa casa grande e rica, pois seus pais gozavam de prestigio social e influência política.

O pai, querendo dar uma formação humana e cultural segundo suas possibilidades econômicas, mandou Antônio, com a idade de 13 anos, à Bahia a fim de estudar no seminário dos padres jesuítas.

Em 1760 ingressou no noviciado da Província Franciscana da Imaculada Conceição, no Convento de São Boaventura do Macacu, na Capitania do Rio de Janeiro. Foi ordenado sacerdote no dia 11 de julho de 1762, sendo transferido para o Convento de São Francisco em São Paulo.

Em 1774, fundou o Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição da Divina Providência, hoje Mosteiro da Imaculada Conceição da Luz, das Irmãs Concepcionistas da Imaculada Conceição.

Cheio do espírito da caridade, não media sacrifícios para aliviar os sofrimentos alheios. Por isso o povo a ele recorria em suas necessidades. A caridade de Frei Galvão brilhou, sobretudo, como fundador do mosteiro da Luz, pelo carinho com que formou as religiosas e pelo que deixou nos estatutos do então recolhimento da Luz. São páginas que tratam da espiritualidade, mas em particular da caridade de como devem ser vivida a vida religiosa e tratadas as pessoas de dentro e de fora do "recolhimento".

Às 10 horas do dia 23 de dezembro de 1822, no Mosteiro da Luz de São Paulo, havendo recebido todos os Sacramentos, adormeceu santamente no Senhor, contando com seus quase 84 anos de idade. Foi sepultado na Capela-Mor da Igreja do Mosteiro da Luz, e sua sepultura, ainda hoje continua sendo visitada pelos fiéis.

Sobre a lápide do sepulcro de Frei Galvão está escrito para eterna memória: "Aqui jaz Frei Antônio de Sant'Anna Galvão, ínclito fundador e reitor desta casa religiosa, que tendo sua alma sempre em suas mãos, placidamente faleceu no Senhor no dia 23 de dezembro do ano de 1822". Sob o olhar de sua Rainha, a Virgem Imaculada, sob a luz que ilumina o tabernáculo, repousa o corpo do escravo de Maria e do Sacerdote de Cristo, a continuar, ainda depois da morte, a residir na casa de sua Senhora ao lado de seu Senhor Sacramentado.

Frei Galvão é o religioso no qual o coração é de Deus, mas as mãos e os pés são dos irmãos. Toda a sua pessoa era caridade, delicadeza e bondade: testemunhou a doçura de Deus entre os homens. Era o homem da paz, e como encontramos no Registro dos Religiosos Brasileiros: "O seu nome é em São Paulo, mais que em qualquer outro lugar, ouvido com grande confiança e não uma só vez, de lugares remotos, muitas pessoas o vinham procurar nas suas necessidades".

O dia 25 de outubro, dia oficial do santo, foi estabelecido, na Liturgia, pelo saudoso Papa João Paulo II, na ocasião da beatificação de Frei Galvão em 1998 em Roma. Com a canonização do primeiro santo que nasceu, viveu e morreu no Brasil, a 11 de maio de 2007, o Papa Bento XVI manteve a data de 25 de outubro.


Santo Antônio de Sant'Anna Galvão, rogai por nós!

Mossoró se despede de Irmã Aparecida - A fundadora do Movimento de Mãe Rainha na Cidade e Região Oeste do Estado do Rio Grande do Norte.

O corpo da Irmã Aparecida chegou em Mossoró-RN às 02h20min. deste domingo e foi velado no Colegio Sagrado Coração de Maria local em que residia desde 1967.

A missa de corpo presente foi presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Mariano Manzana, e concelebrada pelos padres Severino e Sátiro Cavalcanti, ambos da cidade de Mossoró.

 Uma grande multidão acompanhou o cortejo fúnebre até o Cemitério São Sebastião para se despedir da Irmã Aparecida.






BIOGRAFIA
Letícia Rodrigues Duarte / Irmã Aparecida



Letícia Rodrigues Duarte a jovem de ontem, a Irmã Aparecida a religiosa de hoje é filha de Francisco Ferreira Duarte e Francisca Rodrigues Duarte. Nasceu no Sítio Vársea da Pasta, região pertencente à paróquia do Alto da Conceição Mossoró-RN. Residiu durante toda a infância e adolescência na fazenda Barrinha dos Duartes, BR-304, a 12km da cidade de Mossoró.
Pertencendo a uma família católica foi conduzida à Pia Batismal na Catedral de Santa Luzia, recebendo por padrinhos o Sr. José da Costa Fernandes e Sra. Vérsia Fernandes. O sacramento da Eucaristia foi concretizado na própria Fazenda onde residia, por Monsenhor Medeiros Leite.
A formação educacional foi iniciada no próprio lar, pois sua mãe desempenhava a função de educadora, alfabetizando a família e toda vizinhança em sua própria casa, algo que a tornou muito respeitada e amada por toda a comunidade, recebendo o carinhoso nome de Dona Chiquinha.
Letícia Rodrigues Duarte tendo domínio da leitura e da escrita, prosseguiu sua escolaridade no Grupo Escolar 30 de Setembro em Mossoró, onde concluiu o curso primário. Transferiu-se para o Colégio Sagrado Coração de Maria com o objetivo de cursar o ginásio, conseguindo concluí-lo com méritos em 1942. Foi neste colégio que despertou sua vocação para vida religiosa.
Ao concluir o curso ginasial recebeu o chamado de Deus e' ingressou no convento em Salvador-BA no dia 10 de Janeiro de 1944 para iniciar seu postulantado. Esses estudos se desenvolveram até o mês de agosto do mesmo ano, dando-lhe as condições para ingressar no noviciado em 15 de agosto. Nesse ato recebeu da CONFHIC o seu nome religioso, Irmã Maria da Conceição Aparecida, tornando-se nossa querida Irmã Aparecida. Caminhou convicta de seu desejo de consagrar-se definitivamente ao Senhor, o que foi se consolidando com sua la profissão simples, ocorrida em 11 de fevereiro de 1947 e a profissão perpétua em agosto de 1953.
Com todo caminhar de sua formação religiosa, a Irmã Aparecida não abandonou sua formação profissional e optou pelo magistério como área de trabalho, por isso ingressou no curso pedagógico no Colégio Patrocínio de São José em Aracajú/SE, pertencente a Congregação Franciscana Hospitaleira da Imaculada Conceição ¬CONFHIC.
Concluindo o curso pedagógico obteve aprovação em 10 lugar na seleção para o curso superior de geografia, na Faculdade de Maceió/ AL. Ao concluí-lo, ainda se dispôs a outros cursos superiores como: História, em Salvador-SA, Sociologia, em Itabuna-SA, Secretariado Escolar, em Salvador-SA.
Em sua história de vida a Irmã Aparecida se fez presente em cinco fraternidades da CONFHIC atendendo as convocações superiores. Os colégios onde atuou foram: Colégio Imaculada Conceição, Penedo/ AL onde permaneceu 10 anos; Colégio Patrocínio de São José, Aracajú/SE (2 anos); Colégio Sagrado Coração de Jesus, Estância/SE (2 anos); Colégio Nossa Senhora das Graças, Própria/SE (2 anos), Colégio Sagrado Coração de Maria, Mossoró/RN (37 anos). Em todos estes colégios a Irmã Aparecida desempenhou as funções de professora, educadora e coordenadora de formação humana das alunas internas.
No Colégio Sagrado Coração de Maria, sua residência desde 1967 assumiu várias funções na área educacional: Foi secretária geral, professora de várias gerações e Diretora durante 4 mandatos. Atualmente integra a equipe administrativa na função conselheira geral deste colégio.
Esta é uma história de vida consagrada a Deus e ao trabalho, que já se tornou um exemplo de fé, de luta, de competência, de conquistas, de respeito e de destaque em nossa cidade Mossoró e em toda CONFHIC.

Mossoró-RN, 24 de outubro de 2010.

Irmã Aparecida! Agora no céu a interceder por todos nós.




Evangelho (Lucas 18,9-14)



— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 9Jesus contou esta parábola para alguns que confiavam na sua própria justiça e desprezavam os outros:
10“Dois homens subiram ao Templo para rezar: um era fariseu, o outro cobrador de impostos.
11O fariseu, de pé, rezava assim em seu íntimo: ‘Ó Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens, ladrões, desonestos, adúlteros, nem como este cobrador de impostos. 12Eu jejuo duas vezes por semana, e dou o dízimo de toda a minha renda’.
13O cobrador de impostos, porém, ficou a distância, e nem se atrevia a levantar os olhos para o céu; mas batia no peito, dizendo: ‘Meu Deus, tem piedade de mim que sou pecador!’
14Eu vos digo: este último voltou para casa justificado, o outro não. Pois quem se eleva será humilhado, e quem se humilha será elevado”.
 
- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário do Evangelho

Oração do pobre

Dentro do tema da oração, bastante desenvolvido em Lucas, temos mais esta parábola, de sua exclusividade, na qual faz um confronto entre duas atitudes fundamentais, expressas por seus dois personagens: um fariseu e um publicano. O fariseu, um observante escrupuloso da Lei, de pé, com os braços levantados e a cabeça erguida, agradece por ser "separado", ou seja, diferente dos demais, considerados pecadores. É a forma tradicional da oração no Primeiro Testamento: o louvor e o agradecimento a Deus. Porém trata-se de agradecer pela prosperidade e pelos privilégios, atribuídos à eleição divina, bem como pela destruição dos inimigos. Tal tipo de oração é característica da tradição do "povo eleito", presente no Primeiro Testamento, podendo ser encontrada, particularmente, entre os Salmos. O publicano é alguém que, trabalhando como cobrador de impostos, a serviço das autoridades locais estabelecidas pela ocupação romana, é discriminado e humilhado pelo sistema religioso oficial, sendo considerado pecador. Porém, com humildade coloca sua confiança em Deus. A oração perfeita do fariseu é descartada por Jesus. Por trás da aparente devoção e piedade, ela é a afirmação da autojustificação, à revelia da vontade de Deus que deseja o respeito e o amor ao próximo. Deus é usado como instrumento para acobertar interesses particulares e justificar sua posição privilegiada e elitista. Ele não precisa de Deus e despreza o humilde e infeliz. O publicano, por sua vez, recorre a Deus com humildade. Está consciente de sua fragilidade e busca em Deus seu amparo e proteção. O tardio Livro do Eclesiástico, sob influência grega, nos fala da oração do pobre e do humilde, que é ouvida por Deus (primeira leitura). Paulo, apóstolo, é testemunha da justiça e do auxílio de Deus, nos momentos de sua fraqueza (segunda leitura). Assim, "quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado".

José Raimundo Oliva

A igreja celebra hoje: Santo Antônio Maria Claret

O santo lembrado hoje foi de muita importância para a Igreja que guarda o testemunho de sua santidade, que mereceu a frase do Papa Pio XI que disse: "Antônio Maria Claret é uma figura verdadeiramente grande, como apóstolo infatigável". Nasceu em 1807 em Sallent (Província de Barcelona - Espanha), ao ser batizado recebeu o nome de Antônio João, ao qual ele veio depois acrescentar o de Maria como sinal de sua especial devoção à Santíssima Virgem: "Nossa Senhora é minha Mãe, minha Madrinha, minha Mestra, meu tudo, depois de Cristo".


Antônio Maria ajudou o pai numa fábrica de tecidos até os 22 anos, quando entrou para o seminário de vida, pois almejava um sacerdócio santo e como padre desejou consagrar-se nas difíceis missões da Espanha. Ao ver a pobreza dos missionários e as portas se abrindo, Antônio Maria, com amigos, tratou de fundar a "Congregação dos Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria", conhecidos como Claretianos.


O Carisma era evangelizar todos os setores, por meio da caridade de Cristo que constrangia, por isso dizia: "Não posso resistir aos impulsos interiores que me chamam para salvar almas. Tenho sede de derramar o meu sangue por Cristo!" Mal tinha fundado a Congregação, o Espírito o nomeou para Arcebispo de Santiago de Cuba, onde fez de tudo, até arriscar a própria vida, para defender os oprimidos da ilha e converter a todos, conta-se que ao chegar às terras cubanas foi logo visitar e consagrar o apostolado à Nossa Senhora do Cobre.


Com os amigos o Arcebispo Santo Antônio Maria Claret, evangelizou milhares de almas, isto através de missões populares e escritos, que chegaram a 144 obras. Fundador das Religiosas de Maria Imaculada, voltou a Espanha, também tornou-se confessor e conselheiro particular da rainha Isabel II; participou do Concílio Vaticano I, e ao desviar-se de calúnias retirou-se na França onde continuou o apostolado até passar pela morte e chegar na glória em 24 de outubro de 1870.


Foi beatificado em 1934 pelo Papa Pio XI e canonizado por Pio XII em 1950. Pelo seu amor ao Imaculado Coração de Maria e pelo seu apostolado do Rosário, tem uma estátua de mármore no interior da Basílica de Fátima.


Santo Antônio Maria Claret, rogai por nós!