Painel informativo.

- TRÊS VEZES ADMIRÁVEL pela grandeza de sua posição junto à Trindade, como filha predileta do Pai, Mãe do Filho e Esposa do Espírito Santo. Também por ser Mãe de Deus, Mãe do Redentor e Mãe dos Remidos.'

MISTERIOS DE

O Santo Rosário compreende a meditação dos vinte mistérios da Fé Católica, divididos em quatro grupos de cinco mistérios - denominados Terço - e nos leva diariamente ao estudo e meditação profunda da Palavra Sagrada da Bíblia e das passagens mais importantes do Evangelho. Aos mistérios originais, recentemente o Papa João Paulo II instituiu novas meditações, sendo que os mistérios do Santo Rosário são:
Mistérios Gozosos - Natalidade e crescimento de Jesus
Mistérios Dolorosos - Agonia, sofrimento e morte: Amor aos pecadores
Mistérios Gloriosos - Vitória, Salvação, Proteção
Mistérios Luminosos - A humildade, os milagres e o eterno Amor

VOCÊ É ESPECIAL!

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ORAÇÃO OFICIAL DO TERÇO DOS HOMENS MÃE RAINHA





Oração pelo povo aflito do Haiti



Pai nosso que nunca nos falta.
Que teu nome seja santificado.
Tua misericórdia sempre alerta
Ouça do meu peito esse recado.

Socorras o povo aflito do Haiti.
Tires-os da aflição, dando alento.
Assistas -os nesse sofrimento.
Abençoa-os é o que peço a Ti!

Estão órfãs tantas criancinhas.
São tantos pais desesperados.
Nem encontraram seus filhos tirados.
Pelo sinistro terremoto levados!

Sinto junto com eles essa dor.
Que rasga a alma sem piedade.
Balsamiza sua angústia Senhor.
Trazendo lhes paz e quietude!

Licia Falcão Rodrigues da Silva
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Reflexão de Sempre

Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus! (São Mateus 5, 10)

Reflexões

Padre Nicolás Schwizer N° 75 - 15 de janeiro de 2010

Homens e mulheres diferentes

Se olharmos para o mundo de hoje, nos perguntaremos: porque os cristãos, em mais de 2000 anos, mudamos tão pouco o mundo? Porque se perdeu aquele espírito de conquista, dos apóstolos e primeiros cristãos? Não será porque se há vivido o cristianismo de uma maneira egoísta e individualista? Algo disso acontece também com alguns santuários cristãos: convertem-se em lugares de refúgio, aonde as pessoas só giram em torno de seus próprios problemas, aonde se escondem das exigências do mundo e da vida.

Nossos templos não são um refúgio, mas um lugar de onde Deus e Maria nos enviam. Enviam-nos a renovar nossa cultura e sociedade atuais, a mudar a história da Igreja e do mundo.

Como nós podemos colaborar com esta graça? Como podemos aportar para a transformação do mundo? Creio que devemos começar transformando nosso pequeno mundo pessoal: nosso lar, o entorno familiar, o ambiente de trabalho, vizinhos, amigos, grupo, etc.
Geralmente não se tratará de fazer coisas extraordinárias, mas de cumprir bem e com amor nossos afazeres de cada dia. E ver esses afazeres diários, por monótonos ou pesados que sejam à luz e ao serviço da grande missão. Porque são o aporte que nesse momento Deus nos pede, para construir um mundo novo.

Podemos também sair de nosso pequeno mundo e ajudar a cambiar o mundo grande de nossa pátria: p.ex. a política, a cultura, os meios de comunicação, a sociedade. Esperam-nos muitas e grandes tarefas, para poder ser colaboradores aptos de Deus e da Virgem na transformação de nosso mundo:

1. Devemos ser homens e mulheres filiais. O filho diz sempre sim para a vontade do Pai. O filho luta por um mundo digno do Pai, aonde reinam a fraternidade, a justiça, a paz. E essa abertura e disponibilidade filial diante de Deus é o que permite abrir caminhos para um mundo novo. Porque é a atitude que deixa lugar a atividade paternal de Deus na história, tal como o fez Cristo.

Trata-se aqui de uma atitude filial madura, própria de um filho adulto do Pai e co-responsável de sua obra. É o homem que enfrenta a história confiado no Pai e que, por isso, é audaz e criador. Recordemos que a grandeza ou a miséria de nossa vida não se mede por nossas capacidades nem por nossos limites, mas pela magnitude da obra a qual nos consagramos: “Um herói é quem consagra sua vida a algo grande”, costumava dizer o Padre Kentenich, fundador do Movimento de Schoenstatt.

2. Devemos ser homens e mulheres diferentes. Creio que todos percebemos que esta missão de transformar o mundo e criar um mundo novo, nos converte em homens diferentes, em homens e mulheres que vivem de maneira distinta dos demais. Temos que atuar de forma diferente no matrimonio, na vida familiar, nos negócios e na empresa, na política, na relação com os homens. Em tudo isso temos que ser distintos da sociedade atual com seus valores.

Também os primeiros cristãos tiveram a audácia de ser diferentes. E por isso criaram um mundo novo; um mundo impregnado pelos valores cristãos. Ser diferentes significa, muitas vezes, passar por loucos, assim como os primeiros cristãos.
Significa também lutar contra o pecado em todas suas formas, começando por si mesmo, mas também lutar contra muitas situações de pecado no mundo que nos rodeia. É por isso que os antigos cristãos diziam: “não sem sangue”. O Reino de Deus não avança sem sangue, sem sacrifício, sem dor, sem luta. O mundo não se transforma sem sangue. Por isso, temos que nos arriscar a ser diferentes, a passar por loucos, a lutar contra o mal em nós mesmos e assim viver antecipadamente o mundo de amanhã.

Perguntas para a reflexão
1. Sinto-me um enviado a transformar meu ambiente?
2. Como cristãos, em que somos deferentes dos demais em nosso dia a dia?

Se desejar subscrever-se, comentar o texto ou dar seu testemunho, escreva para: pn.reflexiones@gmail.com

Evangelho (Marcos 2,13-17)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 13Jesus saiu de novo para a beira mar. Toda a multidão ia a seu encontro, e Jesus os ensinava. 14Enquanto passava, Jesus viu Levi, o filho de Alfeu, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: “Segue-me!” Levi se levantou e o seguiu.
15E aconteceu que, estando à mesa na casa de Levi, muitos cobradores de impostos e pecadores também estavam à mesa com Jesus e seus discípulos. Com efeito, eram muitos os que o seguiam.
16Alguns doutores da Lei, que eram fariseus, viram que Jesus estava comendo com pecadores e cobradores de impostos. Então eles perguntaram aos discípulos: “Por que ele come com cobradores de impostos e pecadores?”
17Tendo ouvido, Jesus respondeu-lhes: “Não são as pessoas sadias que precisam de médico, mas as doentes. Eu não vim para chamar justos, mas sim pecadores”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário do Evangelho

O chamado de Mateus

Cafarnaum, às margens do Mar da Galileia, é uma aldeia onde se praticam a pesca e a salga do pescado, sendo um porto de comércio com as regiões vizinhas do "mar" e situando-se também na rota comercial norte- -sul, Síria-Egito, que segue acompanhando o curso de água doce do Rio Jordão. É aí que Jesus chama os quatro primeiros discípulos, pescadores, e Mateus, cobrador de impostos sobre o comércio.
O chamado de Mateus, em poucas palavras, e a crítica dos escribas se inserem na sequência do perdão do pecado do paralítico que foi descido pelo teto, diante de Jesus.
Esta sequência realça o amor misericordioso de Jesus. A proclamação do perdão dos pecados é acompanhada da acolhida dos pecadores e do convívio com eles, suscitando a ira dos chefes religiosos, disfarçados em sua hipocrisia. Jesus, com seu amor universal, situa-se fora da tradição de povo eleito, com seus privilégios exclusivistas e com prática excludente em relação aos diferentes.
José Raimundo Oliva

A igreja celebra hoje: São Berardo e companheiros mártires

Em 1219, São Francisco enviou esses missionários para a Espanha, que estava tomada por mouros. Passaram por Portugal a pé, com dificuldades. Dependendo da Divina Providência, chegaram a Sevilha. Ali começaram a pregar, principalmente como testemunho de vida. Eram 3 sacerdotes e dois irmãos religiosos que incomodaram muitas pessoas ao anunciar o Evangelho. Acompanhado pelo testemunho, teve quem abrisse o coração para Cristo e as conversões começaram a acontecer. Pregaram até para o rei mouro, porque, também ele merecia conhecer a beleza do Santo Evangelho. Porém, anunciar o Evangelho naquele tempo, como nos dias de hoje, envolve riscos e eles foram presos por isso. Por influência do rei mouro, eles foram deportados para Marrocos e, ao chegarem lá, continuaram evangelizando; uma pregação sobre o reino de Deus, sobre o único amor que pode converter.

Graças a Deus, devido aos sinais, principalmente aquele tão concreto de Deus, que é a conversão e a mudança da mentalidade, as pessoas começaram a seguir Cristo e a querer o batismo. Mas isso incomodou também o rei mouro que, influenciado por fanáticos, prendeu os cinco franciscanos, depois os açoitou e decapitou.

Os santos mártires que, em 1220, foram mortos por causa da verdade, hoje, intercedem por nós.

São Francisco, ao saber da morte dos seus filhos espirituais, exultou de alegria, pois eles tinham morrido por amor a Jesus Cristo.

São Berardo e companheiros mártires, rogai por nós!

Reflexão de Sempre

Não conte a Deus o tamanho dos seus problemas, mostre a seus problemas o tamanho de Deus.

Igreja no Brasil lança campanha para ajudar vítimas do terremoto

BRASILIA, 14 Jan. 10 / 06:46 pm (ACI).- Com sentido de urgência a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e a Cáritas Brasileira respondendendo ao pedido de Bento XVI lançaram hoje uma campanha de solidariedade com as vítimas do terremoto que atingiu o país caribenho, na noite do dia 12, vitimando milhares de pessoas, entre elas a fundadora da Pastoral da Criança, Drª Zilda Arns e outros 14 militares brasileiros. Assim, em ação conjunta a CNBB com a Cáritas Brasileira criaram a Campanha “SOS HAITI” para ajudar à população atingida pelo terremoto.

“Com esta campanha, a Igreja pretende fazer um apelo a todas as comunidades, paróquias, dioceses e a sociedade em geral para que organizem coletas em favor do povo haitiano, sugerindo que o dia 24 de janeiro, domingo, seja dedicado a orações pelas vítimas, reflexões e coletas em dinheiro”, informou a CNBB através do seu portal web.

O resultado da campanha brasileira SOS HAITI se integra a campanha mundial promovida pela Caritas Internacionalis em resposta ao chamado do papa Bento XVI para a solidariedade da Igreja ao povo haitiano, informou a CNBB em sua página oficial.

“Tanto mais urgente se apresenta agora o desafio da solidariedade, para um país que já vivia em condições de extrema precariedade. O apelo precisa ser respondido, sobretudo pelo Brasil, em vista de duas vinculações especiais que neste episódio ligam nosso país com o Haiti, primeiro é a presença do contingente do Exército brasileiro, segundo é o falecimento da doutora Zilda Arns”, foi o que expressou, dom Demétrio Valentine, bispo de Jales (SP), a respeito da urgência em ajudar o povo haitiano.

As doações em dinheiro podem ser depositadas nas contas bancárias abertas exclusivamente para a campanha e serão destinadas às ações de socorro imediato, reconstrução e recuperação das condições de vida do povo haitiano.

As contas para depósito são: Banco Bradesco, Agência: 0606 Conta Corrente: 70.000-2; Caixa Econômica Federal OP: 003, Agência: 1041 Conta Corrente: 1132-1; ou Banco do Brasil, Agência: 3475-4 Conta Corrente: 23.969-0. Para mais informações acesse o site da Cáritas Brasileira: www.caritas.org.br.

Dioceses brasileiras também se solidarizam

A arquidiocese de Belo Horizonte concentra esforços e investimentos em uma campanha de solidariedade que será realizada por suas instituições: Vicariato de Ação Social e Política (que tem entre as suas atividades sociais a Pastoral da Criança e da Pessoa Idosa) e as paróquias.

A campanha é uma iniciativa que será realizada ao longo de todo este ano. Todos podem contribuir com qualquer quantia financeira na conta: Banco do Brasil Agência: 3494-0 Conta Corrente: 24847-9, em nome do Vicariato Episcopal para a Ação Social e Política.Outras informações pelo site: www.arquidiocesebh.org.br.

O Cardeal Pedro Odilo Scherer, por sua parte, respondendo ao chamado do Papa a uma pronta solidariedade com esta nação realizou um chamado a todos na arquidiocese de São Paulo a formar um “mutirão de oferta em dinheiro a ser enviada aos nossos irmãos deste vizinho país”.
Para este fim a Cáritas Arquidiocesana abriu a seguinte conta bancária para receber doações: Banco Itaú, Ag. 0057, conta corrente: 17.627-3.
A carta do Cardeal Scherer pode ser vista na íntegra em:
http://www.arquidiocese-sp.org.br/noticias/2010/100114_carta_arquidiocese_terremoto_haiti.jpg.

O Haiti é o país mais pobre do continente americano e o 80 por cento da sua população vive abaixo do limiar da pobreza, com acesso a menos de dois dólares por dia. A capital alberga aproximadamente três milhões de pessoas, agrupadas em bairros de lata, enquanto os outros seis milhões de habitantes vivem dispersos pelo resto do país. O número de vítimas fatais do terremoto ainda não foi determinado.

Evangelho (Marcos 2,1-12)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

1Alguns dias depois, Jesus entrou de novo em Cafarnaum. Logo se espalhou a notícia de que ele estava em casa. 2Reuniram-se ali tantas pessoas, que já não havia lugar, nem mesmo diante da porta.
3Trouxeram-lhe, então, um paralítico, carregado por quatro homens. 4Mas não conseguindo chegar até Jesus, por causa da multidão, abriram então o teto, bem em cima do lugar onde ele se encontrava. Por essa abertura desceram a cama em que o paralítico estava deitado.
5Quando viu a fé daqueles homens, Jesus disse ao paralítico: “Filho, os teus pecados estão perdoados”. 6Ora, alguns mestres da Lei, que estavam ali sentados, refletiam em seus corações: 7“Como este homem pode falar assim? Ele está blasfemando: ninguém pode perdoar pecados, a não ser Deus”.
8Jesus percebeu logo o que eles estavam pensando no seu íntimo, e disse: “Por que pensais assim em vossos corações? 9O que é mais fácil: dizer ao paralítico: ‘Os teus pecados estão perdoados’, ou dizer: ‘Levanta-te, pega a tua cama e anda’?
10Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem, na terra, poder de perdoar pecados, — disse ele ao paralítico: 11eu te ordeno: levanta-te, pega tua cama, e vai para tua casa!”
12O paralítico então se levantou e, carregando a sua cama, saiu diante de todos. E ficaram todos admirados e louvavam a Deus, dizendo: “Nunca vimos uma coisa assim”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário do Evangelho

A cura do paralítico

Nesta narrativa, o aspecto dominante é Jesus com sua prática de ensino das multidões, dirigindo-lhes a palavra. Neste contexto, destaca-se o pronunciamento de Jesus comunicando o perdão dos pecados, e o conflito com os escribas, irritados com este pronunciamento de Jesus. O paralítico era considerado um doente, impuro e pecador. O perdão dos pecados só poderia ser feito pelos sacerdotes, no Templo, mediante sacrifícios e ofertas. Jesus desconsidera tais tradições. A cura do paralítico é apenas um sinal da realidade maior e interior do perdão dos pecados.
Jesus, com sua prática misericordiosa, liberta os humilhados e oprimidos pelo sistema do Templo e restaura-lhes a dignidade e a vida.
José Raimundo Oliva

A igreja celebra hoje: Santo Amaro

Nasceu em Roma e entrou muito cedo para a vida religiosa. Filho espiritual e grande amigo de São Bento, tornou-se um beneditino com apenas 12 anos de idade. Realidades daquele tempo,mas que apontam para uma necessidade dos tempos atuais. Ele foi apontado, desde muito cedo, como um exemplo de silêncio e também de correspondência às exigências da vida monarcal. Vida de austeridade, de ação, de oração; “ora et labora” de fato.

Grande amigo de São Bento, viveu momentos que ficaram registrados. São Gregório foi quem deixou o testemunho de que, certa vez, São Bento, por revelação, soube que um jovem estava para se afogar em um açude. Disse ao então discípulo Amaro que fosse ao encontro daquele jovem. Ele foi. Sem perceber, com tanta obediência, ele caminhou sobre as águas e salvou aquele jovem; depois que ele percebeu que havia acontecido aquele milagre. Retribuíram a ele, mas, claro, ele atribuiu a São Bento, pois só obedeceu.

História ou lenda, isso demonstra como Deus pode fazer o impossível aos olhos humanos na vida e através da vida naqueles que acreditam e buscam corresponder à vocação. Todos nós temos uma vocação comum, a mesma que Santo Amaro teve: a vocação à santidade. Esse santo foi quem sucedeu São Bento em Subiaco, quando este foi para Monte Casino. Ele foi exemplo de virtude, obediência e abertura à ação do Espírito Santo.

Santo Amaro, rogai por nós!

Reflexão de Sempre

Porque Deus amou ao mundo tanto, que deu seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna. (João 3.16)
Toda quinta-feira as 18h na Casa da Mãe Rainha.
Rua Marechal Hermes, 345 - Por trás da Igreja de São Jose.
Venha participar conosco deste momento de fé, amor e agradecimento a nossa querida Mãe e Rainha três vezes admirável e a seu filho nosso Senhor Jesus Cristo.
Esperamos por vocês.

Evangelho (Marcos 1,40-45)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 40um leproso chegou perto de Jesus, e de joelhos pediu: “Se queres, tens o poder de curar-me”. 41Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele, e disse: “Eu quero: fica curado!” 42No mesmo instante, a lepra desapareceu, e ele ficou curado. 43Então Jesus o mandou logo embora, 44falando com firmeza: “Não contes nada disso a ninguém! Vai, mostra-te ao sacerdote e oferece, pela tua purificação, o que Moisés ordenou, como prova para eles!”
45Ele foi e começou a contar e a divulgar muito o fato. Por isso Jesus não podia mais entrar publicamente numa cidade: ficava fora, em lugares desertos. E de toda parte vinham procurá-lo.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário do Evangelho

Jesus quer a inclusão social das pessoas

O interesse central desta narrativa de Marcos é a inclusão social, e não a cura. O portador de lepra era considerado "impuro", sendo a ele imposta, pelos códigos religiosos da Lei, a exclusão dos ambientes religiosos e do convívio urbano. O doente, em geral, era considerado impuro e pecador, do ponto de vista religioso e social, devendo ser afastado do convívio com os considerados "puros". O pedido do leproso a Jesus centra-se em sua purificação e não em sua cura. Ele quer se ver livre de sua exclusão.
O agir de Jesus não se limita ao bem particular daquele homem. Tem o significado maior de revelar que ele vem para libertar todos os humilhados e oprimidos pelo sistema religioso, com seus códigos de pureza e impureza, centrado no Templo de Jerusalém.
Essa libertação passa pela consciência, que ele quer despertar nos excluídos, de que sua situação de exclusão é fruto de uma injustiça sociorreligiosa e de que essa não é a vontade de Deus.
José Raimundo Oliva

A igreja celebra hoje: Santa Elisabete Ana Bayley Seton

Primeira norte-americana a ser canonizada. Em 1975, sob o pontificado do papa Paulo VI, nasceu nos Estados Unidos, no ano de 1774 dentro de uma família cuja mãe era uma cristã não católica e o pai, conhecido como médico muito atarefado e famoso. A mãe faleceu e, infelizmente, a madrasta fazia sofrer Santa Elisabete. Seu refúgio era a oração e a Palavra de Deus. Era alguém que buscava cumprir os mandamentos do Senhor, responder como Cristo respondeu aos sofrimentos do seu tempo.

Santa Elisabete Ana Bayley Seton chegou a casar-se, teve vários filhos, mas, por falência de seu esposo, tiveram que entrar no ritmo da migração dos Estados Unidos para a Itália. Com as dificuldades da viagem e a fragilidade de seu esposo, ele faleceu. Ela continuou até chegar à Itália e ser acolhida por uma família amiga. Era uma família feliz porque seguiam a Cristo como católicos praticantes. Tudo aquilo foi mexendo com o coração de Santa Elisabete e ela quis se tornar católica. Não se sabe ao certo se tornou-se católica ali na Itália ou nos Estados Unidos, mas o fato é que retornou para os Estados Unidos, foi acolhida pela Igreja de Cristo Católica, mas pelos familiares que eram cristãos de outra igreja, não foi bem acolhida; foi até perseguida.

De fato, o ecumenismo é uma conquista de cada dia e em todos os tempos. Santa Elisabete Ana Bayley teve uma dificuldade com uma minoria católica de tal forma, pois não encontrava espaço para a educação dos filhos, que inspiradamente começou uma obra que chegou a ser uma Congregação das irmãs de São José, com o objetivo de formar as crianças numa fé cristã e católica.

Santa Elisabete, com apenas 47 anos, faleceu; mas deixou para todos os cristãos católicos do mundo inteiro o testemunho de um coração que buscou, em tudo, a obediência ao Senhor.

Santa Elisabete Ana Bayley, rogai por nós!

Evangelho (Marcos 1,29-39)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 29Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, para a casa de Simão e André. 30A sogra de Simão estava de cama, com febre, e eles logo contaram a Jesus. 31E ele se aproximou, segurou sua mão e ajudou-a a levantar-se. Então, a febre desapareceu; e ela começou a servi-los. 32À tarde, depois do pôr-do-sol, levaram a Jesus todos os doentes e os possuídos pelo demônio. 33A cidade inteira se reuniu em frente da casa. 34Jesus curou muitas pessoas de diversas doenças e expulsou muitos demônios. E não deixava que os demônios falassem, pois sabiam quem ele era.
35De madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus se levantou e foi rezar num lugar deserto. 36Simão e seus companheiros foram à procura de Jesus. 37Quando o encontraram, disseram: “Todos estão te procurando”. 38Jesus respondeu: “Vamos a outros lugares, às aldeias da redondeza! Devo pregar também ali, pois foi para isso que eu vim”. 39E andava por toda a Galileia, pregando em suas sinagogas e expulsando os demônios.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário do Evangelho

Casa: lugar do resgate e do serviço

Em seu Evangelho, Marcos registra como, com Jesus, se dá a mudança do espaço do encontro com Deus: este espaço não é mais a sinagoga, mas sim a casa, onde se reúne a família, a qual se abre para a comunidade.
A sinagoga é o lugar do homem de espírito impuro e de onde Jesus se afasta. A casa, onde se dá a cura da sogra de Simão, é o lugar a ser resgatado para o serviço e para o encontro da comunidade.
Ao longo de sua missão, em comunicação com o povo, Jesus sente necessidade de retirar-se a um lugar deserto para orar. E, ainda, em sua missão itinerante, ele não se fixa em uma comunidade determinada, mas desloca-se por toda a Galileia e, depois, para os territórios gentílicos vizinhos.
José Raimundo Oliva

A igreja celebra hoje: Santo Hilário de Poitiers

Um dos santos padres da Igreja de Cristo, ele nasceu no ano de 315, em Poitiers, na França. Buscava a felicidade; mas sua família, pagã, vivia segundo a filosofia hedonista, ligada ao povo grego-romano; ou seja, felicidade como sinônimo de prazeres, com puro bem-estar. Então, aquele jovem dado aos estudos, se perguntava quanto ao fim último do ser humano; não podia acabar tudo ali com a morte; foi perseguindo a verdade.

O Espírito Santo foi agindo até ele conhecer as Sagradas Escrituras. O Antigo Testamento o levou proclamar o Deus uno, que merece toda a adoração. Passando para o Novo Testamento, Santo Hilário foi evangelizado e, numa busca constante, ele se viu necessitado do santo batismo, entrar para Igreja de Cristo e se fazer membro deste Corpo Místico. Em 345, foi batizado. Não demorou muito já era sacerdote e, depois, ordenado bispo para o povo de Poitiers.

Ele sofria com as heresias do arianismo. Santo Hilário, pela sua pregação e seus escritos, foi chamado "O Atanásio do Ocidente", porque ele combateu o Arianismo do Oriente. No tempo em que o imperador Constâncio começou a apoiar esta heresia, Santo Hilário não teve medo das autoridades. Se era para o bem do povo, ele anunciava com ousadia até ser exilado, mas não deixou de evangelizar nem mesmo na cadeia. Por conselho, o próprio imperador o assumiu de volta em 360, porque os conselheiros sabiam da grande influência desse santo bispo que não ficava apenas em Poitiers, mas percorria toda a França.

Ele voltou, convocou um Concílio em Paris, participou de tantos outros conselhos no ocidente, mas sempre defendendo essa verdade que é Jesus Cristo, verdadeiro Deus, verdadeiro homem.

Santo Hilário de Poitiers foi se consumindo por essa verdade. Pelos seus escritos que chegam até o tempo de hoje, percebe-se este amor por Jesus Cristo. Não só numa busca pessoal, mas de promover a salvação dos outros. No século IV, ele partiu para a glória.

Santo Hilário de Poitiers, rogai por nós!

Evangelho (Marcos 1,21b-28)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

21bEstando com seus discípulos em Cafarnaum, Jesus, num dia de sábado, entrou na sinagoga e começou a ensinar. 22Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da Lei.
23Estava então na sinagoga um homem possuído por um espírito mau. Ele gritou: 24“Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus”. 25Jesus o intimou: “Cala-te e sai dele!”
26Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu. 27E todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos outros: “Que é isso? Um ensinamento novo dado com autoridade: Ele manda até nos espíritos maus, e eles obedecem!” 28E a fama de Jesus logo se espalhou por toda parte, em toda a região da Galileia.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário do Evangelho

Jesus ensina com autoridade

Após o chamado dos quatro primeiros discípulos às margens do Mar da Galileia, Marcos narra um dia de estada de Jesus em Cafarnaum, com quatro episódios: a cura do homem com um espírito impuro em uma sinagoga, a cura da sogra de Pedro, diversas curas ao entardecer, e a retirada a um lugar solitário seguindo-se a partida para uma viagem por toda a Galileia.
Mateus, em seu Evangelho, destaca que Jesus, após a prisão de João, por quem fora batizado, voltou para a Galileia e foi morar em Cafarnaum.
Na narrativa de hoje, a expulsão do espírito impuro do homem na sinagoga é resultado do ensinamento novo de Jesus. Sua palavra, com autoridade, remove o espírito impuro que domina a sinagoga, fundada na doutrina dos escribas e na submissão à Lei, e liberta as mentes e os corações. A novidade de Jesus é a revelação do Reino do amor que promove a vida plena, onde todos se encontram em comunhão com o Pai.

José Raimundo Oliva

A igreja celebra hoje: São Bernardo


O santo de hoje nasceu no ano de 1605 em Corleone, Sicília, na Itália. Como é belo poder perceber o testemunho de hoje! Como a misericórdia de Deus fez maravilhas a partir do arrependimento!

São Bernado foi crescendo numa vida longe do relacionamento com Deus e com a Igreja. Logo, distante de si e do amor aos irmãos, o orgulho foi tomando conta do seu coração. Então, decidiu entrar para a vida militar; não para servir a sociedade, mas para dominá-la. De fato, ele estava longe de Deus. Resultado: numa das muitas discussões que viraram briga, ele acabou num duelo, ferindo de morte um companheiro seu da vida militar. Foi neste momento trágico de sua história que ele abriu o coração para Deus, pois sua consciência foi pesando. Embora ele tenha fugido e recorrido a um chamado “direito de asilo”, não foi preso, mas estava preso a uma vida de pecado. Quem poderia resgatá-lo? Nosso Senhor Jesus Cristo, o Verbo encarnado que veio nos assumir na nossa fragilidade e nos revelar este amor que redime, que salva e é a nossa esperança.

Assim, arrependeu-se e começou a busca de uma vida em Deus, uma vida de Igreja, sacramental. Discerniu um chamado à vida religiosa, buscou a família franciscana e ali tornou-se irmão religioso, fiel às regras. De fato, se antes expressava arrogância, agora comunicava paz, penitência, luta contra o pecado.

Ele foi se santificando também no serviço ao próximo. "Santidade sem serviço aos outros pode ser apenas um ideal, mas, no concreto, esta luta, este bom combate é para sermos melhores em Deus, melhores uns para os outros".

Religioso, capuchinho, modelo de vida na pobreza, na castidade e na obediência. Este santo do século XVII nos convida, neste novo milênio, a sermos sinais no poder que a misericórdia divina tem de, com a nossa ajuda e nosso sim, fazer-nos santos.

São Bernardo, rogai por nós!

Diocese de Mossoró: RELÍQUIAS DE DOM BOSCO VISITAM PAU DOS FERROS#links

Diocese de Mossoró: RELÍQUIAS DE DOM BOSCO VISITAM PAU DOS FERROS#links

Evangelho (Marcos 1,14-20)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

14Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para a Galileia, pregando o Evangelho de Deus e dizendo: 15“O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos, e crede no Evangelho!”
16E, passando à beira do mar da Galileia, viu Simão e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores. 17Jesus lhes disse: “Segui-me e eu farei de vós pescadores de homens”. 18E eles, deixando imediatamente as redes, seguiram a Jesus.
19Caminhando mais um pouco, viu também Tiago e João, filhos de Zebedeu. Estavam na barca, consertando as redes; 20e logo os chamou. Eles deixaram seu pai Zebedeu na barca com os empregados, e partiram, seguindo Jesus.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário do Evangelho

Chegou o tempo

Jesus procurou o batismo de João, com o que reconhecia o valor de seu anúncio libertador.
Depois da morte de João, volta para sua terra, a Galileia, desprezada pelos judeus da Judeia. Em seu anúncio, Jesus segue o estilo de João Batista: chegou o tempo, o Reino é iminente, convertei-vos. Conversão é ruptura em relação à "ordem" tradicional que gera a exclusão e favorece as elites, é mudança de vida que tem em vista a construção do Reino.
Jesus chama seus primeiros discípulos à beira do Mar da Galileia. Mar, horizonte ameaçador, fronteira para o novo, convite à ousadia e à aventura. São de famílias de humildes pescadores.
Simão e André, nomes de origem grega, e Tiago e João, de origem hebraica. Marcos busca a imagem de "pescadores de homens" nos profetas Amós e Ezequiel, ondea pesca do Senhor é o julgamento dos ricos e poderosos. Simão e André, Tiago e João abandonam sua rotina do dia a dia, não para fugir do mundo, mas sim para, com liberdade, transformá-lo, no seguimento de Jesus.

José Raimundo Oliva

A igreja celebra hoje: São Vital

Viveu entre o século VI e VII, foi monge, ermitão na região de Gaza, na Palestina. São Vital vivia o refúgio em Cristo Jesus, na oração e na penitência. Quanto mais alguém se refugia em Deus, sendo monge ou não, vai criando um coração cada vez mais dilatado pelo amor do Senhor. Por isso, vai se tornando pessoa de compaixão, que não julga, não condena; mas vai ao encontro do outro para ser sinal de Deus.

São Vital, movido de pelo Espírito [Santo], saiu da Palestina e foi para o Egito, instalando-se em Alexandria. A sociedade daquele tempo sofria com a prostituição, mas São Vital não as julgou, não as condenou nem foi buscar a santidade, pois quem, de fato, busca a santidade, busca assemelhar-se àquele. Falando para as autoridades religiosas do seu tempo, ele disse: “Os publicanos e as meretrizes os precedem”. Jesus falou isso (Mateus, 21) e os santos buscaram ser reflexo dessa misericórdia. Denuncie o pecado, mas, sobretudo, anuncie o amor que redime, que salva.

O santo buscava, num período do seu dia, arrecadar fundos e, depois, à noite, ia ao encontro das prostitutas e oferecia o dobro [em dinheiro] apenas pela atenção delas. Ele anunciava Jesus Cristo como em Lucas 15, quando o apóstolo ele demonstra um coração de Deus, como do pastor que é capaz de deixar 99 ovelhas para ir ao encontro daquela que se desgarrou.

São Vital, testemunho da misericórdia que nos converte, converteu muitas mulheres, ao ponto delas o ajudarem. Algumas senhoras “piedosas” foram se queixar desse apostolado com o bispo e São Vital foi preso. No entanto, as mulheres que iam se convertendo foram até a autoridade eclesiástica.

Os fatos foram apurados e viu-se que era uma injustiça contra o santo. Injustiça maior aconteceu quando, já solto, continuou a evangelizar com este método ousado, mas um homem que comercializava as mulheres, o apunhalou pelas costas. São Vital teve forças ainda de deixar, por escrito, esta verdade que é atual para todos nós. Ao povo de Alexandria e dos demais lugares, ele dizia: “Convertei-vos, não deixais a conversão para amanhã”. Por isso, São Vital chamava à atenção para a conversão e, ao mesmo tempo, para o dia do juízo.

São Vital, rogai por nós!

Evangelho (Lucas 3,15-16.21-22)

— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 15o povo estava na expectativa e todos se perguntavam no seu íntimo se João não seria o Messias. 16Por isso, João declarou a todos: “Eu vos batizo com água, mas virá aquele que é mais forte do que eu. Eu não sou digno de desamarrar a correia de suas sandálias. Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo”.
21Quando todo o povo estava sendo batizado, Jesus também recebeu o batismo. E, enquanto rezava, o céu se abriu 22e o Espírito Santo desceu sobre Jesus em forma visível, como pomba. E do céu veio uma voz: “Tu és o meu Filho amado, em ti ponho o meu bem-querer”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário do Evangelho

Jesus é batizado por João

A celebração do Batismo de Jesus reaviva em nós o sacramento básico e tradicional de nossa fé encarnada: o Batismo. O mergulho simbólico nas águas primordiais para um renascer, para uma vida nova. Essas águas constituem o ventre do mundo: nelas a vida tem início. E o mergulho no Espírito, que é fogo luminoso e purificador, nos orienta e move no empenho em resgatar o valor, a dignidade e a vida no mundo.
Nas origens de nosso Batismo está o batismo de João. Jesus vai da Galileia ao Jordão para ser batizado por João. João, filho de sacerdote, distancia-se do Templo. Anuncia, no deserto, a salvação pelo batismo da conversão à justiça, o que nos alcança a libertação dos pecados. A pessoa de João Batista, que ficou viva na memória do povo, é colocada em destaque desde o início dos quatro Evangelhos. Lucas, no Evangelho de hoje, a partir da fé vivenciada nas primeiras comunidades, apresenta-nos uma narrativa teológica do batismo de Jesus. O estilo é apocalíptico (o céu se abre, o Espírito Santo desce sob forma corpórea de pomba, ouve-se a voz do céu). O batismo de João, em Jesus, é confirmado pelo Espírito Santo e assumido pelo "filho amado" de Deus. A prática da justiça decorrente do compromisso do batismo anunciado por João alcança, assim, uma dimensão de participação na vida divina e de eternidade, no Espírito.
A partir da figura do "servo" do Senhor, de Isaías (primeira leitura), pode-se fazer a interpretação de Jesus como inserido na linha profética do anúncio e do estabelecimento da justiça e do direito. Afim a essa interpretação, o batismo de João é compreendido como o compromisso com a prática da justiça. Podemos ver isso no relato de Lucas em Atos: Pedro, após a experiência da conversão de gentios na Samaria, afirma: "(Deus) aceita quem o teme e pratica a justiça, qualquer que seja a nação a que pertença", mencionando, a seguir, o batismo de João. Jesus "abre os olhos aos cegos, e tira do cárcere os prisioneiros". Ser fiel a Jesus, à nossa fé e a nosso Batismo é comprometer-nos com o projeto de Deus, de justiça e de libertação, solidários com os povos oprimidos.

José Raimundo Oliva

A igreja celebra hoje: Frei Gonçalo de Amarante

Nasceu no século XIII, em Arriconha, freguesia de Tagilde, próximo a Guimarães, norte de Portugal. Muito cedo, ele se viu chamado ao sacerdócio. Em sua formação humana e cristã, Frei Gonçalo passou pelo Convento Beneditino, depois por Braga, lugar onde foi ordenado pelo Arcebispo. Não demorou muito para ser abade em São Paio.

Frei Gonçalo de Amarante pôde fazer várias peregrinações que muito enriqueceram sua vida espiritual e também apostólica. Ele foi a Roma, visitou os túmulos de São Pedro e São Paulo e tomou um "banho" de Igreja. Visitou a Terra Santa, conheceu os lugares santos por onde Jesus passou. Seu amor foi crescendo cada vez mais por Nosso Senhor.

Depois de voltar dessas peregrinações, ele teve ainda mais ardor para evangelizar. A sua vocação sacerdotal foi quando discerniu a sua vida religiosa e entrou a família dominicana, daí vem o "frei". Quanto ao "Amarante", com seus irmãos de comunidade, ele foi para a cidade de Amarante em missão. Ele ficou conhecido como um segundo fundador dessa cidade, porque o seu amor apostólico o levava a ser um sinal no meio da sociedade.

Em 1262, partiu para a glória, deixando para o povo de Amarante, para todas as gerações ao norte de Portugal, para toda Europa e para todo o mundo, um testemunho de santidade que colabora para uma civilização mais justa.

Frei Gonçalo de Amarante, rogai por nós!