Painel informativo.

- TRÊS VEZES ADMIRÁVEL pela grandeza de sua posição junto à Trindade, como filha predileta do Pai, Mãe do Filho e Esposa do Espírito Santo. Também por ser Mãe de Deus, Mãe do Redentor e Mãe dos Remidos.'

MISTERIOS DE

O Santo Rosário compreende a meditação dos vinte mistérios da Fé Católica, divididos em quatro grupos de cinco mistérios - denominados Terço - e nos leva diariamente ao estudo e meditação profunda da Palavra Sagrada da Bíblia e das passagens mais importantes do Evangelho. Aos mistérios originais, recentemente o Papa João Paulo II instituiu novas meditações, sendo que os mistérios do Santo Rosário são:
Mistérios Gozosos - Natalidade e crescimento de Jesus
Mistérios Dolorosos - Agonia, sofrimento e morte: Amor aos pecadores
Mistérios Gloriosos - Vitória, Salvação, Proteção
Mistérios Luminosos - A humildade, os milagres e o eterno Amor

VOCÊ É ESPECIAL!

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ORAÇÃO OFICIAL DO TERÇO DOS HOMENS MÃE RAINHA





Reflexão de Sempre

“Meu Deus e meu Tudo!“
Francisco assim exclama, admira, contempla, repete, invoca...assim adensa a sua experiência de saborear a presença do Sagrado.
Frei Vitório

Oração pelo Haiti

Deus, nossa esperança, confiamos-te todas as vítimas do violento terramoto no Haiti. Quando somos desconcertados pelo incompreensível sofrimento dos inocentes, concede-nos ser testemunhas da tua compaixão.

Evangelho (Marcos 3,20-21)

_ O Senhor esteja convosco.
_ Ele está no meio de nós.
_ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
_ Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 20Jesus voltou para casa com os discípulos. E de novo se reuniu tanta gente que eles nem sequer podiam comer. 21Quando souberam disso, os parentes de Jesus saíram para agarrá-lo, porque diziam que estava fora de si.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário do Evangelho

Nova relação entre o povo e Deus

O Evangelho de Marcos revela a nova relação entre o povo e Deus que se estabelece através de Jesus. O que se vê é uma grande multidão de excluídos (ochlós), sejam de judeus, sejam de gentios, que se reúne em torno da casa onde se encontra Jesus. Esta multidão se diferencia do "pequeno resto", estabelecido na sinagoga e no Templo, gozando de privilégios e isolado da maioria do povo, considerada pecadora. Com Jesus temos uma nova realidade, destacada pelos Evangelhos ao mencionarem 149 vezes a "multidão" que se relaciona com Jesus. Esta relação é uma característica muito mais marcante da índole e da personalidade de Jesus do que as narrativas de seus milagres podem significar. É uma chave de leitura para compreendermos a presença de Jesus no mundo em relação com todos os povos e culturas, não se limitando a grupos religiosos específicos.
A expressão traduzida por "familiares" (par'autou) pode significar uma proximidade consanguínea ou de amizade. Pode-se também interpretar que o verbo usado no texto, "enlouqueceu", refira-se a Jesus ou à multidão. Assim, pode-se entender que, ou os familiares ou os discípulos de Jesus, não o compreendendo e julgando-o fora de si, queiram retê-lo, ou, julgando a multidão demais agitada, queiram protegê-lo.
Marcos mencionará a seguir a mãe e os irmãos de Jesus, referindo-se à grande família formada por aqueles que fazem a vontade de Deus.

José Raimundo Oliva

A igreja celebra hoje: Santo Ildefonso

Nasceu no ano de 606, em Toledo, no dia 8 de dezembro. Um homem de oração, foi discernindo a vontade de Deus também nas perdas. Ficou órfão e, em meio aos bens que possuía, fez de tudo para a construção de um mosteiro para religiosos. Um homem de discernimento, que não quer dizer sem medo, sem dificuldades.

Os santos não foram super-homens, mas pessoas de carne e osso que foram se deixando transformar por Aquele que é o santo dos santos: Jesus Cristo. Ele que, pelo poder do Espírito Santo, opera maravilhas no coração que se abre.

Santo Ildefonso, um coração aberto para as vontades de Deus, mesmo contra a própria vontade. Aconteceu que o Bispo de sua localidade havia falecido e o povo o elegeu. Ele se escondeu num convento, mas foi descoberto e aceitou este grande serviço para o povo de Deus. Foi um grande instrumento de Deus e devoto da Santíssima Virgem.

Ele propagou a Festa da Expectação de Nossa Senhora, em 18 de dezembro – Nossa Senhora do Ó, como ficou conhecida. Fruto desse amor, ele recebeu a graça de uma aparição da Virgem Maria, chamando-o de “meu capelão” e presenteando-o com uma casula do céu. Assim diz o seu testemunho.

Um homem revestido de humildade, de vida, de oração na vida sacramental, por isso foi um grande pastor para o seu povo. Não evangelizou sozinho, pois os santos bem sabiam e continuam a saber o quanto nós precisamos uns dos outros para que a evangelização aconteça, para que muitos conheçam esse doce nome que tem nosso Senhor Jesus Cristo. Os santos foram aqueles que se consumiram pelo Evangelho para que muitos conheçam Jesus Cristo.

Santo Ildefonso, rogai por nós!

Reflexão de Sempre

Quando você se levantou pela manhã,
Eu já havia preparado o sol para aquecer o seu dia, e o alimento
para a sua nutrição.
Sim, Eu providenciei tudo isso enquanto vigiava o seu sono,
a sua família e a sua casa.

Eu esperei pelo seu bom dia, mas você se esqueceu.
Bem, você parecia ter tanta pressa que Eu perdoei.

O sol apareceu, as flores deram o seu perfume, a brisa da manhã o acompanhou, e você nem pensou que Eu é que lhe havia preparado tudo.

Seus familiares sorriam, seus colegas o saudaram, você trabalhou, estudou, viajou, realizou negócios, alcançou vitórias, mas você não percebeu que Eu estava cooperando com você e, mais teria ajudado se você me tivesse dado uma chance...
Eu sei, você corre tanto...
Eu perdoei.

Você leu bastante, ouviu muita coisa, vi mais ainda, e não teve tempo de ler ou ouvir a minha palavra. Eu quis falar, mas você não parou para ouvir. Eu quis até aconselhá-lo, mas você nem pensou nessa possibilidade.

Seus olhos, seus pensamentos, seus lábios seriam melhores. O mal seria menor e o bem muito maior em sua vida.

Você trabalhou, ganhou dinheiro, e não fez mais porque você não me deixou ajudar. Mas uma vez você esqueceu de mim... Se esqueceu de que Eu desejo sua participação no Meu Reino,
com sua vida e seu talento também.

Findou seu dia. Você voltou para casa. Mandei a lua e as estrelas tornarem a noite mais bonita para lembrar o Meu Amor por você. Certamente agora você vai dizer um obrigado e boa noite... Pssiu... Está me ouvindo? Já dormiu. Que pena ! Boa noite durma bem. Eu fico velando por você.

Eu Sou
Jesus Cristo

Evangelho (Marcos 3,13-19)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 13Jesus subiu ao monte e chamou os que ele quis. E foram até ele. 14Então Jesus designou Doze, para que ficassem com ele e para enviá--los a pregar, 15com autoridade para expulsar os demônios. 16Designou, pois, os Doze: Simão, a quem deu o nome de Pedro; 17Tiago e João, filhos de Zebedeu, aos quais deu o nome de Boanerges, que quer dizer “Filhos do trovão”; 18André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o cananeu, 19e Judas Iscariotes, aquele que depois o traiu.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor
.

Comentário do Evangelho

Discipulos são enviados

Jesus chamou seus primeiros discípulos "junto do mar", em Cafarnaum, onde se dão os primeiros conflitos com a sinagoga. Agora, sobe à "montanha" para consolidar o seu discipulado.
Conforme a tradição de Israel, foi na montanha que Deus estabeleceu sua aliança com Moisés e seu povo. Marcos identifica Jesus, agora, como o novo Moisés.
Dentre as multidões que seguem Jesus, aproximam-se dele os mais ousados, abertos para o novo. Dentre estes, ele procura identificar os mais disponíveis; deles espera maior fidelidade. Ele "chamou os que ele quis". Estes chamados "foram a ele". Afastaram-se da instituição judaica, da qual Jesus se distancia. Judas, depois, irá no caminho oposto.
Jesus "constitui" os Doze, desvinculado do Templo de Jerusalém. Jeroboão também tinha libertado os israelitas da realeza davídica, constituindo seus sacerdotes, à revelia do sacerdócio sadoquita centralizado no Templo.
Os Doze, permanecendo unidos a Jesus, são enviados para proclamar a Palavra e libertar os possuídos por qualquer tipo de opressão. Esta é a prática característica da missão.
José Raimundo Oliva

A igreja celebra hoje: São Vicente

Um santo amado e citado por muitos santos, como Santo Agostinho, Santo Ambrósio, São Prudêncio e outros que trouxeram à tona o testemunho desse grande diácono e mártir da Igreja.

Nasceu na Espanha, em Huesca, no século terceiro. De uma família muito distinta e conhecida por todos, ele escolheu ser cristão e, assim, viver a santidade.

Vicente viveu num período muito difícil da Igreja. Um tempo em que Diocleciano e Maximiano – imperadores –, começaram a perseguir os cristãos e forçar muitos a se declararem a favor dos deuses; caso contrário, seriam martirizados. O santo de hoje foi um dos que fez a opção por Jesus.

Ele era um grande pregador da Palavra, mais do que isso, buscava viver a Palavra que pregava, esta que é, antes de tudo, Cristo Jesus, o Santo dos Santos, o nosso modelo, o nosso Senhor e Salvador. Diante das ameaças do governador Darciano, ele não recusou a se dizer cristão e fiel ao Senhor.

Os tormentos o perseguiram. Foi um martírio lento, sempre com o objetivo de vencê-lo para que Darciano se desse como herói diante do Cristianismo, mas também com o objetivo de levar São Vicente a renunciar a própria fé, a sacrificar aos deuses. Fiel a Deus e sustentado pela oração, diante de si ele tinha o seu grande amor: Deus. Sendo assim, ele for martirizado aos poucos, até mesmo levado à grelha, tendo seu corpo dilacerado, jogado numa prisão e, por fim, Darciano deixou-o num leito pedindo que cuidassem dele. Ali, sim, ele foi visitado por outros cristãos e entregou-se a Deus.

São Vicente tornou-se modelo para todos os cristãos e também padroeiro principal do patriarcado de Lisboa e também da diocese de Faro.

São Vicente, rogai por nós!

Hoje às 18h terço dos Homens na Casa da Mãe Rainha.
Rua Marechal Hermes, 345 - Por trás da Igreja de São Jose.


Venha participar conosco deste momento de fé, amor e agradecimento a nossa querida Mãe e Rainha três vezes admirável e a seu filho nosso Senhor Jesus Cristo.

Esperamos por vocês.




Reflexão de Sempre

Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, pois o amor é de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece a Deus. 1ªJoão 4,7

Evangelho (Marcos 3,7-12)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 7Jesus se retirou para a beira do mar, junto com seus discípulos. Muita gente da Galileia o seguia. 8E também muita gente da Judeia, de Jerusalém, da Idu­méia, do outro lado do Jordão, dos territórios de Tiro e Sidônia, foi até Jesus, porque tinham ouvido falar de tudo o que ele fazia. 9Então Jesus pediu aos discípulos que lhe providenciassem uma barca, por causa da multidão, para que não o comprimisse.
10Com efeito, Jesus tinha curado muitas pessoas, e todos os que sofriam de algum mal jogavam-se sobre ele para tocá-lo. 11Vendo Jesus, os espíritos maus caíam a seus pés, gritando: “Tu és o Filho de Deus!” 12Mas Jesus ordenava severamente para não dizerem quem ele era.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário do Evangelho

Jesus penetra nos corações

Estando Jesus em plena atividade em seu ministério na Galileia, Marcos faz um sumário desta missão com uma grandiosidade que parece ser mais um efeito literário para realçar a importância do movimento de Jesus.
O povo da Galileia seguia Jesus, e a este povo juntava-se muita gente vinda das diversas regiões gentílicas vizinhas. Marcos caracteriza, assim, o ministério de Jesus como que dirigido a todos os povos, de maneira diferenciada do exclusivismo do Judaísmo.
Dentre as multidões encontram-se alguns com "espíritos impuros". O título Filho de Deus era um título de poder associado a faraós e imperadores.
A expectativa do messias glorioso e poderoso é própria dos "espíritos impuros".
Jesus reprime e rejeita as manifestações de que ele seja o messias poderoso. Ele exprime a sua relação com Deus com a expressão "Abba" (carinhosamente: "paizinho"), e não como um filho de um rei poderoso. Jesus penetra nos corações pela humildade de seu amor encarnado e não pelo poder que violenta a liberdade.

José Raimundo Oliva

A igreja celebra hoje: Santa Inês

Virgem e mártir, Santa Inês se deixou transformar pelo amor de Deus que é santo. Seu nome vem do grego, que significa pura. Ela pertenceu a uma família romana e, segundo os costumes do seu tempo, foi cuidada por uma aia (uma babá) que só a deixaria após o casamento.

Santa Inês tiva cerca de 12 anos quando um pretendente se aproximou dela; segundo a tradição, era filho do prefeito de Roma e estava encantado pela beleza física de Inês. Mas sua beleza principal é aquela que não passa: a comunhão com Deus. De maneira secreta, ela tinha feito uma descoberta vocacional, era chamada a ser uma das virgens consagradas do Senhor; e fez este compromisso. O jovem não sabia e, diante de tantas propostas, ela sempre dizia 'não'. Até que ele denunciou Inês para as autoridades, porque sob o império de Diocleciano, era correr risco de vida. Quem renunciasse Jesus ficava com a própria vida; caso contrário, se tornava um mártir. Foi o que aconteceu com esta jovem de cerca de 12 ou 13 anos.

Tão conhecida e citada pelos santos padres, Santa Inês é modelo de uma pureza à prova de fogo, pois diante das autoridades e do imperador, ela se disse cristã. Eles começaram pelo diálogo, depois as diversas ameaças com fogo e tortura, mas em nada ela renunciava o seu Divino Esposo. Até que pegaram-na e a levaram para um lugar em Roma próprio da prostituição, mas ela deixou claro que Jesus Cristo, seu Divino Esposo, não abandona os seus. De fato, ela não foi manchada pelo pecado.

Auxiliada pelo Espírito Santo, com muita sabedoria, ela permaneceu fiel ao seu voto e ao seu compromisso; até que as autoridades, vendo que não podiam vencê-la pela ignorância, mandaram, então, degolar a jovem cristã. Ela perdeu a cabeça, mas não o coração, que ficou para sempre em Cristo.

Santa Inês tem uma basílica que foi consagrada a ela no lugar onde foi enterrada.

Santa Inês , rogai por nós!

Reflexão de Sempre

Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e outras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai. João, 14:12

Evangelho (Marcos 3,1-6)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 1Jesus entrou de novo na sinagoga. Havia ali um homem com a mão seca. 2Alguns o observavam para ver se haveria de curar em dia de sábado, para poderem acusá-lo. 3Jesus disse ao homem da mão seca: “Levanta-te e fica aqui no meio!” 4E perguntou--lhes: “É permitido no sábado fazer o bem ou fazer o mal? Salvar uma vida ou deixá-la morrer?” Mas eles nada disseram. 5Jesus, então, olhou ao seu redor, cheio de ira e tristeza, porque eram duros de coração; e disse ao homem: “Estende a mão”. Ele a estendeu e a mão ficou curada. 6Ao saírem, os fariseus com os partidários de Herodes, imediatamente tramaram, contra Jesus, a maneira como haveriam de matá-lo.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário do Evangelho

Jesus revela a face de Deus

O núcleo desta narrativa de Marcos é a cura do homem por Jesus como contestação da observância do repouso sabático, não havendo destaque para a dimensão milagrosa desta cura.
O homem da mão seca simboliza o excluído pela religião e pela sociedade, é um inapto.
A ação de Jesus é voltada para sua integração na comunidade. Mostrando sua compaixão para com os pobres e marginalizados com atos concretos que entram em choque com o sistema legal religioso das sinagogas e do Templo, Jesus revela a face de Deus e desmonta o sistema ideológico da Lei.
Uma religião de rígidos preceitos na realidade está a serviço dos privilégios e do poder daqueles que a lideram. Uma religião deste tipo teme a liberdade. A concentração de poder leva à morte. Hoje as religiões colocam sua esperança em uma ética mundial para salvar a humanidade do caos e da destruição.
Qualquer ética, seja religiosa, seja secular, terá como fundamentos o compromisso com a justiça, a fraternidade e a vida, no resgate da dignidade humana e na promoção da vida plena para todos.
José Raimundo Oliva

A igreja celebra hoje: São Sebastião

O santo de hoje nasceu em Narbonne; os pais oriundos de Milão, na Itália, no século terceiro. São Sebastião, desde cedo, foi muito generoso e dado ao serviço. Recebeu a graça do santo batismo e zelou por ele em relação à sua vida e à de seus irmãos!

Ao entrar para o serviço no império como soldado, tinha muita saúde no físico, na mente e, principalmente, na alma. Não demorou muito, tornou-se o primeiro capitão da guarda do império. Sebastião ficou conhecido por muitos cristãos, pois, sem que as autoridades soubessem – nesse tempo, no império de Diocleciano, a Igreja e os cristãos eram duramente perseguidos –, porque o imperador adorava os deuses. Enquanto os cristãos não adoravam as coisas, mas as três Pessoas do mistério da Trindade.

Esse mistério o levava a consolar os cristãos que eram presos de maneira secreta, mas muito sábia; uma evangelização eficaz pelo testemunho que não podia ser explícito.

São Sebastião tornou-se defensor da Igreja como soldado, como capitão e também como apóstolo dos confessores, daqueles que eram presos. Também foi apóstolo dos mártires, os que confessavam Jesus em todas as situações, renunciando à própria vida. O coração de São Sebastião tinha esse desejo: tornar-se mártir. Mas um apóstata denunciou-o para o império e lá estava ele, diante de um imperador muito triste, porque era uma traição ao império. Mas ele deixou claro, com muita sabedoria, auxiliado pelo Espírito Santo, que o melhor que ele fazia para o império era este serviço. Denunciou o paganismo e a injustiça.

São Sebastião, defensor da verdade no amor apaixonado a Deus. O imperador, com o coração fechado, mandou prendê-lo num tronco e muitas flechadas sobre ele foram lançadas até o ponto de pensar que estava morto. Mas uma mulher, esposa de um mártir, o conhecia, aproximou-se dele e percebeu que ele estava ainda vivo por graça. Ela cuidou das feridas dele. Ao recobrar sua saúde depois de um tempo, apresentou-se novamente para o imperador, pois queria o seu bem. Evangelizou, testemunhou, mas, desta vez, no ano de 288 foi duramente martirizado.

São Sebastião, rogai por nós!

Reflexão de Sempre

“Meu Deus suprirá todas as vossas necessidades segundo as suas riquezas na glória em Cristo Jesus”. Filipenses 4:19

Evangelho (Marcos 2,23-28)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

23Jesus estava passando por uns campos de trigo, em dia de sábado. Seus discípulos começaram a arrancar espigas, enquanto caminhavam. 24Então os fariseus disseram a Jesus: “Olha! Por que eles fazem em dia de sábado o que não é permitido?”
25Jesus lhes disse: “Por acaso, nunca lestes o que Davi e seus companheiros fizeram quando passaram necessidade e tiveram fome? 26Como ele entrou na casa de Deus, no tempo em que Abiatar era sumo sacerdote, comeu os pães oferecidos a Deus, e os deu também aos seus companheiros? No entanto, só aos sacerdotes é permitido comer esses pães”. 27E acrescentou: “O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado. 28Portanto, o Filho do Homem é senhor também do sábado”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário do Evangelho

Somos chamados a abrir caminhos

O "caminho" é uma palavra-chave no Evangelho de Marcos. João Batista é aquele que veio para preparar o caminho do Senhor. Logo no início do ministério de Jesus, Marcos apresenta os discípulos de Jesus abrindo caminho entre as plantações de trigo, e, na segunda parte de seu Evangelho, a linha mestra é Jesus a caminho de Jerusalém, no desfecho de seu ministério; e sobre vários episódios é dito que acontecem "no caminho".
Jesus abre o caminho da liberdade que supera as estreitas observâncias do Judaísmo, impostas pelas elites religiosas das sinagogas e de Jerusalém, que oprimiam o povo. É o caminho da vida, na contramão da ordem do poder opressor e desumano. Caminho que vai sendo aberto apesar das repressões, das difamações e das ameaças daqueles que querem garantir seu poder às custas da exploração dos pequenos e humildes. Somos chamados a abrir caminhos, rompendo as cercas ideológicas ou materiais armadas pelo sistema do poder, para que o pão seja farto na mesa de todos.

José Raimundo Oliva

A igreja celebra hoje: São Canuto

São Canuto nasceu no ano de 1040 na Dinamarca. Filho de um rei, era sucessor natural. Mas aconteceu que, pela sua vida de oração, testemunho, caridade e justiça, quando o pai faleceu, muitos moveram-se com artimanhas para colocar seu irmão no trono de maneira injusta. Quanto à sua posição, ele não era apegado ao poder nem o queria para si, então esperou. Depois do falecimento do irmão, ocupou o seu lugar que era de justiça. Homem de Deus, um sinal para o povo, ele contribuiu para a evangelização. Primeiro, com o seu exemplo, pois acreditava que a melhor forma de educar uma nação é o bom exemplo. Ele viveu para sua esposa e para seu filho Carlos, que mais tarde se tornaria também um santo.

Pai santo, esposo santo, um governador, um homem de poderes; mas que usou esses poderes para servir; a modelo de Nosso Senhor Jesus Cristo.

São Canuto, amado por muitos e odiado também como Nosso Senhor, foi vítima de artimanhas por pessoas fechadas para Deus e para o bem, porque ele tinha muita sensibilidade com as viúvas, os órfãos e os mais necessitados. Nele, batia um coração que se assemelhava ao de Jesus.

Como rei, possuiu muitos desafios e, ao perceber os inimigos se armando, participou de uma Eucaristia como era de costume. Nela, ele não só recebeu o Nosso Senhor, mas, em nome de Jesus, perdoou todos os seus inimigos. Foi então assassinado.

São Canuto, rogai por nós!

Reflexão de Sempre

O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece, não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal; não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. (1Cor. 13:4-7)

Evangelho (Marcos 2,18-22)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 18os discípulos de João Batista e os fariseus estavam jejuando. Então, vieram dizer a Jesus: “Por que os discípulos de João e os discípulos dos fariseus jejuam, e os teus discípulos não jejuam?” 19Jesus respondeu: “Os convidados de um casamento poderiam, por acaso, fazer jejum, enquanto o noivo está com eles? Enquanto o noivo está com eles, os convidados não podem jejuar. 20Mas vai chegar o tempo em que o noivo será tirado do meio deles; aí, então, eles vão jejuar. 21Ninguém põe um remendo de pano novo numa roupa velha; porque o remendo novo repuxa o pano velho e o rasgão fica maior ainda. 22Ninguém põe vinho novo em odres velhos; porque o vinho novo arrebenta os odres velhos e o vinho e os odres se perdem. Por isso, vinho novo em odres novos”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário do Evangelho

A novidade de Jesus é o Espírito

O tema central desta narrativa de Marcos é a liberdade em relação à observância legal do jejum. Esta palavra aparece seis vezes nos três primeiros versículos. A presença de Jesus entre os discípulos é motivo de alegria, não de luto e jejum. A imagem do casamento como momento
de alegria foi usada pelos profetas para anunciar a união do Senhor com seu povo. As duas parábolas que se seguem são tiradas do ambiente caseiro. Elas exprimem bem a novidade de Jesus que não combina com a prática legalista da tradição religiosa da sinagoga e do Templo. Um pano novo não se aplica como remendo em roupa velha. O vinho novo fermenta produzindo gazes que fazem pressão sobre os odres fechados. Se os odres forem velhos, couros enfraquecidos, eles não resistem à pressão, se rompem, e se perdem os odres e o vinho. A novidade de Jesus é o Espírito que liberta e vivifica. Este Espírito não se enquadra na mentalidade religiosa legalista, que tolhe a vida.

José Raimundo Oliva

A igreja celebra hoje: Santa Margarida da Hungria

Nasceu no castelo de Turoc, em 1242. Filha de reis cristãos, convertidos, os pais passaram valores à filha, que, rapidamente, foi batizada e quis corresponder muito cedo à vocação e à vida religiosa. Formou-se junto às dominicanas e, depois de fazer os primeiros votos, ela foi viver num mosteiro que os seus pais construíram para ela na Ilha de Lebres.

Embora tivesse uma origem real, não era apegada aos bens materiais; brilhou por ser exemplo de pobreza, de desapego. Santa Margarida viveu o apego somente ao essencial; e as irmãs eram atingidas por esse testemunho. Mulher de oração, foi exemplo de vida comunitária e disposta a amar os irmãos como eles eram.

Santa Margarida da Hungria, rogai por nós!

Reflexão de Sempre

Não abandones teu amigo, o amigo de teu pai; não vás à casa do teu irmão em dia de aflição. Vale mais um vizinho que está perto, que um irmão distante. ( Provérbios 27, 10)

Evangelho (João 2,1-11)

— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— Proclamaçãodo Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 1houve um casamento em Caná da Galileia. A mãe de Jesus estava presente.
2Também Jesus e seus discípulos tinham sido convidados para o casamento.
3Como o vinho veio a faltar, a mãe de Jesus lhe disse: “Eles não têm mais vinho”.
4Jesus respondeu-lhe: “Mulher, por que dizes isto a mim? Minha hora ainda não chegou”.
5Sua mãe disse aos que estavam servindo: “Fazei o que ele vos disser”.
6Estavam seis talhas de pedra colocadas aí para a purificação que os judeus costumam fazer. Em cada uma delas cabiam mais ou menos cem litros.
7Jesus disse aos que estavam servindo: “Enchei as talhas de água”. Encheram-nas até a boca. 8Jesus disse: “Agora tirai e levai ao mestre-sala”. E eles levaram.
9O mestre-sala experimentou a água, que se tinha transformado em vinho. Ele não sabia de onde vinha, mas os que estavam servindo sabiam, pois eram eles que tinham tirado a água.
10O mestre-sala chamou então o noivo e lhe disse: “Todo mundo serve primeiro o vinho melhor e, quando os convidados já estão embriagados, serve o vinho menos bom. Mas tu guardaste o vinho bom até agora!”
11Este foi o início dos sinais de Jesus. Ele o realizou em Caná da Galileia e manifestou a sua glória, e seus discípulos creram nele.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário do Evangelho

"Fazei tudo o que ele vos disser"

O Evangelho de João é exuberante no seu conteúdo simbólico e teológico. Ele fala à nossa imaginação, à nossa inteligência e ao nosso coração. A primeira parte do Evangelho, até o capítulo 12, é comumente designada como "Livro dos Sinais". A partir do capítulo 13, temos o "Livro da Glória". O múltiplo agir espantoso de Jesus, que nos sinóticos é traduzido por "milagres", João o denomina de "sinais". Eles são como que a confirmação da divindade de Jesus. As narrativas de sete sinais vão se entremeando com diálogos e discursos de Jesus. A ação espantosa e libertadora de Jesus, como nos sinóticos, é também a confirmação da autenticidade de sua Palavra.
A narrativa das Núpcias de Caná é o primeiro sinal apresentado por João. Aí encontramos beleza e mistério. No profetismo, a Aliança de Deus com seu povo é apresentada sob a imagem de núpcias. A presença de Jesus e sua mãe em uma festa de casamento foi a inspiração de João. O número de amigos presentes na festa superou as expectativas e o vinho acabou. A mãe de Jesus o percebe. Diz isso a Jesus, que esboça uma resistência em intervir. Mas sua mãe, confiante, diz aos serventes: "Fazei tudo o que ele vos disser". Jesus, então, orienta os serventes, que enchem as talhas de purificação com água (primeira Aliança). Ao servi-la, estava transformada em um excelente vinho (nova Aliança, com Jesus).
Em um contexto de carência e dificuldades, Jesus vem restaurar a alegria e a vida. Este gesto exprime uma característica fundamental da ação missionária.

José Raimundo Oliva

A igreja celebra hoje: Santo Antão

Pai do monaquismo cristão, Santo Antão nasceu no Egito em 251 e faleceu em 356; viveu mais de cem anos, mas a qualidade é maior do que a quantidade de tempo de sua vida, pois viveu com uma qualidade de vida santa que só Cristo podia lhe dar.

Com apenas 20 anos, Santo Antão havia perdido os pais; ficou órfão com muitos bens materiais, mas o maior bem que os pais lhe deixaram foi uma educação cristã. Ao entrar numa igreja, ele ouviu a proclamação da Palavra e se colocou no lugar daquele jovem rico, o qual Cristo chamava para deixar tudo e segui-Lo na radicalidade. Antão vendeu parte de seus bens, garantiu a formação de sua irmã, a qual entrou para uma vida religiosa. Enfim, Santo Antão foi passo-a-passo buscando a vontade do Senhor.

Antão deparou-se com outra palavra de Deus em sua vida “Não vou preocupeis, pois, com o dia de amanhã. O dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado”(Mt 6,34). O Espírito Santo o iluminou e ele abandonou todas as coisas para viver como eremita. Sabendo que na região existiam homens dedicados à leitura, meditação e oração, ele foi aprender. Aprendeu a ler e, principalmente a orar e contemplar. Assim, foi crescendo na santidade e na fama também.

Sentiu-se chamado a viver num local muito abandonado, num cemitério, onde as pessoas diziam que almas andavam por lá. Por isso, era inabitável. Ele não vivia de crendices; nenhum santo viveu. Então, foi viver neste local. Na verdade, eram serpentes que estavam por lá e , por isso, ninguém se aproximava. A imaginação humana vê coisas onde não há.

Santo Antão construiu muros naquele lugar e viveu ali dentro, na penitência e na meditação. As pessoas eram canais da providência, pois elas lhe mandavam comida, o pão por cima dos muros; e ele as aconselhava. Até que, com tanta gente querendo viver como Santo Antão, naquele lugar surgiram os monges. Ele foi construindo lugares e aqueles que queriam viver a santidade, seguindo seus passos, foram viver perto dele. O número de monges foi crescendo, mas o interessante é que quando iam se aconselhar com ele, chegavam naquele lugar vários monges e perguntavam: "Onde está Antão?". E lhes respondiam: "Ande por aí e veja a pessoa mais alegre, mais sorridente, mais espontânea; este é Antão".

Ele foi crescendo em idade, em sabedoria, graça e sensibilidade com as situações que afetavam o Cristianismo. Teve grande influência junto a Santo Atanásio no combate ao arianismo. Ele percebeu o arianismo também entre os monges, que não acreditavam na divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo. Antão também foi a Alexandria combater essa heresia.

Santo Antão viveu na alegria, na misericórdia, na verdade. Tornou-se abade, pai, exemplo
para toda a vida religiosa. Exemplo de castidade, de obediência e pobreza.

Santo Antão, rogai por nós!