Painel informativo.

- TRÊS VEZES ADMIRÁVEL pela grandeza de sua posição junto à Trindade, como filha predileta do Pai, Mãe do Filho e Esposa do Espírito Santo. Também por ser Mãe de Deus, Mãe do Redentor e Mãe dos Remidos.'

MISTERIOS DE

O Santo Rosário compreende a meditação dos vinte mistérios da Fé Católica, divididos em quatro grupos de cinco mistérios - denominados Terço - e nos leva diariamente ao estudo e meditação profunda da Palavra Sagrada da Bíblia e das passagens mais importantes do Evangelho. Aos mistérios originais, recentemente o Papa João Paulo II instituiu novas meditações, sendo que os mistérios do Santo Rosário são:
Mistérios Gozosos - Natalidade e crescimento de Jesus
Mistérios Dolorosos - Agonia, sofrimento e morte: Amor aos pecadores
Mistérios Gloriosos - Vitória, Salvação, Proteção
Mistérios Luminosos - A humildade, os milagres e o eterno Amor

VOCÊ É ESPECIAL!

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ORAÇÃO OFICIAL DO TERÇO DOS HOMENS MÃE RAINHA





Reflexão de Sempre

"Pensamos demasiadamente e sentimos muito pouco... Necessitamos mais de humildade Que de máquinas. Mais de bondade e ternura Que de inteligência. Sem isso, a vida se tornará violenta e Tudo se perderá."
Charles Chaplin

Evangelho (Lucas 5,27-32)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 27Jesus viu um cobrador de impostos, chamado Levi, sentado na coletoria. Jesus lhe disse: “Segue-me”. 28Levi deixou tudo, levantou-se e o seguiu.
29Depois, Levi preparou em casa um grande banquete para Jesus. Estava aí grande número de cobradores de impostos e outras pessoas sentadas à mesa com eles. 30Os fariseus e seus mestres da Lei murmuravam e diziam aos discípulos de Jesus: “Por que vós comeis e bebeis com os cobradores de impostos e com os pecadores?”
31Jesus respondeu: “Os que são sadios não precisam de médico, mas sim os que estão doentes. 32Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores para a conversão”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário do Evangelho

Um publicano é chamado por Jesus

Levi (Mateus, no Evangelho de Mateus) é um publicano chamado por Jesus a participar de seu ministério. É um excluído pelo sistema e seu nome está incluído na lista dos Doze apóstolos. Lucas, no seu Evangelho, apresenta, com exclusividade, duas outras cenas com publicanos: o encontro com Zaqueu e o exemplo do publicano em oração. São desafios à postura dos fariseus. Depois da narrativa da cura de um paralítico,que tem como aspecto central o perdão dos pecados proclamado por Jesus, Lucas apresenta esta narrativa em que os pecadore são acolhidos tanto como parceiros do ministério de Jesus, como em uma refeição, com amizade e alegria. Lucas destaca que Levi abandonou tudo para seguir Jesus. O grande banquete que dá indica sua disposição à partilha convidando à sua mesa um grande número de excluídos. Os fariseus e os escribas se escandalizam com esta prática de Jesus. Os excluídos pelo sistema do Templo são mais sensíveis aos apelos de Deus do que os piedosos incluídos e autojustificados por sua prática legalista e ritual.

José Raimundo Oliva

A igreja celebra hoje: Beatos Francisco e Jacinta

No ano de 1908, nasceu Francisco Marto. Em 1910, Jacinta Marto. Filhos de Olímpia de Jesus e Manuel Marto. Eles pertenciam a uma grande família; e eram os mais novos de nove irmãos.

A partir da primavera de 1916, a vida dos jovens santos portugueses sofreria uma grande transformação: as diversas aparições do Anjo de Portugal (o Anjo da Paz) na "Loca do Cabeço" e, depois, na "Cova da Iria". A partir de 13 de maio de 1917, Nossa Senhora apareceria por 6 vezes a eles.

O mistério da Santíssima Trindade, a Adoração ao Santíssimo Sacramento, a intercessão, o coração de Jesus e de Maria, a conversão, a penitência... Tudo isso e muito mais foi revelado a eles pelo Anjo e também por Nossa Senhora, a Virgem do Rosário.

Na segunda aparição, no mês de junho, Lúcia (irmã de Jacinta e Francisco) fez um pedido a Virgem do Rosário: que ela levasse os três para o Céu. Nossa Senhora respondeu-lhe: "Sim, mas Jacinta e Francisco levarei em breve". Os bem-aventurados vivenciaram e comunicaram a mensagem de Fátima. Esse fato não demorou muito. Em 4 de abril de 1919, Francisco, atingido pela grave gripe espanhola, foi uma das primeiras vítimas em Aljustrel. Suas últimas palavras foram: "Sofro para consolar Nosso Senhor. Daqui, vou para o céu".

Jacinta Marto, modelo de amor que acolhe, acolheu a dor na grave enfermidade, tendo até mesmo que fazer uma cirurgia sem anestesia. Tudo aceitou e ofereceu, como Nossa Senhora havia lhe ensinado, por amor a Jesus, pela conversão dos pecadores e em reparação aos ultrajes cometidos contra o coração imaculado da Virgem Maria. Por conta da mesma enfermidade que atingira Francisco, em 20 de fevereiro de 1920, ela partiu para a Glória.

No dia 13 de maio do ano 2000, o Papa João Paulo II esteve em Fátima, e do 'Altar do Mundo' beatificou Francisco e Jacinta, os mais jovens beatos cristãos não-mártires.

Beatos Francisco e Jacinta, rogai por nós!


Informativo: 001/2010


A coordenação Diocesana do Terço dos Homens Mãe Rainha convida a todos os coordenadores de grupos para uma reunião que acontecerá amanhã dia 20 de fevereiro de 2010 às 15h na Casa da Mãe Rainha.


Mossoró, 19 de Fevereiro de 2010

Reflexões

Padre Nicolás Schwizer N° 77 15 de fevereiro de 2010

A oração de Jesus


Circunstâncias. A oração de Jesus - igual a nossa - não era algo automático, que Ele colocava em marcha quando queria. Tinha que escolher bem o lugar: o deserto, a solidão de um monte. Tinha que escolher também o momento, as circunstâncias que inspiravam e favoreciam a oração

Em sua existência tão cheia de ocupações - como é a nossa - resultava muitas vezes difícil encontrar o tempo necessário. Então tinha que levantar-se de madrugada, ou se retirava ao entardecer, ou velava durante a noite.
E inclusive às vezes, quando lhe impedia a presença de seus discípulos, os mandava subir no barco e os enviava para a outra margem do lago.

Frequentemente, Jesus orava sozinho. Sua relação excepcional com o Pai explica este modo singular de orar, nem sequer os mais íntimos discípulos tem acesso.

Por que ora? Qual era essa oração que Jesus se empenhava tanto em proteger? O que tinha que pedir Ele, o filho de Deus, que graça ou que ajuda?

Podemos pensar que Jesus orava para nos dar bom exemplo! Um teólogo moderno diz acertadamente: “Se a oração de Cristo tem algum sentido para nós, se é um exemplo, então é porque acima de tudo tem um sentido para Ele mesmo.”

Assim como nós, Jesus não teve sempre a mesma claridade de consciência, nem a mesma concentração de atenção. Ele foi vulnerável as impressões e sensível as influências. Teve necessidade de se recolher para pensar melhor o que pensava e para saber melhor o que sabia.

Encontro com o Pai. Afastava-se com freqüência da multidão, cansado de sua incredulidade: “raça incrédula e perversa, até quando os suportarei?” Ou tinha pena pela dureza de seu coração, impaciente por sua obstinação e sua lentidão para compreender: “Tendes a mente

Então necessitava acalmar-se, consultar em seu interior com o Pai, para encontrar o sentido verdadeiro de sua missão, sua indulgência para com os homens, sua fé em sua força de redenção. E logo voltava para os seus, renovado e sereno.

A vontade do Pai. Jesus conheceu a tentação que lhe chegava com o sofrimento, com a solidão, com o medo. Necessitava expressar o que lhe subia espontaneamente aos lábios: “Pai, livra-me desta hora! Pai se é possível, afasta de mim este cálice!”
Graças à oração, Cristo ia aprofundando, encontrando sua verdadeira natureza. Lembrava-se de onde vinha e aonde ia. Voltava a sentir-se FILHO e uma vez unido assim com seu Pai, já não tenha mais que uma só oração: “Pai, que se faça sua vontade!”. Era sua melhor oração, a culminação de todas suas orações.
E nós? Se quisermos saber o estado de nossa vida cristã, só necessitamos observar como rezamos.
Talvez não saibamos rezar. Sabemos conversar com nossos amigos, nossos companheiros horas e horas. Mas não sabemos falar, conversar com Deus nem sequer uns poucos minutos por dia.
Quanto mais simples e filial é nossa oração, tanto mais lhe agrada a Deus. Deus busca ao homem simples, que fala com Ele, como uma criança com seu pai. A atitude filial, atitude fundamental do ser humano diante de Deus, é também a atitude na oração diante de Deus.

Queridos irmãos, o grande exemplo de Cristo, de Maria, e dos Santos quer nos desafiar e nos animar a uma vida de oração mais séria, mais intensa, mais profunda.

Perguntas para a reflexão

1. Escolhemos bem o lugar e o momento da oração dedicamos suficiente tempo?
2. Consideramos a oração seriamente como o alimento e a respiração da alma?
3. Nossa oração é realmente uma conversa pessoal e espontânea com Deus?

Se deseja subscrever-se, comentar o texto ou dar seu testemunho, escreva para: pn.reflexiones@gmail.com

Evangelho (Mateus 9,14-15)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 14os discípulos de João aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Por que razão nós e os fariseus praticamos jejuns, mas os teus discípulos não?”
15Disse-lhes Jesus: “Por acaso, os amigos do noivo podem estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário do Evangelho

Um novo tempo
Os discípulos de João Batista questionam Jesus e seus discípulos sobre a não observância do jejum. Estes discípulos de João seguem a mesma prática de observância dos fariseus, os quais se vangloriavam de seguir a tradição de jejuar duas vezes por semana. Esta narrativa exprime as dificuldades resultantes do fato de que grupos de discípulos de João não se inseriram nas comunidades do movimento de Jesus. João Batista não pretendeu formar seguidores em torno de tais práticas de penitência. Foi até duro com os fariseus observantes, chamando-os de "raça de víboras". O essencial para João era a conversão à prática da justiça. Seguindo uma tendência que se vê com frequência, seus discípulos se apegaram às observâncias religiosas regredindo às práticas dos fariseus.
A afirmação final: "Dias virão em que o noivo lhes será tirado. Então jejuarão" pode indicar uma referência do evangelista em vista da retomada da observância do jejum, também por parte dos discípulos judeo-cristãos, depois da crucifixão de Jesus. Jesus afirma que sua presença, como que um noivo que se alegra com seus convidados para o casamento, significa um novo tempo em que todos são convidados para a comunhão de vida eterna com o Pai. É tempo de alegria geral. É a festa da vida que estava esmagada e sofrida e que é resgatada por Jesus.

José Raimundo Oliva

A igreja celebra hoje: São Conrado

O santo de hoje viveu em Placência, na Itália, lugar onde casou-se também. Um homem de muitos bens, dado aos divertimentos e à caça. Numa ocasião de caçada, acidentalmente provocou um incêndio, prejudicando a muitas pessoas.

Ele então fugiu, e a polícia prendeu um inocente, que não sabendo se defender, estava prestes a ser condenado e executado.

Quando Conrado soube disso, se apresentou como responsável pelo incêndio e se propôs a vender todos os bens para reconstruir tudo o que o incêndio destruiu.

A partir daí, ele e sua esposa começaram a fazer uma caminhada séria e profunda no Cristianismo, buscando a vontade de Deus.

No discernimento dessa vontade, o casal fez o 'voto josefino'. Ambos se consagraram a Deus para viverem o celibato. Ela foi para um convento e ele retirou-se para um alto monte vivendo por quarenta anos como um eremita. Na oração e na intimidade com Deus, se ofertou a muitos. A muitos que hoje causam prejuízos para si e para os outros.

São Conrado, rogai por nós!

Missa da Aliança

Reflexão de Sempre

Uma prova de que Deus esteja conosco não é o fato de que não venhamos a cair, mas que nos levantemos depois de cada queda - Santa Tereza D Avila

Evangelho (Lucas 9,22-25)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 22“O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia”.
23Depois Jesus disse a todos: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia e siga-me. 24Pois quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, esse a salvará.
25Com efeito, de que adianta a um homem ganhar o mundo inteiro, se se perde e se destrói a si mesmo?”

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor
.

Comentário do Evangelho

Jesus resgata a vida

A necessidade do sofrimento é um destaque na tradicional espiritualidade da salvação, com a afirmação de que Deus quer o sofrimento redentor. Tal concepção não corresponde à realidade do Deus de amor.
Contudo, serve para encobrir a responsabilidade dos poderosos que, movidos por sua ambição, geram os maiores sofrimentos para o povo. hoje, com o amadurecimento da consciência humana, compreende-se bem que Deus, perfeição do amor de pai e mãe, não deseja nenhum sofrimento para seus filhos.
Ele resgata a vida e move os corações por seu amor misericordioso. Quanto à "necessidade", ela acontece para o profeta, que se empenha em denunciar os opressores e anunciar a libertação dos oprimidos. Pode-se entender que o sofrimento e a morte decorrerão necessariamente da repressão a partir dos poderosos opressores e exploradores que não admitem ninguém que promova a libertação dos oprimidos. Jesus afirma que passará pelo sofrimento e a morte, mas que no fim "estará de pé" (egueíro - traduzido por "ressuscitar").
Converter-se é perder sua vida segundo os valores deste mundo submisso à ideologia do poder e entrar em comunhão de vida e partilha com seu irmão e próximo.

José Raimundo Oliva

A igreja celebra hoje: São Teotônio

Nascido em Ganfei, Portugal, no ano de 1082, São Teotônio recebeu uma ótima formação. Primeiramente, junto a um convento beneditino de Coimbra; depois, ao ser assumido por seu tio Crescêncio, Bispo de Coimbra, ele foi correspondendo à graça de Deus em sua vida. Com a morte do tio, dirigiu-se para Viseu, onde terminou seus estudos básicos e recebeu o dom da ordenação sacerdotal.

Homem de oração e penitência, centrado no mistério da Eucaristia, e peregrino, fez duas viagens à Terra Santa, que muito marcaram a sua história, até que os cônegos de Santo Agostinho pediram que ele ficasse ali como um dirigente, mas, em nome da obediência, ele não poderia fazê-lo, uma vez que já ocupava o cargo de prior da Sé de Viseu. No retorno, abriu mão deste serviço e se dedicou ainda mais à evangelização.

Ele já era conhecido e respeitado por muitas autoridades. Inclusive, o rei Afonso Henriques e a rainha, dona Mafalda, por motivos de guerra, acabaram retendo muitos cristãos e ele foi interceder em prol desses cristãos. Muitos foram liberados, mas o santo foi além. Como já tinha fundado, a pedido de amigos, a Nova Ordem dos Cônegos Regulares sob a luz da Santa Cruz, aos pés do Mosteiro, ele não só acolheu aqueles filhos de Deus, mas também pôde mantê-los como um verdadeiro pai. No mosteiro, ele era um pai, um prior não só por serviço e autoridade, mas um exemplo refletindo a misericórdia do mistério da cruz do Senhor, refletindo o seu amor apaixonado pelo mistério da Eucaristia.

Mariano e devoto dos Santos Anjos, ele despojou-se e se retirou em contemplação e intercessão. Foi assim que, em 18 de fevereiro, esse grande santo português, em 1162, partiu para a glória.

Peçamos a intercessão de São Teotônio para que possamos glorificar a Deus pela obediência, sempre voltando-nos para os mais pequeninos.

São Teotônio, rogai por nós!

Reflexão de Sempre

O único homem que nunca comete erros é aquele que nunca faz coisa alguma. Não tenha medo de errar, pois aprenderá a não cometer duas vezes o mesmo erro. (Theodore Roosevelt)

Evangelho (Mateus 6,1-6.16-18)

— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, † segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 1“Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens, só para serdes vistos por eles. Caso contrário, não recebereis a recompensa do vosso Pai que está nos céus.
2Por isso, quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem elogiados pelos homens.
Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 3Ao contrário, quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita, 4de modo que a tua esmola fique oculta. E o teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa.
5Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar em pé, nas sinagogas e nas esquinas das praças, para serem vistos pelos homens.
Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 6Ao contrário, quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta, e reza ao teu Pai que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa.
16Quando jejuardes, não fiqueis com o rosto triste como os hipócritas. Eles desfiguram o rosto, para que os homens vejam que estão jejuando.
Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 17Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, 18para que os homens não vejam que estás jejuando, mas somente teu Pai, que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário do Evangelho

A oração é a união de vontade com o Pai

Os poderosos sempre souberam ostentar piedade, justiça e bondade. Assim fazem para atrair as boas graças do povo e se consolidarem no seu poder e na sua exploração. Jesus vem desmascarar as falsas aparências. "Os hipócritas [.] já receberam a recompensa." A esmola não se limita a um gesto externo, mas é a acolhida no seu coração do irmão pobre, percebendo sua dignidade e seu sofrimento. A oração não é o exteriorizar de gestos e de palavras, mas é a união de vontade com o Pai. O jejum não é a prática de alguns sacrifícios alimentares rituais, mas sim o renunciar ao projeto de sucesso e status pessoal para encontrar sua vida na comunhão de bens e de vida com seu irmão e com Deus.

José Raimundo Oliva

A igreja celebra hoje: Sete santos fundadores da Ordem dos Servitas

Interessante percebermos o contexto do surgimento desta ordem. No século XII e XIII, predominava uma burguesia anticristã na vivência, porque dizer que é cristão, que é católico, não é difícil, mas vivenciar e testemunhar o amor a Cristo, à Igreja e aos pobres, só com muito esforço e muita graça do Senhor.

Providencialmente, Deus, em sua misericórdia, foi suscitando vários santos como verdadeiros caminhos da fé e da felicidade, como os sete santos de hoje que fundaram a Ordem dos Servos de Maria. Eles pertenciam ao grupo de burgueses, até que foram se aproximando de um grupo de oração que se reunia com uma imagem de Nossa Senhora e ali oravam. Aqueles jovens foram se aproximando e a graça de Deus foi conquistando o coração deles.

Foram sete a dar um passo de radicalidade. Abandonaram o luxo, os cavalos, as festas, e foram viver uma vida monástica como sinal de santidade naquela sociedade em decadência. Com exceção de Alessio, que ficou como irmão religioso, os demais tornaram-se sacerdotes. Mas todos eles, como um só sinal de que ser servo de Cristo e da Virgem Maria, é preciso ter muito amor.

Oração, penitência e renúncia são percebidos na vida dos santos. Essas coisas são comuns, porque brotam da vida de Nosso Senhor Jesus Cristo e estão presentes no Evangelho que a Igreja de Cristo prega.

Sete santos fundadores da Ordem dos Servitas, rogai por nós!

Reflexão de Sempre

Mas JESUS, chamando-os para junto de si, disse-lhes: Sabeis que os que são considerados governadores dos povos têm-nos sob seu domínio, e sobre eles os seus maiorais exercem autoridade.
Mas entre vós não é assim; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será servo de todos.
Pois o próprio Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.

Evangelho (Marcos 8,14-21)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 14os discípulos tinham se esquecido de levar pães. Tinham consigo na barca apenas um pão. 15Então Jesus os advertiu: “Prestai atenção e tomai cuidado com o fermento dos fariseus e com o fermento de Herodes”.
16Os discípulos diziam entre si: “É porque não temos pão”. 17Mas Jesus percebeu e perguntou-lhes: “Por que discutis sobre a falta de pão? Ainda não entendeis e nem compreendeis? Vós tendes o coração endurecido? 18Tendo olhos, não vedes, e tendo ouvidos, não ouvis? Não vos lembrais 19de quando reparti cinco pães para cinco mil pessoas? Quantos cestos vós recolhestes cheios de pedaços?”
Eles responderam: “Doze”. 20Jesus perguntou: E quando reparti sete pães com quatro mil pessoas, quantos cestos vós recolhestes cheios de pedaços? Eles responderam: “Sete”. 21Jesus disse: “E ainda não compreendeis?”

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor
.

Comentário do Evangelho

O fermento dos fariseus

Marcos continua com o tema do "pão", dominante na narrativa anterior da partilha. O "pão", correlacionado ao banquete, é a expressão da vida restaurada e partilhada. É a Eucaristia. A cena se dá após a partilha dos pães na montanha. Agora, no mar, não têm pão. No Evangelho de Marcos encontramos frequentes repreensões de Jesus aos discípulos, por sua dificuldade em "entender". Eles estão sob a influência da ideologia dos fariseus.
Os fariseus, incrédulos, já haviam pedido um sinal. Não entenderam o sinal da partilha dos pães. Jesus agora adverte os discípulos quanto ao fermento dos fariseus e de herodes, e os discípulos não entendem de imediato.
Fariseus e herodes mantêm a ideologia da exclusão, que até lhes justifica matar todo aquele que ameaça a estabilidade de seu sistema de poder. A advertência de Jesus tem um alcance político, na denúncia dos sistemas de poder opressores.

José Raimundo Oliva

A igreja celebra hoje: A igreja celebra hoje:

Bispo e mártir, Santo Onésimo teve em sua história São Paulo e também os amigos dele. O que se sabe concretamente sobre Onésimo está testemunhado na carta de São Paulo a Filémon que começa assim: “Paulo, prisioneiro de Jesus Cristo, e seu irmão Timóteo, a Filémon, nosso muito amado colaborador” (Filémon 1,1). Foi nessa missão de São Paulo que ele encontrou-se com um fugitivo escravo chamado Onésimo, cujo nome significa, em grego, útil.

Onésimo abandonou a casa de seu senhor, provavelmente levando os bens próprios deste. A partir do versículo 8, São Paulo, pede para seu amigo uma intercessão. “Por esse motivo, se bem que eu tenha plena autoridade em Cristo para prescrever-te o que é da tua obrigação, prefiro fazer apenas um apelo para a sua caridade. Eu, Paulo, idoso como estou e, agora, preso por Jesus Cristo, venho suplicar-te em favor deste meu filho que gerei na prisão: Onésimo”(Filémon 1,8-10). Esta expressão de São Paulo, de gerar, significa evangelizar, cuidar; não apenas dar a conhecer a Cristo, mas acompanhar o crescimento do cristão.

Era assim o relacionamento de amor entre Paulo e Onésimo. Mas São Paulo sabia que Onésimo precisava ir ao encontro de Filémon. Então, prossegue: “Ele poderá ter sido de pouca serventia para ti, mas agora poderá ser útil tanto para ti quanto para mim. Torno a enviá-lo para junto de ti e é como se fosse o meu próprio coração, que é amor do apóstolo, um amor que se compadece e que toma a causa”. Por isso, não só Onésimo foi ao encontro de Filémon, como este o dispensou e o perdoou.

O santo de hoje ajudou São Paulo em sua missão e chegou a ser escolhido como Bispo que, por amor a Cristo, deixou-se apedrejar, perdoando a todos e sendo testemunho para os cristãos.

Santo Onésimo, rogai por nós!

Reflexão de Sempre

Um verdadeiro amigo é alguém que te conhece tal como és, compreende onde tens estado, acompanha-te em teus lucros e teus fracassos, celebra tuas alegrias, compartilha tua dor e jamais te julga por teus erros.

Evangelho (Marcos 8,11-13)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 11os fariseus vieram e começaram a discutir com Jesus. E, para pô-lo à prova, pediam-lhe um sinal do céu. 12Mas Jesus deu um suspiro profundo e disse: “Por que esta gente pede um sinal? Em verdade vos digo, a esta gente não será dado nenhum sinal”. 13E, deixando-os, Jesus entrou de novo na barca e se dirigiu para a outra margem.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário do Evangelho

Um sinal vindo do céu

Nos Evangelhos são inúmeras as narrativas de conflito dos chefes religiosos do Judaísmo contra Jesus. Estes chefes eram os intérpretes da Lei, os dirigentes do culto e os ministros do sacerdócio sacrifical no Templo de Jerusalém. Identificavam-se com a própria religião que professavam. Eles pedem um sinal do céu. Os sinais tradicionais de Israel eram os operados por Moisés, as pragas do Egito e a travessia do Mar Vermelho, cujos efeitos eram a libertação do povo eleito e a destruição daqueles que eram considerados inimigos. É a perspectiva de um messias nacionalista em busca de poder e glória para seu povo às custas de muitas vidas desprezadas como sendo inimigas. Diante da provocação dos fariseus, Jesus dá um suspiro profundo. Este comentário caracteriza o estilo de Marcos. A lamentação dirige-se a "esta geração". O termo, bastante usado no Deuteronômio e pelos profetas, refere-se ao grupo étnico-religioso de Israel.
Contudo, é dirigido principalmente aos chefes religiosos do grupo, os quais produzem a cultura e os valores que são assimilados pelo povo. A partilha do pão, as ações de libertação e promoção da vida eram os sinais dados por Jesus e que os fariseus rejeitaram. São estes os sinais necessários hoje, tendo em vista a implantação da justiça e da paz no mundo.

Autor: José Raimundo Oliva

A igreja celebra hoje: São Cláudio de La Colombiere

Nasceu na França, em 1641. Sua mãe, muito cedo, havia profetizado que seu filho seria um santo religioso. Não que isso o forçou, mas ajudou no seu discernimento. Passado um tempo, ele, pertencente e uma família religiosa, pôde fazer este caminho de seguimento a Cristo e entrou para a Companhia de Jesus.

Dado aos estudos, aprofundou-se, lecionou e chegou a superior de um colégio jesuíta. Mas Deus tinha muitos planos para ele. Ele dizia: “Os planos de Deus não se realizam à custa de grandes sacrifícios” e pôde experimentar essa realidade. Ao ser o confessor do convento de Nossa Senhora da Visitação, conheceu a humilde e serva do Senhor, Margarida Maria Alacoque, que ia recebendo as promessas do Sagrado Coração de Jesus. Ele a orientou muito e pôde se aprofundar também nesta devoção; amor ao coração de Jesus. Amando o Senhor, pôde estar em comunhão também com o sacrifício e com a dor.

Ele mergulhou o seu coração nessa devoção e pôde ajudar a santa, mas, por obediência, teve de ir para Londres onde sofreu incompreensões por parte de cristãos não católicos, ao ponto de calúnias o levarem ao julgamento e à prisão. Só não foi morto por causa da intervenção do rei da França, Luís XIV.

São Cláudio de La Colombiere voltou para o berço da devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Com 41 anos, partiu para a glória, como havia profetizado Margarida Maria Alacoque.

O seu testemunho nos mostra que é do coração de Jesus que vem a santidade para o nosso coração.

São Cláudio de La Colombiere, rogai por nós!

Reflexão de Sempre

Perder tempo em aprender coisas que não interessam, priva-nos de descobrir coisas interessantes.
Carlos Drummond de Andrade

Evangelho (Lucas 6,17.20-26)

— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 17Jesus desceu da montanha com os discípulos e parou num lugar plano. Ali estavam muitos de seus discípulos e grande multidão de gente de toda a Judeia e de Jerusalém, do litoral de Tiro e Sidônia.
20E, levantando os olhos para os seus discípulos, disse: “Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus!
21Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis saciados!
Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque havereis de rir!
22Bem-aventurados sereis, quando os homens vos odiarem, vos expulsarem, vos insultarem e amaldiçoarem o vosso nome, por causa do Filho do Homem! 23Alegrai-vos, nesse dia, e exultai, pois será grande a vossa recompensa no céu; porque era assim que os antepassados deles tratavam os profetas.
24Mas, ai de vós, ricos, porque já tendes vossa consolação!
25Ai de vós, que agora tendes fartura, porque passareis fome!
Ai de vós, que agora rides, porque tereis luto e lágrimas!
26Ai de vós, quando todos vos elogiam! Era assim que os antepassados deles tratavam os falsos profetas”

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário do Evangelho

Felizes os pobres, porque deles é o Reino dos Céus.

Enquanto Mateus apresenta a proclamação das bem-aventuranças bem no início do ministério de Jesus, na Galileia, logo após o chamado dos quatro primeiros discípulos, em Lucas esta proclamação é situada após alguns milagres, atritos com os fariseus, o chamado de Mateus e a escolha dos Doze apóstolos. Em Mateus a proclamação se faz no alto de uma montanha, apenas ao grupo de discípulos, e é dirigida a "eles". Em Lucas ela é feita em um lugar baixo e plano, aos discípulos e a uma grande multidão, sendo dirigida a "vós". Em Mateus as bem-aventuranças referem-se a disposições morais dos ouvintes, tendo em vista construir relações exemplares nas comunidades.
Temos quatro bem-aventuranças que não estão em Lucas (mansidão, misericórdia, pureza de coração e promoção da paz). Estas se relacionam com categorias da tradição profética de Israel. Mateus as introduz em razão de sua comunidade de origem hebreia.

A igreja celebra hoje: São Cirilo e São Metódio

Nasceu na Grécia, no ano de 826. Vocacionado em busca da verdade, ele estudou, por amor, filosofia e chegou a lecionar. Um homem dado à comunhão ao ponto de ser embaixador, diplomata junto aos povos árabes. Mas tudo isso que tocava a vida de São Cirilo não preenchia completamente o seu coração, porque ele tinha uma vocação à verdade absoluta e queria se consagrar totalmente a ela, a verdade encarnada, Nosso Senhor Jesus Cristo.

São Cirilo abandonou tudo para viver uma grande aventura santa com seu irmão que já era monge: São Metódio. Juntos, movidos pelo Espírito, foram ao encontro dos povos eslavos, conheceram a cultura e se inculturaram. A língua, os costumes, o amor àquele povo, tudo isso foi fundamental para que São Cirilo, juntamente com seu irmão, para que pudessem apresentar o Evangelho vivo, Jesus Cristo.

Devido inovações inspiradas, eles traduziram as liturgias para a língua dos eslavos. Tiveram de ir muitas vezes para Roma e o Papa, percebendo os frutos daquela evangelização, daquela mudança litúrgica, ele pôde discernir o fruto principal que movia aqueles irmãos missionários era o amor àquele povo eslavo e, acima de tudo, o amor a Deus.

Numa dessas viagens para Roma, São Cirilo tinha um pouco mais de 40 anos e ficou enfermo. O Papa quis ordená-lo Bispo, mas Cirilo faleceu. Mas está na glória intercedendo por nós.

São Cirilo e São Metódio, rogai por nós!