Painel informativo.

- TRÊS VEZES ADMIRÁVEL pela grandeza de sua posição junto à Trindade, como filha predileta do Pai, Mãe do Filho e Esposa do Espírito Santo. Também por ser Mãe de Deus, Mãe do Redentor e Mãe dos Remidos.'

MISTERIOS DE

O Santo Rosário compreende a meditação dos vinte mistérios da Fé Católica, divididos em quatro grupos de cinco mistérios - denominados Terço - e nos leva diariamente ao estudo e meditação profunda da Palavra Sagrada da Bíblia e das passagens mais importantes do Evangelho. Aos mistérios originais, recentemente o Papa João Paulo II instituiu novas meditações, sendo que os mistérios do Santo Rosário são:
Mistérios Gozosos - Natalidade e crescimento de Jesus
Mistérios Dolorosos - Agonia, sofrimento e morte: Amor aos pecadores
Mistérios Gloriosos - Vitória, Salvação, Proteção
Mistérios Luminosos - A humildade, os milagres e o eterno Amor

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ORAÇÃO OFICIAL DO TERÇO DOS HOMENS MÃE RAINHA





Evangelho (João 20,24-29)


 
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

24Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio. 25Os outros discípulos contaram-lhe depois: “Vimos o Senhor!” Mas Tomé disse-lhes: “Se eu não vir as marcas dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei”.
26Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”. 27Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel”. 28Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!” 29Jesus lhe disse: “Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!”

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário do Evangelho

Para crer não é necessário ver

Nos Evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas) o nome de Tomé é mencionado apenas uma única vez, compondo a lista dos Doze apóstolos. No Evangelho de João, Tomé aparece em quatro situações: na narrativa da ressurreição de Lázaro, em um diálogo na última ceia, neste detalhado diálogo com o Ressuscitado e na pesca milagrosa na Galileia, também com o Ressuscitado. Este episódio do Evangelho de hoje, de certo modo, relativiza as narrativas de visões do Ressuscitado. No episódio do encontro do túmulo vazio, o discípulo que Jesus amava creu sem ver o Ressuscitado (Jo 20,8). Para crer não é necessário ver. A fé brota da experiência de amor que os discípulos tiveram no convívio com Jesus, e da mesma experiência de amor que se pode ter, hoje, nas relações fraternas de acolhimento, de doação e serviço, de misericórdia e compaixão, na fidelidade às palavras de Jesus.

José Raimundo Oliva

A igreja celebra hoje: São Tomé

Pertenceu ao grupo dos doze apóstolos. O Senhor o chamou dentro de sua realidade, com suas fraquezas e até com suas crises de fé.

Nosso Senhor Jesus revelou a nós coisas maravilhosas através de São Tomé:

"Tomé lhe disse: 'Senhor, nós nem sabemos para onde vais, como poderíamos saber o caminho?' Jesus lhe disse: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai a não ser por mim" (Jo 14,6).

Tomé nunca teve medo de expor a realidade de sua fé e de sua razão, que queria saber cada vez mais e melhor. Quando Jesus apareceu aos apóstolos ao ressuscitar, Tomé não estava ali, e aí encontramos seu testemunho: "Oito dias depois, os discípulos encontravam-se reunidos na casa, e Tomé estava com eles. Estando as portas fechadas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”. Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado e não sejas incrédulo, mas crê!” Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!” (Jo 20,26-28).

O Papa São Gregório Magno meditando essa realidade de São Tomé diz: "A incredulidade de Tomé não foi um acaso, mas prevista nos planos de Deus. O discípulo, que, duvidando da Ressurreição do Mestre, pôs as mãos nas chagas do mesmo, curou com isso a ferida da nossa incredulidade".

Segundo a Tradição, Tomé teria ido, depois de Pentecostes, evangelizar pelo Oriente e Índia onde morreu martirizado, ou seja, morreu por amor, testemunhando a sua fé.

São Tomé, rogai por nós !

Evangelho (Mateus 9,9-13)

13ª Semana Comum




— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 9Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: “Segue-me!” Ele se levantou e seguiu a Jesus. 10Enquanto Jesus estava à mesa, em casa de Mateus, vieram muitos cobradores de impostos e pecadores e sentaram-se à mesa com Jesus e seus discípulos.
11Alguns fariseus viram isso e perguntaram aos discípulos: “Por que vosso mestre come com os cobradores de impostos e pecadores?” 12Jesus ouviu a pergunta e respondeu: “Aqueles que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes. 13A­prendei, pois, o que significa: ‘Quero misericórdia e não sacrifício’. De fato, eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário do Evangelho


Jesus, com sua prática, revela o projeto do Pai

Junto ao Mar da Galileia, em Cafarnaum, Jesus já havia chamado os quatro primeiros discípulos, que eram humildes pescadores (cf.30 nov.). Jesus se dirige, agora, ao publicano Mateus (Levi). Esta narrativa do chamado de Mateus realça a proposta de Jesus de abertura e acolhimento aos excluídos pelo Judaísmo. Nela, podemos perceber também os três círculos de proximidade a Jesus. Do lado de fora estão os fariseus, que rejeitam e são agressivos em relação a Jesus. Em um círculo intermediário estão os publicanos e pecadores (multidão), excluídos e esperançosos, que são tocados pelas palavras de Jesus e aproximam-se dele. E o círculo dos discípulos, que tomam posição decidida no seguimento de Jesus. O Judaísmo repudiava qualquer convívio com os excluídos, particularmente a refeição comum com eles. Jesus, com sua prática, revela o projeto do Pai, o Reino de misericórdia, onde a vida é promovida. Opõe-se à sociedade financeira de mercado e lucro, que exige o sacrifício dos excluídos para progredir.

José Raimundo Oliva

A igreja celebra hoje: São Bernardino Realino

Diante da vida do santo de hoje, poderíamos afirmar que nada tinha para chegar aos altares, até que passou a ter tudo, pois decidiu-se por Jesus. Bernardino Realino nasceu em Capri, próximo a Nápoles, em 1530, numa família religiosa que o promoveu para os estudos de Direito, o qual exerceu em Nápoles.

Como era de costume na época, o jovem andava armado com um punhal, até que diante de um desentendimento feriu gravemente um adversário, e por isso fugindo de complicações jurídicas e vingança, foi para o Norte da Itália.

Ao entrar na carreira política e administrativa, Bernardino progrediu, chegando a ser prefeito em muitas cidades. Jesus entrou em sua vida através de um sacerdote jesuíta, que falou sobre a riqueza da vida cristã e seus deveres. Desta maneira, Bernardino começou a rezar com empenho o Santo Terço, que o arrancou de todo indiferentismo religioso.

Durante sua linda caminhada de fé e testemunho, descobriu sua vocação, renunciou a tudo e entrou com 35 anos na Companhia de Jesus. Encaminhou-se ao Sacerdócio, exercendo-o na cidade de Lecce.

Como exemplo e reflexo do Bom Pastor, São Bernardino Realino no confessionário, pregação e direção espiritual salvava almas para Deus e com Deus, que o levou para o Céu com 86 anos.

São Bernardino Realino, rogai por nós!

Evangelho (Mateus 9,1-8)

13ª Semana Comum


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1entrando em um barco, Jesus atravessou para a outra margem do lago e foi para a sua cidade. 2Apresentaram-lhe, então, um paralítico deitado numa cama. Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico: “Coragem, filho, os teus pecados estão perdoados!”
3Então alguns mestres da Lei pensaram: “Esse homem está blasfemando!” 4Mas Jesus, conhecendo os pensamentos deles, disse: “Por que tendes esses maus pensamentos em vossos corações? 5O que é mais fácil, dizer: ‘Os teus pecados estão perdoados’, ou dizer: ‘Levanta-te e anda’?
6Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra poder para perdoar pecados, — disse, então, ao paralítico — “Levanta-te, pega a tua cama e vai para a tua casa”. 7O paralítico então se levantou, e foi para a sua casa. 8Vendo isso, a multidão ficou com medo e glorificou a Deus, por ter dado tal poder aos homens.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário do Evangelho


O poder de perdoar os pecados

Mateus resume a narrativa de Marcos da cura do paralítico, narrada com detalhes pitorescos (cf. 15 jan.). Ela está incluída em uma seção de dez milagres, com caráter persuasivo para o discurso apostólico que virá a seguir. A cura do paralítico é sinal do perdão dos pecados, fruto do amor misericordioso de Jesus. O pecado tinha um caráter de impureza para o Judaísmo. A purificação só poderia ser feita no Templo, mediante ofertas, em nome de Deus.
Tocado pela fé tanto do paralítico como do grupo que o carregava, Jesus chama-o de "filho" e proclama o perdão de seus pecados. Ao se irritarem e acusarem Jesus de blasfêmia, os fariseus e mestres da Lei pretendem condenar Jesus por ter desconsiderado o espaço privilegiado do Templo. Em Jesus ("Filho do homem", "humano"), Deus dá aos humanos o poder de perdoar os pecados, pelo amor.

José Raimundo Oliva

A igreja celebra hoje: Santo Aarão

Pertence aos santos do Antigo Testamento. O santo de hoje era irmão de sangue de Moisés.

Seu testemunho está nas Sagradas Escrituras no Pentateuco, no Salmo 98 e no livro do Eclesiástico.

“Exaltou também a Aarão, santo como ele, seu irmão, da tribo de Levi. Confirmou para ele uma aliança eterna, deu-lhe o sacerdócio do seu povo, encheu-o de felicidade e de glória. Moisés consagrou-lhe as mãos e o ungiu com o óleo santo. Foi-lhe, pois, concedido por aliança eterna, a ele e à sua descendência, enquanto durar o céu: servir ao Senhor e exercer o sacerdócio, e abençoar o povo em seu nome.” (Eclo 45,7-8.18-19)

Aarão é exemplo de fidelidade e de 'sim' a Deus.

Santo Aarão, rogai por nós!

Evangelho (Mateus 8,28-34)

13ª Semana Comum

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 28quando Jesus chegou à outra margem do lago, na região dos gadarenos, vieram ao seu encontro dois homens possuídos pelo demônio, saindo dos túmulos. Eram tão violentos, que ninguém podia passar por aquele caminho. 29Eles então gritaram: “Que tens a ver conosco, Filho de Deus? Tu vieste aqui para nos atormentar antes do tempo?”.
30Ora, a certa distância deles estava pastando uma grande manada de porcos. 31Os demônios suplicavam-lhe: “Se nos expulsas, manda-nos para a manada de porcos”.
32Jesus disse: “Ide”. Os demônios saíram, e foram para os porcos. E logo toda a manada atirou-se monte abaixo para dentro do mar, afogando-se nas águas. 33Os homens que guardavam os porcos fugiram e, indo até a cidade, contaram tudo, inclusive o caso dos possuídos pelo demônio. 34Então a cidade toda saiu ao encontro de Jesus. Quando o viram, pediram-lhe que se retirasse da região deles.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário do Evangelho

Jesus está presente, junto aos discípulos

Esta narrativa de milagre, carregada de simbolismos, já estava no Evangelho de Marcos. Mateus a resume substancialmente, dando sentido diferente. Em Marcos a narrativa exprime o empenho de Jesus em libertar os oprimidos sob as legiões do Império Romano. Em Mateus ela gira em torno do embate entre Jesus e os demônios. Os possessos passam a um segundo plano. A narrativa fica com um sentido restrito: Jesus que dominou a tempestade (Mt 8,26) domina também os demônios violentos. O mundo é possuído por pessoas que, com injustiça, conquistaram as riquezas e armazenaram as armas às custas de muitas vidas. Para manter seu poder devem, ostentando violência, manter também o povo submisso e explorado. Neste quadro assombroso, Jesus está presente, junto aos seus discípulos, em suas comunidades, que vivem o projeto de libertação.

José Raimundo Oliva

A igreja celebra hoje: Protomártires da Igreja de Roma

Depois da solenidade universal dos apóstolos São Pedro e Paulo, a liturgia nos apresenta a memória de outros cristãos que se tornaram os primeiros mártires da Igreja de Roma, por isso, protomártires.

O testemunho dos mártires da nossa Igreja nos recorda o que é essencial para a vida, para o cristão, para sermos felizes em Deus, principalmente nos momentos mais difíceis que todos nós temos.

Os mártires viveram tudo em Cristo.

No ano de 64, o imperador Nero pôs fogo em Roma e acusou os cristãos. Naquela época a comunidade cristã, vítima de preconceitos, era tida como uma seita, e inimiga, pois não adoravam o Imperador.

Qualquer coisa que acontecia de negativo, os cristãos eram acusados. Por isso, foram acusados de terem posto fogo em Roma, e a partir daí, no ano 64, começaram a ser perseguidos.

Os escritos históricos em Roma narram que os cristãos eram lançados nas arenas para servirem de espetáculo ao povo, junto às feras. Cobertos de piches, como tochas humanas e muitos outros atos atrozes.

E a resposta era sempre o perdão e a misericórdia.

O Papa São Clemente I escreveu: “Nos encontramos na mesma arena e combatemos o mesmo combate. Deixemos as preocupações inúteis e os vãos cuidados e voltemo-nos para a gloriosa e venerável regra da nossa tradição: consideremos o que é belo, o que é bom e o que é agradável ao nosso criador.”

Protomártires da Igreja de Roma, rogai por nós!

Evangelho (Mateus 8,23-27)

13ª Semana Comum



 
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 23Jesus entrou na barca, e seus discípulos o acompanharam. 24E eis que houve uma grande tempestade no mar, de modo que a barca estava sendo coberta pelas ondas. Jesus, porém, dormia.
25Os discípulos aproximaram-se e o acordaram, dizendo: “Senhor, salva-nos, pois estamos perecendo!” 26Jesus respondeu: “Por que tendes tanto medo, homens fracos na fé?” Então, levantando-se, ameaçou os ventos e o mar, e fez-se uma grande cal­maria. 27Os homens ficaram admirados e diziam: “Quem é este homem, que até os ventos e o mar lhe obedecem?”

 
- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário do Evangelho


Na sua aflição, clamaram para o Senhor


Esta narrativa do mar acalmado nos permite entender como as primeiras comunidades da Judeia guardaram a memória de Jesus como sendo aquele dotado do poder de Deus manifesto no Primeiro Testamento: "Tu dominas o orgulho do mar e amansas as ondas que se elevam" (Sl 89,10), "Na sua aflição, clamaram para o Senhor, e ele os libertou de suas angústias. Ele transformou a tempestade em leve brisa, e as ondas emudeceram. Ficaram alegres com a bonança, e ele os guiou ao porto desejado" (Sl 107,28-30). É uma visão segundo a qual se procura fortalecer a fé a partir da afirmação de poder. Contudo, na memória de Jesus podemos colocar a ênfase não no poder extraordinário, mas sim na sua compaixão e em seu empenho em promover a vida onde ela se encontra ameaçada e em extinção. Com este olhar sobre Jesus, podemos fortalecer nossa fé a partir de seu imenso amor misericordioso que atrai e seduz e nos move ao seu seguimento, em comunhão com o Deus de amor. Marcos e Mateus farão uma segunda narrativa com este mesmo tema de travessia do mar agitado, após a partilha dos pães com as multidões.

José Raimundo Oliva

A igreja celebra hoje: São Pedro e São Paulo Apóstolos

Hoje a Igreja do mundo inteiro celebra a santidade de vida de São Pedro e São Paulo. Estes santos são considerados "os cabeças dos apóstolos", por terem sido os principais líderes da Igreja Cristã Primitiva, tanto por sua fé e pregação, como pelo ardor e zelo missionários.

Pedro, que tinha como primeiro nome Simão, era natural de Betsaida, irmão do Apóstolo André. Pescador, foi chamado pelo próprio Jesus e, deixando tudo, seguiu ao Mestre, estando presente nos momentos mais importantes da vida do Senhor, que lhe deu o nome de Pedro. Em princípio, fraco na fé, chegou a negar Jesus durante o processo que culminaria em Sua morte por crucifixão. O próprio Senhor o confirmou na fé após Sua ressurreição (da qual o apóstolo foi testemunha), tornando-o intrépido pregador do Evangelho através da descida do Espírito Santo de Deus, no Dia de Pentecostes, o que o tornou líder da primeira comunidade. Pregou no dia de Pentecostes e selou seu apostolado com o próprio sangue, pois foi martirizado em uma das perseguições aos cristãos, sendo crucificado de cabeça para baixo a seu próprio pedido, por não se julgar digno de morrer como Seu Senhor, Jesus Cristo.

Escreveu duas Epístolas e, provavelmente, foi a fonte de informações para que São Marcos escrevesse seu Evangelho.

Paulo, que tinha como nome antes da conversão Saulo ou Saul, era natural de Tarso. Recebeu educação esmerada "aos pés de Gamaliel", um dos grandes mestres da Lei na época. Tornou-se fariseu zeloso, a ponto de perseguir e aprisionar os cristãos, sendo responsável pela morte de muitos deles.

Converteu-se à fé cristã no caminho de Damasco, quando o próprio Senhor Ressuscitado lhe apareceu e o chamou para o apostolado. Recebeu o Batismo do Espírito Santo e preparou-se para o ministério. Tornou-se um grande missionário e doutrinador, fundando muitas comunidades. De perseguidor passou a perseguido, sofreu muito pela fé e foi coroado com o martírio, sofrendo morte por decapitação.

Escreveu treze Epístolas e ficou conhecido como o "Apóstolo dos gentios".


São Pedro e São Paulo, rogai por nós!

Oração e Benção de Pe. Antonio Maria

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Evangelho (Mateus 8,18-22)


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 18vendo uma multidão ao seu redor, Jesus mandou passar para a outra margem do lago. 19Então um mestre da Lei aproximou-se e disse: “Mestre, eu te seguirei aonde quer que tu vás”.
20Jesus lhe respondeu: “As raposas têm suas tocas e as aves dos céus têm seus ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça”. 21Um outro dos discípulos disse a Jesus: “Senhor, permite-me que primeiro eu vá sepultar meu pai”. 22Mas Jesus lhe respondeu: “Segue-me, e deixa que os mortos sepultem os seus mortos”.
 
- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário do Evangelho


Seguir Jesus é romper com as tradições mortas

Inserido na sua coletânea de dez milagres, Mateus apresenta o tema do seguimento de Jesus. Ele elabora sua narrativa a partir da mesma fonte (Q) que Lucas (9,57-60). Em Lucas os seguidores de Jesus seriam samaritanos, pois o episódio ocorre na Samaria, na viagem de Jesus e seus discípulos para Jerusalém (cf. 27 jun.). Em Mateus a cena se passa em Cafarnaum, e o primeiro personagem é identificado como sendo um escriba, que se mostra disposto ao seguimento de Jesus. A resposta de Jesus é um chamado à consciência sobre a opção que está sendo feita. O escriba deve abandonar o seu repouso confortante (toca e ninho) na doutrina e nas observâncias judaicas e aderir ao abandono total nas mãos do Pai, como o Filho do homem, que não tem onde repousar a cabeça. Um outro dos discípulos pede tempo para enterrar o pai. A simples negativa de Jesus, tomada ao pé da letra, seria um tanto imprópria, por sua rudeza. Pode-se ver aí uma simbologia, na qual "o pai" significa a tradição do Judaísmo. Assim, a resposta de Jesus completa a anterior: seguir Jesus significa uma ruptura pura e simples com as tradições mortas que não favorecem a vida.

José Raimundo Oliva

A igreja celebra hoje: São Irineu

Celebramos a memória do grande Bispo e Mártir, São Irineu, que pelos seus escritos tornou-se o mais importante dos escritores cristãos do século II. Nascido na Ásia Menor, foi discípulo de Santo Policarpo, que por sua vez conviveu diretamente com o Apóstolo São João, o Evangelista.

Ao ser ordenado por São Policarpo, Irineu foi para a França e assumiu várias funções de serviço à Igreja de Cristo, que crescia em número de comunidades e necessidade de pastoreio. Importante contribuição deu à Igreja do Oriente quando foi em missão de paz para um diálogo com o Papa Eleutério sobre a falta de unidade na data da celebração da Páscoa, pois o Oriente corria ao risco de excomunhão, sendo fiel ao significado do seu próprio nome – portador da paz – logrou êxito nessa missão, já que isto nada interferia na unidade da fé.

Ao voltar da missão deparou-se com a morte do Bispo Potino, o qual o havia enviado para Roma e, sendo assim, foi ele o escolhido para sucessor do episcopado de Lião. Erudito, simples, orante e zeloso Bispo, foi ele quem escreveu contra os hereges e sobre a sucessão apostólica. E, muito dos dados que temos, hoje, sobre a história da Igreja do século II. Este grande Bispo morreu mártir na perseguição do imperador Severo.

São Irineu, rogai por nós!

Evangelho (Lucas 9,51-62)

13º Domingo Tempo Comum


 
— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!

51Estava chegando o tempo de Jesus ser levado para o céu. Então ele tomou a firme decisão de partir para Jerusalém 52e enviou mensageiros à sua frente.
Estes puseram-se a caminho e entraram num povoado de samaritanos, para preparar hospedagem para Jesus. 53Mas os samaritanos não o receberam, pois Jesus dava a impressão de que ia a Jerusalém.
54Vendo isso, os discípulos Tiago e João disseram: “Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para destruí-los?”
55Jesus, porém, voltou-se e repreendeu-os. 56E partiram para outro povoado.
57Enquanto estavam caminhando, alguém na estrada disse a Jesus: “Eu te seguirei para onde quer que fores”.
58Jesus lhe respondeu: “As raposas têm tocas e os pássaros têm ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça”.
59Jesus disse a outro: “Segue-me”.
Este respondeu: “Deixa-me primeiro ir enterrar meu pai”.
60Jesus respondeu: “Deixa que os mortos enterrem os seus mortos; mas tu, vai anunciar o Reino de Deus”.
61Um outro ainda lhe disse: “Eu te seguirei, Senhor, mas deixa-me primeiro despedir-me dos meus familiares”.
62Jesus, porém, respondeu-lhe: “Quem põe a mão no arado e olha para trás não está apto para o Reino de Deus”.
 
- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário do Evangelho


O Reino de Deus, reino de amor e vida eterna

Esta narrativa dá início, em Lucas, ao caminho de Jesus da Galileia para Jerusalém.      Jesus toma a
firme decisão de dirigir-se ao centro do Judaísmo, Jerusalém e o Templo, para ali fazer seu anúncio libertador. Este confronto direto com o Estado teocrático judaico era necessário para a consolidação do anúncio. Jesus sabia que tal decisão colocava em risco sua própria vida. Era chegado o tempo para ser "elevado ao céu", com certa analogia ao profeta Elias. Ao atravessarem a Samaria, os mensageiros enviados a um povoado para preparar hospedagem provavelmente cometeram um equívoco. Com sua visão triunfalista tradicional devem ter falado de um Jesus glorioso, restaurador de Israel, o que suscitou a rejeição dos moradores, que eram discriminados pelos judeus. E, ainda, com espírito vingativo, os discípulos queriam fazer descer fogo do céu para destruí-los. Jesus esconjura-lhes o demônio de sua ideologia. O problema não estava nos samaritanos, mas na cegueira dos enviados. Em outro povoado samaritano apresentam-se três pessoas dispostas a seguir Jesus. As três respostas de Jesus exprimem o essencial: segui-lo significa romper com as tradições do passado e anunciar o Reino de Deus, reino de amor e vida eterna. Não se trata mais de deter-se nos banquetes de despedida, como Eliseu (primeira leitura), mas, na liberdade, deixar-se conduzir pelo Espírito

José Raimundo Oliva

A igreja celebra hoje: Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

A devoção a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro começou a ser propagada a partir de 1870 e espalhou-se por todo o mundo. Trata-se de uma pintura do século XIII, de estilo bizantino. Segundo a tradição, foi trazida de Creta, Grécia, por um negociante. E, desde 1499, foi honrada na Igreja de São Mateus in Merulana..

Em 1812, o velho Santuário foi demolido. O quadro foi colocado, então, num oratório dos padres agostinianos. Em 1866, os redentoristas obtiveram de Pio IX o quadro da imagem milagrosa. Nossa Senhora do Perpétuo Socorro foi colocada na Igreja de Santo Afonso, em Roma. De semblante grave e melancólico, Nossa Senhora traz no braço esquerdo o Menino Jesus, ao qual o Arcanjo Gabriel apresenta quatro cravos e uma cruz. Ela é a Senhora da morte e a Rainha da Vida, o Auxílio dos cristãos, o Socorro seguro e certo dos que a invocam com amor filial.

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, rogai por nós!