Painel informativo.

- TRÊS VEZES ADMIRÁVEL pela grandeza de sua posição junto à Trindade, como filha predileta do Pai, Mãe do Filho e Esposa do Espírito Santo. Também por ser Mãe de Deus, Mãe do Redentor e Mãe dos Remidos.'

MISTERIOS DE

O Santo Rosário compreende a meditação dos vinte mistérios da Fé Católica, divididos em quatro grupos de cinco mistérios - denominados Terço - e nos leva diariamente ao estudo e meditação profunda da Palavra Sagrada da Bíblia e das passagens mais importantes do Evangelho. Aos mistérios originais, recentemente o Papa João Paulo II instituiu novas meditações, sendo que os mistérios do Santo Rosário são:
Mistérios Gozosos - Natalidade e crescimento de Jesus
Mistérios Dolorosos - Agonia, sofrimento e morte: Amor aos pecadores
Mistérios Gloriosos - Vitória, Salvação, Proteção
Mistérios Luminosos - A humildade, os milagres e o eterno Amor

VOCÊ É ESPECIAL!

Pesquisar neste blog

ORAÇÃO OFICIAL DO TERÇO DOS HOMENS MÃE RAINHA





Evangelho (Mateus 17,14-20)

18ª Semana Comum



— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 14chegando Jesus e seus discípulos junto da multidão, um homem aproximou-se de Jesus, ajoelhou-se e disse: 15“Senhor, tem piedade do meu filho. Ele é epiléptico, e sofre ataques tão fortes que muitas vezes cai no fogo ou na água. 16Levei-o aos teus discípulos, mas eles não conseguiram curá-lo!”
17Jesus respondeu: “Ó gente sem fé e perversa! Até quando deverei ficar convosco? Até quando vos suportarei? Trazei aqui o menino”.
18Então Jesus o ameaçou e o demônio saiu dele. Na mesma hora, o menino ficou curado. 19Então, os discípulos aproximaram-se de Jesus e lhe perguntaram em particular: “Por que nós não conseguimos expulsar o demônio?”
20Jesus respondeu: “Porque a vossa fé é demasiado pequena. Em verdade vos digo, se vós tiverdes fé do tamanho de uma semente de mostarda, direis a esta montanha: ‘Vai daqui para lá’ e ela irá. E nada vos será impossível”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário do Evangelho

"Ó geração sem fé"

Marcos, no seu Evangelho, apresenta, também, esta narrativa, porém com mais detalhes (Mc 9,14-29). O tema central é a fragilidade da fé dos discípulos. Estes discípulos, antes, tinham sido enviados em missão, por Jesus, para expulsar os demônios (Mt 10,1.8). Agora não conseguem curar um menino epiléptico, doença atribuída à ação do demônio. São então repreendidos: "Ó geração sem fé". Depois, respondendo aos discípulos, Jesus explica que eles não conseguiram expulsar o demônio "por causa da fraqueza de vossa fé". Pode-se perceber aqui um texto didático em vista de estimular a fé dos discípulos em todos os tempos. A fé, mesmo pequena como o grão de mostarda, pode transportar montanhas, isto é, transformar as mentes e o mundo. E é esta fé que permite que criaturas frágeis compreendam e realizem o grande projeto do Reino.

José Raimundo Oliva

A igreja celebra hoje: São Sisto II e companheiros mártires

Os anos que se seguiram de 250 até 260 foram uns dos mais terríveis e ao mesmo tempos gloriosos do Cristianismo; terríveis devido à fúria dos imperadores Décio e Valeriano, e gloriosos por conta da têmpera dos inúmeros mártires, que foram os que mais glorificaram a Deus.

O Santo Papa Sisto II, a quem celebramos neste dia, foi um destes homens que soube transformar o terrível em glória, a partir do seu testemunho de fé, amor e esperança em Cristo Jesus. Pertence à lista de cinco consecutivos Papas mártires, São Sisto II governou a Igreja durante um ano (257 - 258) e neste tempo semeou a paz e a unidade no seio da Igreja de Cristo.

Foi Sisto decapitado pela polícia durante uma cerimônia clandestina que ele celebrava num cemitério da via Ápia. Foram ao mesmo tempo executados seis dos sete diáconos que o rodeavam. Só pouparam algum tempo o diácono Lourenço, seu tesoureiro, a quem deixaram quatro dias para entregar os bens da Igreja. Assim se procedia desde que o imperador Valeriano (+260) estabelecera a pena de morte "sem julgamento, só com verificação de identidade", contra os Bispos, padres e diáconos da religião cristã.

Desta forma, São Sisto II e seus companheiros mártires entregaram suas vidas em sinal de fidelidade a Cristo e foram recompensados com o tesouro da eternidade no Céu.


São Sisto II e companheiros mártires, rogai por nós!

Evangelho (Lucas 9,28b-36)



— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo São Lucas.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 28bJesus levou consigo Pedro, João e Tiago, e subiu à montanha para rezar. 29Enquanto rezava, seu rosto mudou de aparência e sua roupa ficou muito branca e brilhante.
30Eis que dois homens estavam conversando com Jesus: eram Moi­sés e Elias. 31Eles apareceram revestidos de glória e conversavam sobre a morte, que Jesus iria sofrer em Jerusalém. 32Pedro e os companheiros estavam com muito sono. Ao despertarem, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com ele.
33E quando estes homens se iam afastando, Pedro disse a Jesus: “Mestre, é bom estarmos aqui. Vamos fazer três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”.
Pedro não sabia o que estava dizendo. 34Ele estava ainda falando, quando apareceu uma nuvem que os cobriu com sua sombra. Os discípulos ficaram com medo ao entrarem dentro da nuvem. 35Da nuvem, porém, saiu uma voz que dizia: “Este é o meu Filho, o Escolhido. Escutai o que ele diz!”
36Enquanto a voz ressoava, Jesus encontrou-se sozinho. Os discípulos ficaram calados e naqueles dias não contaram a ninguém nada do que tinham visto.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário do Evangelho


Jesus, Filho de Deus e filho de Maria

A narrativa da transfiguração é encontrada nos três Evangelhos sinóticos e faz a articulação entre a conclusão do ministério de Jesus na Galileia e territórios gentios vizinhos e o início do caminho com destino a Jerusalém. A cena da transfiguração vem como confirmação da filiação divina de Jesus e da importância de acolher sua palavra, que nos leva a segui-lo. Ao longo de seu ministério Jesus, Filho de Deus e filho de Maria, foi todo doação de vida e amor. Em Jerusalém pressente-se a sua morte. Contudo, a manifestação de sua condição divina é uma garantia de que a
humanidade glorificada pela encarnação está revestida de eternidade.

José Raimundo Oliva

A igreja celebra hoje: São Justo e São Pastor

Com alegria, toda a Igreja festeja neste dia, a Transfiguração de Nosso Senhor Jesus Cristo, a qual se encontra testemunhada nos Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas. Neste fato bíblico, nós nos deparamos com o segredo da santidade para todos os tempos: "Este é o meu Filho bem-amado, aquele que me aprove escolher. Ouvi-o!" (Mc 9,7)

Sem dúvida, os santos que estamos lembrando hoje, somente estão no Eterno Tabor, por terem vivido esta ordem do Pai. Conta-se que eram jovens cristãos e estavam na escola, quando souberam que o perseguidor e governador Daciano acabara de entrar na cidade. Sendo assim, os santos Justo e Pastor, fugiram, mas foram pegos e entregues por pagãos ao grande perseguidor dos cristãos.

Diante do governador que estava sobre o seu cavalo, os corajosos discípulos de Cristo não recuaram diante das ameaças, tanto assim que, frente à possibilidade do martírio, a resposta de São Justo e Pastor foi um canto de felicidade. O governador, ridicularizado pela fé que transfigurava aqueles jovens, mandou que lhes cortassem as cabeças, isto ocorreu em Alcalá de Henares, em Castela, no ano de 304.

Santos Justo e Pastor, rogai por nós!

Lançamento do CD e DVD de Maria Edna



Aconteceu em Bragança Pta-SP o show de lançamento do segundo Cd de Maria Edna = “Fonte de Graças”.
Foi uma noite especial onde os presentes puderam vivenciar um pouco do Tabor.
Maria Edna faz parte da União das Mães de Schoenstatt, e também é missionária da Imagem Auxiliar da Mãe Peregrina que visita as paróquias da forania de Bragança Paulista-SP.
Seu amor ao movimento de Schoenstatt levou-a a compor canções sobre essa rica espiritualidade.
Esse Cd traz canções que falam forte ao coração, e nos convidam a testemunhar dia a dia nossa caminhada rumo a santidade.
Você pode adquirir o Cd e ou DVD “Fonte de Graças” de Maria Edna no Santuário de Schoenstatt (Atibaia- SP).



E também por telefone ou e-mail:
Compras do CD / DVD ou agenda para eventos entre em contato:
e-mail: contato.mariaedna@gmail.com
ou telefone: (11) 7253-1117 e enviaremos via correio.



Preço do CD R$ 15,00 + despesas de envio
Preço do DVD R$ 20,00 + despesas de envio

Evangelho (Mateus 16,13-23)


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.



Naquele tempo, 13Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali perguntou a seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” 14Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; Outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”.
15Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” 16Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. 17Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. 18Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”.
20Jesus, então, ordenou aos discípulos que não dissessem a ninguém que ele era o Messias. 21Jesus começou a mostrar aos seus discípulos que devia ir a Jerusalém e sofrer muito da parte dos anciãos, dos sumos sacerdotes e dos mestres da Lei, e que devia ser morto e ressuscitar no terceiro dia.
22Então Pedro tomou Jesus à parte e começou a repreendê-lo, dizendo: “Deus não permita tal coisa, Senhor! Que isto nunca te aconteça!” 23Jesus, porém, voltou-se para Pedro, e disse: “Vai para longe, Satanás! Tu és para mim uma pedra de tropeço, porque não pensas as coisas de Deus, mas sim as coisas dos homens!”



- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário do Evangelho


Pedro professa a fé

A profissão de fé de Pedro com o elogio de Jesus é própria de Mateus. Pedro professa a fé cristológico-messiânica, herdada da tradição davídica do rei poderoso. No Evangelho de Marcos, Jesus descarta esse messianismo. Mateus a valoriza diante da sua comunidade de discípulos oriundos do Judaísmo. Mas a narrativa adquire uma contradição. Quando Jesus mostra-se humano e frágil, ameaçado por perseguições, sofrimento e morte em Jerusalém, Pedro o rejeita. Jesus lhe dirige uma tripla censura, revertendo o elogio anterior: satanás, pedra de tropeço e não pedra
da Igreja, pois tem em mente as coisas dos homens, não as de Deus.
 
José Raimundo Oliva

A igreja celebra hoje: Santo Apolinário

Neste mesmo dia em que comemoramos a dedicação da Basílica de Santa Maria Maior em Roma, lembramos com alegria da vida de santidade do mais antigo Bispo de Ravena: Santo Apolinário. Nascido no Séc. I numa família pagã, foi convertido por Deus em Roma, através da pregação do apóstolo São Pedro.

No tempo de Apolinário o paganismo e sincretismo estavam dominando todo o Império e, por isso, todo evangelizador corria grandes riscos de vida. Com a missão indicando a evangelização do Norte da Itália, foi ele edificar a Igreja de Ravena, a qual tornou-se na Itália, depois de Roma, pólo do Cristianismo.

Por causa de Jesus Cristo e do Seu Reino, lutou contra as tentações, permaneceu fiel, com coragem sofreu e suportou até mesmo as torturas como confessor e, mais tarde, o martírio. Conta-nos a história que diante do Édito de Milão em 313, a Igreja Católica adquiriu liberdade religiosa e com isso pôde livremente evangelizar o Império Romano, assim como venerar seus santos; é deste período que encontramos em Ravena grande devoção ao Santo Bispo do qual celebramos hoje, herói da nossa fé.

Santo Apolinário, rogai por nós!

O Pelicano

Não sei se todos conhecem a ave Pelicano, não é bonito como as Águias, nem tem a graça dos passarinhos, um bicho com um bico comprido e uma bolsa tipo um papo onde ele regurgita o alimento.

Certa vez nós fomos visitar uma igreja barroca, e eu vi esta ave entalhada em um altar antigo.

Nunca tinha visto aquilo, uma ave com três filhotes e no seu peito três gotas de sangue.

O padre nos falou
Vocês nunca viram estes símbolos não é mesmo?
É que os cristãos antigos usavam o Pelicano como um símbolo da Eucaristia, porque a Eucaristia é o Corpo do Senhor que se faz nosso alimento.

Mas porque o Pelicano?

Porque esse bicho, quando não tem como saciar a fome de seus filhotes, bica o próprio peito para dar sua carne como alimento, e assim, sua carne e seu sangue sustentam os pequeninos e eles não morrem.

Assim é Jesus Cristo, que com Seu corpo e sangue nos sustenta, e nos dá as forças para que não pereçamos no nosso dia a dia.

Assim o Pelicano se tornou um símbolo do Cristo, porque ele dá a vida pelos seus filhos.

Assim como Jesus nos deu a Dele.

Mas e nós, também sabemos ser como Pelicanos, e nos darmos para saciar a fome dos irmãos, para que ninguém tenha mais fome, nem de pão , e nem da Palavra de Deus?

São Jerônimo, num comentário do Salmo 102, disse: “Sou como um pelicano do deserto, que fustiga o peito e alimenta com o próprio sangue os seus filhos”. Ele é o símbolo do sacrifício e da doação de si mesmo. E a Eucaristia é Jesus Cristo, como pão do céu, da paz e a salvação da humanidade.

Frei Bento

Evangelho (Mateus 15,21-28)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 21Jesus retirou-se para a região de Tiro e Sidônia. 22Eis que uma mulher cananeia, vindo daquela região, pôs-se a gritar: “Senhor, filho de Davi, tem piedade de mim: minha filha está cruelmente atormentada por um demônio!” 23Mas, Jesus não lhe respondeu palavra alguma. Então seus discípulos aproximaram-se e lhe pediram: “Manda embora essa mulher, pois ela vem gritando atrás de nós”.
24Jesus respondeu: “Eu fui enviado somente às ovelhas perdidas da casa de Israel”. 25Mas, a mulher, aproximando-se, prostrou-se diante de Jesus, e começou a implorar: “Senhor, socorre-me!” 26Jesus lhe disse: “Não fica bem tirar o pão dos filhos para jogá-lo aos cachorrinhos”. 27A mulher insistiu: “É verdade, Senhor; mas os cachorrinhos também comem as migalhas que caem da mesa de seus donos!” 28Diante disso, Jesus lhe disse: “Mulher, grande é a tua fé! Seja feito como tu queres!” E desde aquele momento sua filha ficou curada.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário do Evangelho

Uma mulher cananeia

Tiro e Sidônia são cidades gentílicas abominadas pela tradição do Judaísmo. A ida de Jesus a esta região significa a universalidade do Reino, sem fronteiras. Jesus já estivera na região de Gadara, outro território gentílico, quando libertara um endemoninhado que passou a anunciar Jesus entre seu povo. Agora, uma mulher cananeia vai ao encontro de Jesus e lhe pede sua compaixão pela filha atormentada. São marcantes a confiança e a humildade desta mulher diante de Jesus. Esta sua atitude faz com que Jesus a atenda, com a proclamação: "Mulher, grande é a tua fé".
Sobre um centurião romano, Jesus já proclamara, também: "Em verdade vos digo que em Israel não achei ninguém que tivesse tal fé". Fica, assim, destacado que os gentios tiveram fé em Jesus e o acolheram, superando os filhos de Israel que, embora julgando-se eleitos, rejeitaram Jesus.

José Raimundo Oliva

A igreja celebra hoje: São João Maria Vianney

Com admiração, alegramo-nos com a santidade de vida do patrono de todos os vigários, conhecido por Cura D'Ars. São João Maria Vianney nasceu em Dardilly, no ano de 1786, e enfrentou o difícil período em que a França foi abalada pela Revolução Napoleônica.

Camponês de mente rude, proveniente de uma família simples e bem religiosa, percebia desde de cedo sua vocação ao sacerdócio, mas antes de sua consagração, chegou a ser um desertor do exército, pois não conseguia "acertar" o passo com o seu batalhão.

Ele era um cristão íntimo de Jesus Cristo, servo de Maria e de grande vida penitencial, tanto assim que, somente graças à vida de piedade é que conseguiu chegar ao sacerdócio, porque não acompanhava intelectualmente as exigências do estudo do Latim, Filosofia e Teologia da época (curiosamente começou a ler e escrever somente com 18 anos de idade).

João Maria Vianney, ajudado por um antigo e amigo vigário, conseguiu tornar-se sacerdote e aceitou ser pároco na pequena aldeia "pagã", chamada Ars, onde o povo era dado aos cabarés, vícios, bebedeiras, bailes, trabalhos aos domingos e blasfêmias; tanto assim que suspirou o Santo: "Neste meio, tenho medo até de me perder". Dentro da lógica da natureza vem o medo; mas da Graça, a coragem. Com o Rosário nas mãos, joelhos dobrados diante do Santíssimo, testemunho de vida, sede pela salvação de todos e enorme disponibilidade para catequizar, o santo não só atende ao povo local como também ao de fora no Sacramento da Reconciliação. Dessa forma, consumiu-se durante 40 anos por causa dos demais (chegando a permanecer 18 horas dentro de um Confessionário alimentando-se de batata e pão).

Portanto, São João Maria Vianney, que viveu até aos 73 anos, tornou-se para o povo não somente exemplo de progresso e construção de uma ferrovia – que servia para a visita dos peregrinos – mas principalmente, e antes de tudo, exemplo de santidade, de dedicação e perseverança na construção do caminho da salvação e progresso do Reino de Deus para uma multidão, pois, como padre teve tudo de homem e ao mesmo tempo tudo de Deus.

São João Maria Vianney, rogai por nós!

Evangelho (Mateus 14,22-36)


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.



Depois que a multidão comera até saciar-se, 22Jesus mandou que os discípulos entrassem na barca e seguissem, à sua frente, para o outro lado do mar, enquanto ele despediria as multidões. 23Depois de despedi-las, Jesus subiu ao monte, para orar a sós. A noite chegou, e Jesus continuava ali, sozinho. 24A barca, porém, já longe da terra, era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário. 25Pelas três horas da manhã, Jesus veio até os discípulos, andando sobre o mar. 26Quando os discípulos o avistaram, andando sobre o mar, ficaram apavorados, e disseram: “É um fantasma”. E gritaram de medo. 27Jesus, porém, logo lhes disse: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!”
28Então Pedro lhe disse: “Senhor, se és tu, manda-me ir a teu encontro, caminhando sobre a água”. 29E Jesus respondeu: “Vem!” Pedro desceu da barca e começou a andar sobre a água, em direção a Jesus. 30Mas, quando sentiu o vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: “Senhor, salva-me!” 31Jesus logo estendeu a mão, segurou Pedro, e lhe disse: “Homem fraco na fé, por que duvidaste?” 32Assim que subiram na barca, o vento se acalmou.
33Os que estavam na barca, prostraram-se diante dele, dizendo: “Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!” 34Após a travessia desembarcaram em Genesaré. 35Os habitantes daquele lugar reconheceram Jesus e espalharam a notícia por toda a região. Então levaram a ele todos os doentes; 36e pediam que pudessem, ao menos, tocar a barra de sua veste. E todos os que tocaram, ficaram curados.



- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário do Evangelho

Pedro ousa lançar-se ao encontro de Jesus

Nesta narrativa de um "milagre da natureza", temos um estímulo à fé dos discípulos que vacilam diante das adversidades previsíveis e encontradas durante a missão a que são chamados. O mar agitado é a expressão destas adversidades, que se aparentam tanto maiores quanto os discípulos se sentem sós. Os discípulos, de início, têm dificuldade em reconhecer a presença de Jesus. Pedro ousa lançar-se ao encontro de Jesus, porém vacila no caminho sobre as águas. A presença final de Jesus traz segurança aos discípulos. As comunidades podem ter a fé segura de que Jesus está em seu meio com a mão estendida para amparar cada um e cada uma.

José Raimundo Oliva

A igreja celebra hoje: Santa Lídia

Uma antiga tradição cristã a respeito do culto aos santos demonstra que Santa Lídia foi uma das primeiras santas a serem veneradas dentro da fé católica.

Lídia era uma prosélita, ou seja, uma pagã convertida ao judaísmo. Veio da Grécia asiática e instalou-se para o seu comércio em Filipos, porto do Mar Egeu. Fez-se cristã pelo ano de 55, quando São Paulo evangelizava essa região. São Lucas, que andava com o Apóstolo, contou este episódio:

"...Filipos, que é a cidade principal daquele distrito da Macedônia, uma colônia (romana). Nesta cidade nos detivemos por alguns dias. No sábado, saímos fora da porta para junto do rio, onde pensávamos haver lugar de oração. Aí nos assentamos e falávamos às mulheres que se haviam reunido. Uma mulher, chamada Lídia, da cidade dos tiatirenos, vendedora de púrpura, temente a Deus, nos escutava. O Senhor abriu-lhe o coração, para atender às coisas que Paulo dizia" (At 16,12-14)

As formalidades da canonização levam frequentemente muitos anos. Foram, porém, curtíssimas ao tratar-se de Santa Lídia. Foi Barónio (+ 1607) que, em 1586, com sua própria autoridade, a introduziu no Martirológio romano, cuja revisão lhe estava entregue.

Santa Lídia, rogai por nós!

Retiro para Coordenadores Diocesanos e Paroquiais da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt e Lideranças do Movimento Apostólico de Schoenstatt.

Foi realizado no período de 30 de julho a 01 de agosto de 2010, o Retiro para Coordenadores Diocesanos e Paroquiais da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt e Lideranças do Movimento Apostólico de Schoenstatt.

O tema: O três pontos de contato, ou seja, o Santuário, a Mãe Três Vezes Admirável e o Pe. Kentenich.

Os formadores foram Padre Pedro Cabello que direcionou ao Santuário e a Mãe Rainha e Ir, Denise que direcionou ao Pai Fundador do Movimento Pe Kentenich e a Ir. M. Salete que coordenou todo o retiro. O retiro contou com a participação de várias cidades como Fortaleza, Icó, Crato, Juazeiro do Norte, Iguatú dentre outras cidades do Estado. A Diocese de Mossoró foi bem representada pelas cidades de Mossoró, Areia Branca, Pau dos Ferros, Dr. Severiano, Encanto e Luiz Gomes, dentre outros.

Sabemos que a experiência pessoal de nosso pai e fundador (Padre kentenich) se repetem e se comprova a história da família Schoenstatteana. E o carisma que é “Maria”. Ela revela ao Pai o seu amor. Maria colabora na redenção como medianeira, a que molda, a educadora. O tesouro do movimento é mostrar, proteger e anunciar “aliança de amor”( a aliança é: Levar-nos a viver uma vida EM Maria, COMO Maria e PARA Maria Santíssima).


Nossa missão é mariana e nos impulsiona a empreender a luta, e nos deixarmos inflamar por um caloroso entusiasmo pela pessoa da Mãe de Deus. Em Schoenstatt tem o testemunho de elevado amor a Maria e da ação educadora Mãe e Rainha no seu Santuário.
O pensamento central que impulsiona constantemente e assegura a paz inalterável em todas as situações é o pensamento da aliança. (“ Um lugar tão pequeno e uma fonte de graças tão grande”). Segundo Pe Kentenich: Deus escolheu Paulo para anunciar o mistério de Cristo a todos os povos, também Deus escolheu a mim, desde o seio da minha mãe para anunciar ao mundo e a igreja o mistério de Maria e as glórias de Maria.
A história do início das imagens peregrinas foi por que Padre Kentenich que estava atento aos sinais de Deus, que se manifestavam pelos acontecimentos do mundo e nos corações dos jovens, e movido por uma inspiração, teve a idéia de transformar uma pequena capelinha, que se encontrava no pátio do seminário, em um lugar de peregrinações Ali se reuniu um grupo de seminaristas, em 18 de outubro de 1914, e convidou a Mãe de Deus para nela se estabelecer, operar milagres de transformação interior e atuar como educadora de personalidades livres e santas Por esse compromisso foi selada uma Aliança de Amor, que também se expressa pelo “Nada sem vós, nada sem nós”. Estas palavras sintetizam o caminho da aliança com Maria do Movimento Apostólico de Schoenstatt.
Encerrando dizemos que o retiro foi um verdadeiro encontro de amor e devoção a nossa Mãe, onde houve trabalhos em grupos, palestras, as santas missas. Foi uma renovação e troca de conhecimentos ligados ao Movimento. Momento como este foi verdadeiramente único e é o que nossa mãe quer, que nós fiquemos interligados no seu amor e na devoção mariana.

Evangelho (Mateus 14,13-21)


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 13quando soube da morte de João Batista, Jesus partiu e foi de barco para um lugar deserto e afastado. Mas quando as multidões souberam disso, saíram das cidades e o seguiram a pé. 14Ao sair da barca, Jesus viu uma grande multidão. Encheu-se de compaixão por eles e curou os que estavam doentes. 15Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram: “Este lugar é deserto e a hora já está adiantada. Despede as multidões, para que possam ir aos povoados comprar comida!” 16Jesus porém lhes disse: “Eles não precisam ir embora. Dai-lhes vós mesmos de comer!” 17Os discípulos responderam: “Só temos aqui cinco pães e dois peixes”. 18Jesus disse: “Trazei-os aqui”. 19Jesus mandou que as multidões se sentassem na grama. Então pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu e pronunciou a bênção. Em seguida partiu os pães, e os deu aos discípulos. Os discípulos os distribuíram às multidões. 20Todos comeram e ficaram satisfeitos, e dos pedaços que sobraram, recolheram ainda doze cestos cheios. 21E os que haviam comido eram mais ou menos cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário do Evangelho

Verdadeiro banquete da vida

Este episódio do pão partilhado entre Jesus, seus discípulos e as multidões, é narrado pelos quatro evangelistas. Mateus, seguindo Marcos, narra este episódio em seguida à narrativa do banquete de herodes (cf. 31 jul.), e em contraposição a ele. Em torno de herodes reuniram-se as elites do poder, em um banquete de aniversário. O desfecho do que seria uma comemoração da vida revela a verdadeira identidade dos celebrantes: é uma festa de morte, que termina com a cabeça de João Batista servida em uma bandeja. Por outro lado, longe das elites da cidade, em meio rural popular, Jesus reúne multidões e partilha com elas pães e peixes, saciando a todos. Este é o verdadeiro banquete da vida, o banquete da partilha que eleva os excluídos e os integra no Reino de Deus.

José Raimundo Oliva

A igreja celebra hoje: Santo Eusébio de Vercelli

Hoje nós lembramos o testemunho de santidade de Eusébio, que nasceu no começo do século IV, na Sardenha e não tinha este nome, até ir para Roma em procura de lucro com a Política e o Direito. Encontrado por Jesus, converteu-se e recebeu as águas do Batismo e o novo nome de Eusébio, pois foi batizado pelo Papa Eusébio.

De simples leitor da Igreja de Roma, Eusébio foi ordenado sacerdote e depois em 345, Bispo em Vercelli, onde exerceu seu ministério com zelo, muito amor às almas e à Verdade. Dentre tantas inspirações para a Diocese, Eusébio vivia comunitariamente com seus sacerdotes, e desta comunhão conseguiu forças para vencer os bons combates do dia-a-dia.

Santo Eusébio de Vercelli por opor-se ao Arianismo que buscava erroneamente negar a divindade de Cristo, foi exilado com outros santos bispos pelo imperador Constâncio. Despachado com algemas para a Palestina, Eusébio sofreu torturas e sobreviveu por seis anos fechado numa prisão. Quando liberto aproveitou para visitar as Igrejas do Oriente. Ao voltar foi acolhido como vencedor pelos irmãos no Episcopado, Clero e todo o povo, e até entrar no Céu em 370, venceu o Arianismo com Santo Hilário e unificou as Igrejas.
 
Santo Eusébio de Vercelli, rogai por nós!